assessoria de
  comunicação

23/5/2015
 9ª Feira do Mel destaca a criação de abelhas sem ferrão
por Juliana Silva


Entre os dias 21 e 23 de maio, a Praça Nove de Novembro, no Centro de Vitória da Conquista, recebeu a 9ª edição da Feira do Mel. Organizado pelo Setor de Apicultura e Meliponicultura da Uesb, em parceria com a Associação dos Apicultores do Sudoeste da Bahia (Apis), o evento teve como proposta divulgar e incentivar o consumo dos produtos provenientes da apicultura.

Para o presidente da Apis, Alberto Oliveira, a Feira “é a oportunidade que temos de mostrar para a população o nosso trabalho e de promover o consumo do mel, pois as pessoas conhecem o mel, mas não sabem de todas as suas potencialidades”. Assim, no local, os visitantes puderam conhecer e adquirir os diferentes tipos de méis, especialmente os méis exóticos, naturais das floradas de biomas da região, além dos seus derivados, como balas, geleias e própolis.

A atividade, que também celebrou o Dia do Apicultor, comemorado em 22 de maio, buscou ainda difundir a produção de abelhas sem ferrão. Tratam-se espécies nativas do Brasil, que, por não terem a capacidade de inocular veneno, têm o ferrão atrofiado e, portanto, não apresentam nenhum perigo ao homem. Ao contrário, são muito úteis para o meio ambiente, pois são os melhores e mais eficientes agentes polinizadores da natureza.

“Já que as abelhas sem ferrão são mansas porque não criá-las também como animais de estimação?”, questiona a professora Generosa Sousa, coordenadora do Setor de Apicultura e Meliponicultura da Universidade. Nesse sentido, o evento que teve como tema “Tenha uma colmeia em casa, pergunte-me como”, apresentou à sociedade as possibilidades e os benefícios de se criar enxames. Segundo a professora, as espécies de abelhas sem ferrão são tão mansas, que qualquer criança poderia cria-las. “Criando as abelhas sem ferrão, as crianças poderiam, por exemplo, abrir as colmeias, ver como é formada a estrutura do ninho e coletar o seu próprio mel ou pólen”, explica Sousa.

Ainda de acordo com a professora, a ideia de incentivar a criação dos enxames nasceu da necessidade de reprodução desses animais, uma vez que eles estão cada vez mais escassos na natureza: “A multiplicação dos enxames é necessária para preservação e conservação das espécies, por isso, queremos que as pessoas venham cooperar com a polinização, seja das culturas agrícolas, das plantas de jardim ou das árvores nativas. E que entendam que as abelhas são fundamentais nesse processo”.



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