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  comunicação

23/2/2017
 Pseudocaule da bananeira é utilizado na alimentação de ovinos
por Valcelene Amorim


De acordo com o Ministério da Agricultura, a banana é a fruta mais consumida no Brasil. Atualmente, Bahia e São Paulo lideram o ranking de produção nacional, ambos são responsáveis por 14% do cultivo da banana no país. Nessa perspectiva que o doutorando em Zootecnia na Uesb, José Assunção Silveira Junior, resolveu testar o feno do pseudocaule da bananeira em confinamento de ovinos.

“A gente fez o projeto e testamos na alimentação de ovinos o feno do pseudocaule da bananeira, visando, justamente, ter esse aposse de volumoso para confinar os ovinos no período da seca e ao invés do produtor ter prejuízo com a falta de alimento ele vai poder engordar os animais e comercializar” afirmou Junior.

Ainda de acordo com Junior, o desempenho dos animais alimentados com o volumoso produzido a partir do pseudocaule da bananeira foi semelhante ao do capim tifton, que é de altíssima qualidade. “E para o tratamento que recebeu o pseudocaule da bananeira de virginiamicina, o desempenho foi igual ao tratamento que recebeu como única fonte de volumoso o feno de capim tifton. E o tratamento que recebeu o pseudocaule da bananeira como fonte de volumoso sem o aditivo de virginiamicina o desempenho foi um pouco inferior mais foi satisfatório, porque correspondeu a 85% do desempenho dos animais que receberam somente o feno de capim tifton como fonte de volumoso” destacou.

Segundo o professor Márcio Pedreira, orientador da pesquisa, a intenção é disponibilizar os resultados aos produtores por meio de boletins informativos e Dia de Campo realizado na Uesb, além de artigos científicos. Para Pedreira o conhecimento deve ser gerado para beneficio da comunidade. “A Universidade tem que chegar até os produtores, a nossa pesquisa precisa ser direcionada a microrregião e macrorregião de abrangência da Universidade, e assim ela consiga ser inserida dentro do sistema de produção. Acho que o ponto final da pesquisa é esse”, salientou.

Pedreira destacou ainda que há uma necessidade de produzir alimentos para animais durante o período da seca. “Isso já é um ponto clássico no centro de produção da nossa região, que é muito pouco utilizado no sistema de campo, que é a necessidade de se produzir alimentos para ser utilizado no período seco, o uso de reservas estratégicas. Isso ficou muito destacado, muito característico durante esse período crítico que nós passamos, nessa anomalia climática que nós passamos na região”, enfatizou.

Para Junior, essa forma de produção, além de ser viável para o pequeno produtor, é uma forma de ajudar no desenvolvimento socioeconômico do estado. “É algo que ajudaria no desenvolvimento econômico e social do estado da Bahia. E para o pequeno produtor, então, é extremamente aplicável, porque primeiro ele pode produzir a banana e aproveitar esse resíduo da plantação de banana para alimentar os animais”, destacou.



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