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20/3/2017
 Praticidade e economia na produção de aves tipo caipira
por Valcelene Amorim


Uma ideia simples é capaz de colaborar para o desenvolvimento da produção de frango tipo caipira de forma pratica e econômica. Para tal, são necessárias apenas ripas, lona e uma tela. Está pronto um galinheiro móvel. Esse projeto está em desenvolvimento no Laboratório Experimental de Avicultura da Uesb, campus Juvino Oliveira em Itapetinga, sob a orientação do professor Ronaldo Vasconcelos, coordenador do laboratório.

Estima-se que o uso desse tipo de engenharia diminua em aproximadamente 80% os custos para o criador. “A gente está fazendo um experimento em parceria com uma aluna, no qual desenvolvemos uma gaiola que é muito leve e barata e o produtor pode utilizar em toda a sua propriedade sem necessariamente ter que utilizar cerca e galinheiros. Ainda existe uma carência muito grande sobre a parte de instalação, que é muito caro, e, muitas vezes, o pequeno produtor não disponibiliza de recursos para poder montar uma instalação. Com o galinheiro móvel, houve uma redução de custos muito grande”, explica Vasconcelos.

A pesquisa faz parte da elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso da discente Rafaela Porto Silva, que cursa o oitavo semestre de Zootecnia, e tem a intenção de usar os conhecimentos adquiridos em sala de aula para o beneficio da sociedade. “Eu procurei o professor Ronaldo para me orientar no Trabalho de Conclusão de Curso, pois eu tinha o intuito de fazer um trabalho que não ficasse restrito à Universidade, mas que beneficiasse diretamente os produtores, tanto pequenos quanto grandes, e colocamos em pratica essa ideia que surgiu com ele”, ressalta Silva.

De acordo com Vasconcelos, a proposta do projeto é indicar qual a densidade recomendada para esse tipo de seleção. “A gaiola tem 2,5 m², e nós estamos trabalhando com três densidades para verificarmos qual é a melhor densidade para o produtor. Nós temos densidade com 4, 6 e 8 aves por metro quadrado. Todas as aves são tipo caipira”, informa.

Para esse tipo de manejo, Silva aconselha alguns cuidados como “fornecer a ração e água diariamente. Como os piquetes são moveis, é necessário removê-los de lugar periodicamente para as aves terem maior disponibilidade da forragem, além de ter o controle da temperatura para diminuir o estresse térmico das aves porque elas ficam em um ambiente aberto, com raios solares muito próximos”.

Professor Vasconcelos destaca que é interessante usar um tipo de pasto que as aves mais gostam e ter sempre o cuidado da recuperação do solo. “É interessante usar capim, de preferência, coast cross, grama de burro ou a própria grama batatais ou a grama gengibre porque a ave não consegue prejudicar o sistema radicular da planta, então ela consome só as folhas que é a parte realmente mais nutritiva, permitindo que a planta, logo em seguida que haja movimentação do galinheiro móvel, volte a crescer normalmente”, salienta.

A estudante ainda destaque a relevância da pesquisa no processo de auxílio ao pequeno produtor, bem como incentivo de pesquisas nessa área. “A relevância muito grande, porque é uma coisa que vai para pequenos produtores. Em um espaço pequeno ele pode produzir aves, tanto de corte como de postura, e também incentiva as pessoas a pesquisa de extensão, tanto dentro como fora da Universidade”, ressalta.



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