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3/4/2017
 Debates marcam Dia de Conscientização sobre o Autismo
por Queila Chaves


Nesse domingo, 2, foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo. Em Vitória da Conquista, o fim de semana foi voltado para palestras e debates sobre o tema, no Teatro Glauber Rocha, campus da Uesb, e a programação terminou com uma caminhada junto às crianças autistas, na Av. Olívia Flores.

O evento foi realizado pelo Núcleo de Apoio à Inclusão (NAI), projeto de Extensão Continuada da Uesb, em parceria com o Laboratório de Neuropsicologia da Faculdade Maurício de Nassau, a Associação de Pais Anjo Azul, e a Associação Conquistense para o Atendimento Especializado a Pessoa Autista (Acaepa).

“Essa junção de esforços resultou na construção desse evento que tem como objetivo, não só sensibilizar a sociedade sobre o autismo, mas construir espaço de formação. Esse duplo objetivo está vinculado a lutar de forma  conjunta pela garantia dos direitos da pessoa autista”, declarou a coordenadora do NAI, Selma Matos.

A professora Anamélia Sobral da Maurício de Nassau participou da mesa-redonda “A Sociedade Civil Organizada, o Poder Público e os Direitos das pessoas com Autismo”. Ela comentou sobre as dificuldades e a violação de direitos que as pessoas com autismo passam no Brasil. “É de fundamental importância que possamos abordar esse tema para que a sociedade saiba dos direitos da pessoa com autismo e que em conjunto possam desenvolver estratégias para viabilizar esses direitos”, disse.  

Vitória Aparecida Rezende, que criou há dois meses a Acaepa, foi uma das incentivadoras do evento.  “Graças a Deus as pessoas vieram e está aqui no sábado a tarde chuvoso mostra que o pessoal está querendo saber. E o autismo tem crescido e a área psicossocial é muito precária em nossa cidade, por isso nos juntamos para correr atrás deste atendimento para que essas crianças tenham uma qualidade de vida melhor”, relata.

Por conhecer de perto essa realidade e para auxiliar os pais de autistas foi que André Moraes, pai de uma criança autista, começou em 2013 a Anjo Azul. “A gente quer agregar estes pais e dizer: o que vocês estão passando, eu já passei; várias abordagens; que cada autista é diferente do outro. A ideia é ter um acolhimento para estes pais e no futuro ter um tratamento específico para os autistas”, comentou o presidente da associação.

 



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