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  comunicação

24/4/2017
 Fonologia atípica é tema de palestra
por Afonso Ribas


Ocorreu na tarde desta terça-feira, 24, no auditório do Módulo de Medicina, campus de Vitória da Conquista, a Palestra “Diagnóstico de Fonologia Atípica: conjunção de teoria e prática”. O evento, promovido pelo Mestrado em Linguística, juntamente com o Núcleo Saber Down, o Laboratório de Fonética e Fonologia (Lapeff) e o Grupo de Estudos do Desenvolvimento Fonológico (Gedef), teve por objetivo discutir em que aspectos a teoria linguística pode contribuir para o diagnóstico de casos de desvio na linguagem de crianças e adultos e, consequentemente, no encaminhamento terapêutico mais adequado. 

A palestra foi ministrada pela professora Carmen Lúcia Barreto Matzenauer, da Universidade Católica de Pelotas (UCPel), que desenvolve estudos sobre aquisição da linguagem. "A Ciência Linguística pode trazer contribuições que são basilares tanto para o diagnóstico quanto para a terapia de fonologias atípicas", explicou a palestrante. 

A professora Marian Oliveira, coordenadora do evento, aproveitou a oportunidade em que Matzenauer esteve na Uesb para compor banca de avaliação de mestrado para convidá-la para realizar a atividade. “A professora Carmen tem uma experiência imensa nessa questão de fonologia, então a gente não poderia perder a oportunidade de fazer com que ela falasse sobre isso para um público maior, diante de toda a contribuição que pode dar em termos de discutir dados de fonologia atípica”, comentou Oliveira.

A palestra reuniu alunos de diversos cursos, entre Pedagogia, Letras, Psicologia e História, além de profissionais de Fonoaudiologia, Odontologia e Psicologia. Também houve a participação de pais de crianças com Síndrome de Down, que, segundo Marian, deve ser o público mais interessado a saber sobre as questões que envolvem a fala atípica.

A mestranda Luana Porto Pereira, que também participou da atividade, comentou a importância de se discutir sobre o tema diante do pouco estudo e conhecimento acerca dos problemas de desvios na linguagem de crianças, sobretudo aquelas com Síndrome de Down. “Há uma necessidade de se entender o porquê das ocorrências de falas atípicas, principalmente por parte dos estudantes da área linguística, de Letras, e todos que estão envolvidos com essa parte educacional, porque a gente sabe que a linguagem é importante e necessária a todas as áreas”, disse.



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