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27/4/2017
 Pesquisa trabalha com recuperação de pastagens em Itapetinga
por Valcelene Amorim


Em 2016, Itapetinga e região passou por um longo período de estiagem. Foram aproximadamente 10 meses sem chuvas, considerada a pior seca dos últimos 30 anos. Em virtude disso, houve uma perda significativa de capim nas pastagens e, consequentemente, uma redução do rebanho de gado.

Todo esse cenário motivou o desenvolvimento de uma pesquisa na Uesb, no campus de Itapetinga, com o objetivo de identificar e comunicar à comunidade local a condição especifica da região e quais ações podem ser adotadas para a minimização desses problemas. De acordo com o professor Márcio Pedreira, coordenador das pesquisas, foi feito um relatório com amostras das pastagens de 81 fazendas do município, que corresponde a uma área de 1.800 hectares de amostras colhidas. “Essas amostras revelaram que aproximadamente 70% das pastagens se encontravam em situação critica e sem condições de recuperação das pastagens sem uma interferência técnica”, explicou Pedreira.

Segundo Pedreira, a falta de assistência técnica adequada e qualificada é um dos principais fatores para o fracasso na tentativa de recuperação das pastagens na região. “Nesse diagnostico, mostramos que apenas 7% das áreas visitadas tinham algum tipo de assistência técnica. Desses 7%, apenas 3% com um acompanhamento técnico efetivo, ou seja, continuado”.

De acordo com o professor, isso evidencia o papel crucial da Universidade no desenvolvimento do setor pecuarista na região. “O que nós estamos enxergando é que existe uma demanda muito forte pelos alunos aqui da Uesb, formado pelo curso de Zootecnia. Nós já percebemos a inserção desses alunos no mercado de trabalho, e eles estão preparados para tomadas de decisões, mesmo sendo recém-formados. Os alunos buscam muito o nosso apoio e suporte e isso tem acontecido, nós estamos dando o suporte para esses alunos no campo. Isso é uma coisa boa para nós, porque temos inserido a Universidade dentro do contexto produtivo da região”, destacou.

Ainda segundo o professor, já está em desenvolvimento a segunda fase do relatório. “Nós estamos fazendo agora um novo relatório, indicando o que aconteceu com essas áreas onde foi replantado, onde perdeu e, após essas chuvas, o que foi de surgimento de gramíneas espontâneas nessas áreas que possam ter vindo a recuperar. Nesse segundo momento, nós estamos indo nessa linha de trabalho, já indicando as considerações técnicas com relação à cautela que o produtor deve ter em relação à recuperação desse pasto”, salientou.



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