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  comunicação

10/5/2017
 Naipd realiza aula inaugural do Grupo de Estudos de Libras
por Valcelene Amorim


De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes ao Censo 2010, cerca de 2,2 milhões de brasileiros têm deficiência auditiva em situação severa. Entre estes, mais de 300 mil são surdos. Por esse motivo, a interação social da maioria das pessoas surdas é realizada por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Nesse sentindo, o Núcleo de Acessibilidade e Inclusão para Pessoa com Deficiência (Naipd), campus de Itapetinga, realizou na manhã da última terça, 9, a aula inaugural do Grupo de Estudos de Libras. Voltado para o corpo técnico-administrativo da Uesb, o Grupo objetiva preparar o quadro funcional da Universidade para interagir e auxiliar possíveis alunos surdos ingressos no campus.

De acordo com João Marcos Almeida Silva Barreto, tradutor e intérprete de Libras reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC), a capacitação dos funcionários é necessária para acolher de forma eficiente os surdos que possivelmente farão parte da Uesb. “O nosso círculo de funcionários não está totalmente capacitado para receber esses surdos que virão à Universidade. O surdo, diante dessa realidade, precisa ter um atendimento especializado. Os funcionários precisam entender esse idioma para que possa atendê-lo. Então, a participação dos funcionários é de grande importância para conhecer esse idioma e, desse modo, poder atender ao surdo e promover acessibilidade aos mesmos”, enfatizou.

Com a finalidade de viabilizar uma melhor compreensão da língua, Barreto afirma que a prática será um dos fundamentos do curso que está previsto para acontecer todas as terças-feiras até o mês de novembro. “O nosso Grupo de Estudos é a pratica da Língua de Sinais, porque não adianta nós ficarmos apenas na teoria, precisamos aprofundar o conhecimento. Sendo assim, teremos dinâmicas, vocabulário em Língua de Sinais, vamos usar músicas e vídeos voltados para esse idioma, para que, assim, todos possam aprender de maneira dinâmica e possam usar a Língua de Sinais de maneira prática e eficiente”, salientou.

Para Ana Paula de Jesus Oliveira Rocha, secretária do Colegiado de Biologia, essa é uma oportunidade de relembrar os conhecimentos da Libras que adquiriu durante a graduação e, dessa maneira, poder realizar seu trabalho na Universidade de forma mais satisfatória. “Como eu estou na Instituição, tudo que eu vejo, que contribui para que eu execute minhas atividades de forma mais eficiente, eu faço. Por isso, estou fazendo o curso e pretendo me aprofundar mais ainda”, afirmou.

A iniciativa da Universidade, por meio do Naipd, é fundamental para proporcionar inclusão, como analisou a professora Dulcinéia da Silva Adorni, também participante das aulas. “Nos cursos que eu trabalho, pelo menos que eu tenha conhecimento, não há nenhum aluno deficiente auditivo ou surdo, mas há perspectiva de que nós venhamos a ter e é preciso trabalhar com a perspectiva de inclusão”, pontuou.



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