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  comunicação

12/5/2017
 Lei da terceirização foi tema de debate público
por Patrick Moraes


Sancionada parcialmente pela Presidência da República no último mês de abril, a Lei da Terceirização traz uma série de mudanças que geram questionamentos e opiniões. Para esclarecer melhor a medida, o Centro Acadêmico (CA) do curso Ciências Contábeis promoveu na noite da última quinta-feira, 11, um debate público, no campus de Vitória da Conquista.

Atento às novidades do cenário nacional, principalmente, no que se refere a medidas que interferem diretamente na vida do cidadão, o Centro Acadêmico resolveu lançar duas propostas de temáticas políticas para que o curso escolhesse o tema. “O objetivo é que a gente tenha também discussões políticas dentro da Universidade, além das discussões acadêmicas. Isso faz parte da nossa vida, afeta o cidadão. Então, não podemos nos fechar na sala de aula, temos que ver o que está acontecendo no país”, esclareceu Eliomar Gomes Junior, presidente do CA.

Gustavo Lemos, estudante do oitavo semestre do curso, acredita na importância de dialogar sobre a lei não só para sua formação profissional, como também para entender o impacto disso em diversos espaços sociais, incluindo a própria Universidade. “No cenário que estamos vivendo hoje, esse evento é muito importante, tanto pra mim, que estou finalizando o curso, como pra quem está chegando. Essa discussão é necessária para a sociedade como um todo, incluindo a Universidade, que poderá ser impactada com essa questão da terceirização”, disse.

Sobre a terceirização
Segundo o professor Flávio Dantas, convidado do evento e membro do corpo docente do curso de Ciências Contábeis da Uesb, a terceirização não é algo recente. Apesar da lei estar em discussão, o processo de terceirização do trabalho existe desde 1974. “Com a globalização e com a entrada das multinacionais no Brasil, o fato da terceirização veio de verdade. Nas décadas de 70, 80 e 90, isso se intensifica e, consequentemente, é uma coisa que já acontece no Brasil há bastante tempo. A economia é movida por isso no mundo todo”, contou Dantas.

Apesar de ser resultado de todo processo de globalização, Dantas acredita que a nova lei acaba não trazendo consequências positivas na forma como está elaborada. Por isso, ele entende como necessária a criação desse espaço de debate. “Tratando-se de uma universidade, isso é um tema que tem que estar aqui vivo. Tenho um prazer redobrado: por ser convidado e pelo evento ter sido uma provocação de alunos, o que significa o seu antenamento, a sua ligação com o mundo contemporâneo. Se eles já não estão vivendo isso, em termos de mercado, rapidamente vão estar vivendo. É necessário que isso seja plenamente discutido, avaliado, pensado”, completou.



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