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  comunicação

17/5/2017
 Espiritualidade na Sa˙de foi abordada em oficina
por Wellington Nery


Na última terça, 16, o Programa de Extensão continuada Educação Popular, Saúde e Cidadania realizou a oficina “Espiritualidade na Saúde”, campus de Jequié. A iniciativa buscou demonstrar o quanto a espiritualidade é reconhecida cientificamente como um fator que contribui para a saúde de muitas pessoas.

Segundo a estudante de Fisioterapia da Uesb e bolsista do Programa, Sandra Silvia Freire, os acadêmicos de saúde, ao ter acesso a essa temática, consegue ampliar sua formação profissional e fazer a diferença. “A oficina objetiva conscientizar as pessoas para o despertar do ser espiritual que cada um em si pode buscar. Há também a relação com a nossa prática profissional, o quanto esse despertar pode estar contribuindo na parte de humanização, na parte de estar trazendo para o paciente esse despertar e essa consciência do ser em si e o quanto isso pode estar contribuindo para a saúde dele também”, destacou Freire.

Tainá de Santana Almeida dos Santos, discente de Enfermagem, vem buscando se informar sobre a temática e quer se envolver mais nessa área. Santos explicou o que motiva ela em descobrir mais sobre o assunto: “Acho que cada paciente que vamos atender vai ter um contexto de vida diferente. Nós temos que saber lidar com esses aspectos, saber lidar com a questão da experiência até para que o paciente tenha um atendimento melhor, mais humanizado e não mecanizado ou homogêneo, mas que seja um atendimento singular voltado para as necessidades dele”.

Ao participar da oficina, Vital Ataíde da Silva, professor de Filosofia e de Metodologia Científica, lotado no Departamento de Ciências Humanas e Letras (DCHL) da Uesb, aprovou a iniciativa do Programa. “A oficina foi muito rica do ponto de vista da reflexão sobre a espiritualidade, apresentando diversos pontos de vista sobre a espiritualidade a partir de um mote que podemos dizer que é abertura, transcendência. O ser humano não é mais do que abertura. Quando ele se torna fechado, ele se nega em suas potencialidades, possibilidades, sobretudo, nega a capacidade de aproximação do diálogo, com o diferente, com o outro. E a espiritualidade traz o sentido da abertura”, ponderou o professor.

Também membro do corpo docente da Universidade, o professor Sérgio Donha Yarid, coordenador do Núcleo de Pesquisa em Bioética, destacou a relevância de se estudar a temática na academia. “É importantíssimo ressaltar que estudar sobre espiritualidade dentro da universidade é um campo muito diferente daquilo que estamos acostumados. A universidade prima por uma formação tecnicista em todas as áreas da saúde e esquece, às vezes, o ser humano como o ser que é. A espiritualidade tenta resgatar esse posicionamento, afastando do aluno e do estudante em formação essa visão única e exclusivamente técnica”, argumentou o Yarid.



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