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17/5/2017
 Acessibilidade nas universidades do Estado foi tema de Encontro
por Wellington Nery


Na última terça-feira, 16, a Uesb, campus de Jequié, foi palco do 2º Encontro de Coordenadores dos Núcleos de Acessibilidade das Universidades do Estado, momento que objetivou estabelecer ações conjuntas que possam favorecer o processo de inclusão dos discentes com deficiência matriculados nos vários cursos das universidades estaduais. O Encontro, realizado no Auditório Waly Salomão, teve como principal fim definir atividades conjuntas que possam contribuir para a política de inclusão de pessoa com deficiência nas universidades baianas e teve como tema “A pessoa com deficiência e o direito de acesso ao ensino superior: o que temos e o que queremos?”.

A pró-reitora de Graduação da Uesb, professora Talamira Taíta Brito, credita ao Encontro alta relevância. “Esse segundo Encontro tem uma pergunta desafiadora para o ensino superior que é ‘o que temos e o que queremos?’. A Uesb é referência nacional na implantação e consolidação dos Núcleos de Acessibilidade para Pessoa com Deficiência (Naipd), que é uma política de ordem nacional. O que nós fazemos é cumprir aquilo que já é lei. Mesmo sendo esse lugar de referência, a ponto de acomodar esse segundo encontro inclusive, nós ainda precisamos de mais. Nós queremos para além de ser esse lugar de referência, pioneira de experiência pedagógica, de acompanhamento, seja abraçada pela política pública do governo do Estado da Bahia”, deseja a pró-reitora.

O diretor do Departamento de Ciências Biológicas (DCB) da Uesb, professor Sérgio Luiz Sonoda, enxerga no Naipd um importante aliado quando a temática é acessibilidade. “Eu acho muito importante a participação e a presença do Núcleo de Acessibilidade. Até mesmo eu, como professor, que já tive contato com estudantes que tinham necessidades especiais e sempre contamos com o apoio do núcleo. Cada vez mais, nos encontramos com esse público que vem aumentando e eu acho que é um momento que é de aprendizado porque não tivemos formação para estar trabalhando com esse público”, afirma Sonoda.

Segundo a estudante de Pedagogia, Fernanda da Hora Ferreira, participar dessas discussões é necessário. “Na minha turma, nós temos um aluno com deficiência visual e é muito importante estarmos nessas discussões, porque eu desenvolvi, junto com algumas colegas, até um resumo expandido sobre isso. Em certos momentos, eles acabam se tornando invisíveis tanto para nós, quanto para os professores, e não ocorre de maneira proposital, simplesmente acontece. A partir disso, nós percebemos as dificuldades diárias tanto deles quanto dos professores que não têm uma formação especializada para isso”, relata Ferreira.

O acadêmico do bacharelado em Química, Cristiano Oliveira da Silva (foto à esquerda), que é deficiente físico, informa que sua maior dificuldade ainda é a acessibilidade. “O que eu tenho mais dificuldade é a questão dos laboratórios, porque as rampas são um pouco íngremes, então minha mãe reclama muito porque ela tem problema de coluna e acaba forçando um pouco”, revela. Cristiano, no entanto, faz questão de ressaltar o apoio recebido na Universidade. “Tenho tido um apoio muito bom aqui e é claro que eles não podem atender a todas as necessidades, pois depende também de outros órgãos. Mas o atendimento foi muito bom eu tive um apoio desde o primeiro dia. Eu senti que eles se preocupam bastante com o bem-estar do aluno para que ele não possa desanimar, nem desistir do curso por medo”, conclui Silva.



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