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26/5/2017
 Ensino de leitura e escrita discutido no campus de Conquista
por Afonso Ribas


A Bahia apresenta um desempenho abaixo da média nacional em um dos principais indicadores de qualidade da educação básica brasileira, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que, em 2015, no país, foi de 5,5. No estado, o resultado alcançado foi de apenas 4,4 pontos, enquanto que em Vitória da Conquista e municípios adjacentes, essa média é ainda menor.

Esse cenário negativo na formação básica da região se deve, em grande parte, a deficiências nas práticas de ensino de leitura e escrita nos períodos iniciais da vida escolar. Com o objetivo de sensibilizar professores do Ensino Fundamental 1, estudantes de Pedagogia e Letras e demais interessados na qualificação da alfabetização no sudoeste da Bahia, acerca do assunto, foram promovidos, nesta sexta-feira, 26, a 3ª edição da Jornada de Alfabetização e o 5º Seminário do Parfor/Pedagogia. O evento, realizado pelo Programa de Pós-graduação em Linguística, aconteceu no auditório do Centro de Aperfeiçoamento Profissional (CAP), campus de Vitória da Conquista.

A Jornada foi aberta com uma palestra ministrada pelo professor do curso de Letras, Ronei Guaresi, que discutiu o tema geral do evento: “Caminhos para o ensino inicial da leitura e da escrita”. “O que nós observamos aqui em nossa região é que um a cada três estudantes chega ao final do ciclo da alfabetização sem ser alfabetizado, e isso é muito ruim, porque, de certa forma, condena essa criança a uma qualidade de vida inferior. Assim, outro dos objetivos com esse encontro é mostrar para a comunidade da região que as práticas de alfabetização têm que se aproximar das descobertas da Ciência. Não que tenha um caminho específico, um método específico para alfabetizar, não é isso, são vários. Agora, é importante que, de fato, o caminho que se siga não seja um caminho gratuito, mas que seja respaldado pela Ciência e que aconteça”, afirmou o professor.

Durante o dia, foi realizado um total de quatro palestras, que buscaram explorar, segundo Guaresi, os elementos científicos que devem ser considerados no momento de planejamento das aulas voltadas para a alfabetização de crianças. A professora Ângela Gusmão, do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (Dell), que já discute questões ligadas à alfabetização na Uesb há praticamente 30 anos, coordenou a mesa no período da manhã e abriu a segunda parte do evento, no período da tarde, com a palestra “Os caminhos da alfabetização: a leitura e a escrita em questão”. Ela comentou sobre a importância da Jornada e do Seminário: “Existe uma grande dificuldade quanto ao processo de aquisição de leitura e escrita por parte das crianças, mas existe também uma dificuldade muito grande para o professor que ensina e que trabalha nos anos iniciais, principalmente no ciclo de alfabetização. Então, em vista disso, é de extrema importância a Universidade estar discutindo essas temáticas e buscando alternativas para intervir na crise educacional que o país vive”, disse.

Todas as palestras foram seguidas de debate acerca dos temas e o evento contou ainda com duas sessões de comunicações, realizadas no período da manhã e da tarde. Os trabalhos apresentados expuseram estudos que sugerem práticas pedagógicas que qualifiquem o ensino inicial da leitura e da escrita.

 



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