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13/7/2017
 Trote: diga não à violência disfarçada de brincadeira!
por Thanize Borges


Com mais de 600 anos de existência e originado na Europa na Idade Média, o trote é uma prática permeada de grande preocupação dentro das universidades do país. O que seria uma “brincadeira” de boas-vindas está envolta, na maioria das vezes, pelo abuso, violência, inconsequência, práticas vexatórias e dolorosas, com os alunos recém-chegados nas instituições de ensino superior.

Segundo os especialistas, o termo é originado do ato de “trotar”, domesticação realizada com os cavalos. Só pela etimologia, já é possível imaginar os excessos adotados pela ação, que ocasiona sérias consequências, não só com acidentes físicos, mas até danos psicológicos nos estudantes que sofrem esses tipos de práticas no início da vida acadêmica. “Trote não é recepção, é ato criminoso, subjugo, violência e não podemos aceitar isso como prática de ritual de passagem entre os novos e velhos alunos”, ressaltou a professora Talamira Taíta Rodrigues, pró-reitora de Graduação da Uesb.

A Uesb proíbe qualquer ação de trote

Raspar a cabeça dos alunos novatos, sujá-los com tinta e fazê-los dançar ou andar de mãos dadas parece ser inofensivo, mas não é. O abuso da violência e da humilhação com os novos estudantes são, desde 2008, proibidos pela Uesb. Das mais simples práticas até as mais duras, que ferem a integridade física, moral e psicoemocional, são, terminantemente, repudiadas dentro da Instituição. A determinação foi estabelecida na Resolução do Consu 07/2008

“Temos uma resolução que deixa muito claro o que entendemos por esse tipo de ação. Numa casa de educação, de ensino superior, não podemos permitir esse tipo de prática, já que aqui o apelo é para o exercício da cidadania e a ação democrática. Portanto, dizemos não ao trote!”, reafirmou a pró-reitora.

A professora ainda ressalta que, cada vez mais, a Prograd, a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex), o Programa de Assistência Estudantil (Prae), os Centros Acadêmicos (CAs), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e os colegiados dos cursos têm unido forças em ações conjuntas para combater o trote. "Assim, eles têm ajudado a Universidade a consolidar uma dinâmica de trabalho coletivo, o que tem mudado a cara do primeiro mês de aula dentro da Uesb", destacou Rodrigues.

Nessa programação de conscientização, são organizadas ações educativas, divulgação nos meios comunicativos (rádios, TVs, sites, redes sociais, entre outros), além da distribuição de folhetos explicativos contrários à prática do trote.

O aluno que for vítima dessa prática deve procurar, primeiramente, o colegiado do seu curso para fazer a denúncia. Uma vez formalizada, os autores das ações violentas podem responder a processo administrativo, de acordo com os princípios que regem a Universidade e, criminalmente, caso a vítima preste queixa.

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