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  comunicação

4/8/2017
 Oficina sobre feminismo realizada em Itapetinga
por Valcelene Amorim


O Feminismo é um movimento social, filosófico e político que surgiu na Europa por volta do século 19, e defende a igualdade entre homens e mulheres. Desde então, o movimento tem se popularizado por todo o mundo, e atualmente existem várias vertentes. Nesse sentindo, foi realizada na última quarta e quinta-feira, dias 2 e 3 respectivamente, a oficina “Feminismo pra quê?”, no Módulo de Salas de Aula, campus Juvino Oliveira, em Itapetinga. A oficina faz parte das atividades do projeto de extensão “Ser Mais: oficinas pedagógicas de empoderamento feminino e novas masculinidades”.

“Essa é uma oficina introdutória. Começamos assim ‘Feminismo pra quê?’, a grande questão que a gente colocou aí: ‘pra quê a gente precisa do Feminismo?’. Porque está posto que as mulheres já conseguiram algumas conquistas, o movimento feminista já conseguiu, porém muitas dessas conquistas estão sendo ameaçadas por movimentos políticos reacionários”, explicou Priscila Silva de Figueiredo, professora vinculada ao Departamento de Ciências Exatas e Naturais (Dcen) e uma das organizadoras da oficina.

Além disso, a oficina também falou sobre as correntes do Feminismo, focando no Feminismo Interseccional, ou Feminismo Pós-moderno, que propõe debater sobre vários temas relacionados às mulheres e pertinentes a outras minorias ligadas à cor, raça, orientação sexual, entre outras. “A gente ainda precisa alcançar muitas conquistas, principalmente quando falamos de mulheres negras e pobres, que são mulheres que sofrem de outros tipos de opressão e que muitas vezes não tem espaço, não tem voz. Então, a proposta das nossas oficinas é dentro dessa vertente do Feminismo, que é para dialogar com as diversas formas de opressão, para a gente poder dar espaço para essa diversidade de mulheres que está posta aí na sociedade”, ressaltou.

Para Larice Ribeiro, discente do quinto semestre do curso de Química, a oficina foi recebida com muita empatia. “Eu fico muito feliz pela representatividade, pelo Feminismo está tendo espaço aqui dentro. Eu, como mulher negra, LGBT, lésbica e feminista, é a primeira vez que vejo isso acontecendo no campus, e tem quase três anos que estou aqui. É importante porque dá visibilidade à causa. A gente precisa estabelecer os nossos espaços enquanto mulheres, principalmente porque aqui há diversos tipos de Feminismo”, destacou.

Talita Ruas Maderi, assessora acadêmica e uma das organizadoras da oficina, destacou a importância de tratar sobre o Feminismo dentro da Universidade e desmistificar esse tema. “O que a gente quer é igualdade mesmo, a gente não quer transformar a opressão que existe hoje de homens para mulheres, no inverso. Queremos buscar relações saudáveis, seja com relação às formas de machismo muito enraizadas de violência sexual e violência contra a mulher, como também no nosso cotidiano, pois muitas mulheres acabam não sabendo, muitas estudantes universitárias, professoras e funcionárias daqui. Então, nosso objetivo é facilitar esse diálogo”.

A oficina foi aberta para a comunidade interna e externa da Universidade, e teve como foco o diálogo e a busca de empatia pela vivência das outras mulheres. Dessa forma, foram discutidas a teoria do feminismo, as suas vertentes e as formas de opressão. Tudo de forma interativa, com atividades práticas e dinâmicas, mostrando que mesmo sem um foco acadêmico, é possível debater temas importantes.

 

 

 

 

 



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