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17/8/2017
 Dia de Campo realizado em fazenda de Itapetinga
por Valcelene Amorim


A cidade de Itapetinga, localizada no sudoeste baiano e sede de um dos três campi da Uesb, possui a economia voltada, principalmente, para a Pecuária. Porém, com a grave seca que atingiu a localidade entre os anos de 2015 e 2016, a produção do município e região ficou comprometida. Com o objetivo de minimizar as consequências dos períodos de estiagem, a Uesb vem desenvolvendo pesquisas nesse sentido. Para divulgá-las à comunidade, o curso de Zootecnia realizou nessa quarta-feira, 16, o Dia de Campo, na fazenda Hera, onde está em andamento a pesquisa com o capim elefante.

“Nós utilizamos o capim elefante, porque vimos nele uma estratégia para a região, já que é uma cultura barata, de fácil implantação e de mantença, e que já é bastante difundida nas propriedades. Então, nós resolvemos desenvolver uma ideia de manejo através da pulverização de bioestimulantes, para estimular a produção de matéria seca e também a qualidade desse capim”, explicou Estela Pezanti, médica veterinária e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Zootecnia.

Ainda de acordo com Pezanti, o cultivo desse tipo de capim é uma estratégia para driblar a seca. Durante o verão, período quente e de maior pluviosidade, a produção é elevada. Já no período de estiagem, onde há uma queda na produtividade do capim elefante e de outras gramíneas, pode ser feita a silagem. Segundo a doutoranda, “silagem seria uma forma de estocar através de fermentação esse material, para ser utilizado depois. Então, a gente estoca, veda e tenta tirar a maior quantidade de ar possível de dentro para evitar que haja uma fermentação aeróbica, ou seja, com a presença de ar. O capim pode permanecer por meses lá, mantendo a sua capacidade nutricional, para ser utilizado quando for necessário”.

Leonidia Dias dos Santos Silva, pequena produtora de gado de leite, destacou a importância da iniciativa da Universidade para pequenos produtores que, como ela, perderam animais no período de seca. “Nós tínhamos uma pequena propriedade de gado de leite. Mas, com a seca, acabou. Agora, nos restaram poucos animais. Eu vim aqui à procura de aprender alguma coisa para melhorar, porque praticamente somos leigos”, afirma.

Geise Gonzaga Silva, aluna do segundo ano do curso técnico de Agropecuária do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano (IF Baiano) foi estimulada por sua professora a participar do Dia de Campo. “Eu quero me formar nessa área de Zootecnia, identifico-me com a parte de alimentos. E o Dia de Campo foi uma oportunidade para vir e conhecer mais da parte prática da Zootecnia”.

O professor Márcio Pedreira, coordenador do Colegiado de Zootecnia e um dos organizadores do evento, destacou a importância da Universidade estar ativa e próxima à comunidade por meio de ações como essas. “Nós chamamos a atenção da necessidade de estarmos promovendo atividades de extensão, para que possamos mostrar exatamente o papel da Universidade, não apenas como uma Instituição de ensino e pesquisa, mas também de associação com o sistema de produção da região”, salientou.

Os participantes do Dia de Campo tiveram a oportunidade de visitar as áreas do experimento do cultivo de capim elefante, bem como assistir palestras sobre as características desejáveis do capim e uma demonstração de silagem do material.  Além dos alunos do curso de graduação e pós-graduação em Zootecnia da Uesb, estiveram presentes alunos de outras instituições de ensino, produtores rurais e representantes do Grupo Itapetinga de Pecuária (GIP), Serviço Nacional e Aprendizagem Rural (Senar), Cooperativa Mista do Médio Rio Pardo (Coopardo) e da Secretaria Municipal de Agricultura de Itapetinga.

 

 

 



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