assessoria de
  comunicação

3/10/2017
 3ª Bienal dos Sertões expõe obras de artistas de todo o país
por Gisele Almeida


Na última segunda-feira, 2, às 20 horas, na Casa Memorial Régis Pacheco, em Vitória da Conquista, a 3ª Bienal do Sertão de Artes Visuais abriu oficialmente a sua exposição com trabalhos de diversos artistas do país, para visitação e apreciação do público. Esse conjunto de obras faz parte do “Núcleo Contemporâneo”, como sugere a proposta do evento, que conta com a base cultural e artística do “Núcleo Histórico”, representado por todo o acervo local do Museu Regional – Casa Henriqueta Prates. Denilson Santana é o curador e organizador da Bienal, que, mais uma vez, tem o apoio do Museu Regional – Casa Henriqueta Prates, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da Uesb (Proex), e da Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista.  

“Unindo Sertões” foi o tema escolhido para esta edição do evento. De acordo com o curador da exposição, a proposta foi buscar ideias e comportamentos de vários artistas plásticos do país, para que pudessem trazer suas contribuições ao homem sertanejo. “O objetivo é fazer um intercâmbio entre artistas da região do sertão com artistas de outras partes do mundo”, reforça Santana. Trabalhos como pinturas, desenhos, fotografias, instalações, performances e videoarte compõem o “Núcleo Contemporâneo”, que também se movimenta em busca de um maior aproveitamento desse conteúdo por parte do público conquistense. “A Bienal prima pela parte educativa também e nós procuramos parcerias com escolas para que possam nos visitar, fazemos divulgação em Centros de Cultura da cidade, Universidades, entre outros meios”, afirma o curador.  

Para Valquiria Fernandes, coordenadora do Museu Regional – Casa Henriqueta Prates, a importância da Bienal está na possibilidade de despertar nas pessoas o interesse pela sua história, memória e cultura. “De uma forma ou de outra, estamos inseridos no sertão, uma região muito árida, de um povo muito sofrido, mas que mesmo assim tem criatividade, consegue levar a vida. Tudo isso porque existe, resiste e persiste. Então, essa exposição é uma homenagem ao povo sertanejo”, destaca Fernandes.

A exposição é formada por obras dos artistas Carlos Medina, Celise Dalla Costa, Claudia Tavares, Davilym Dourado, Élcio Miazaki, Felipe Bittencourt, Fernando PJ, Gabriel Bicho, Isabelle Santos da Silva, Jean Araújo, Josie Lins, Juliana Pessoa, Lorena da Silva Dantas, Luanna Jimenes, Monique Brandão, Natalia Coehl, Romário Batista, Silvana Mendes, Thales Luz e Yara Pina.  

Isabelle Santos da Silva, natural da cidade de São Paulo e estudante de Artes Visuais na Universidade de Campinas (Unicamp), marca a sua participação na Bienal com um trabalho (foto à direita) inspirado na história da sua bisavó, mulher nordestina que criou sozinha todos os filhos e foi para São Paulo em busca de uma vida melhor. “Eu gosto muito de representar coisas com galhos e surgiu a ideia de construir uma coroa e um cetro feito de galhos, para simbolizar uma coisa majestosa. Então, eu fotografei a minha bisavó com essa coroa e o cetro para representar a força da mulher nordestina”, explica a artista.

Já Lorena da Silva Dantas nasceu na cidade de Nazaré das Farinhas, na Bahia, e estuda Artes Visuais na Universidade do Recôncavo Baiano (UFRB). Em suas obras, a artista busca sempre incluir um elemento da natureza e incorporá-lo ao homem, e foi nisso que pensou para um dos seus trabalhos expostos na Bienal. “Esse trabalho se chama “Linhas Diamantinas” (foto à esquerda) e foi tirado no céu da Chapada Diamantina, na Bahia. Eu só apontei a câmera pro céu, deixei o obturador o máximo de tempo aberto e me movimentei. E aí se formaram essas linhas brilhantes, que são as estrelas. Elas se assemelham muito com as veias sanguíneas, como um elemento unificador entre o homem e a natureza”, defende Dantas. A artista também expôs um segundo trabalho, que se trata de algumas xilogravuras com corpos de mulheres nas cabeças de cactos. “Para mostrar que a mulher é forte, apesar de ser considerado o sexo frágil, e o cacto tem essa representatividade de força e resistência”, esclarece a estudante.

A 3ª Bienal dos Sertões seguirá aberta para visitação de toda a comunidade até o dia 31 de outubro. 

 

 



Assessoria de Comunicação
indique essa matéria para um amigo
Versão para impressão