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  comunicação

6/10/2017
 História das relações internacionais é tema de curso de extensão
por Afonso Ribas


Apesar de parecerem distantes da realidade cotidiana, as decisões políticas exteriores afetam diretamente a vida dos cidadãos comuns de um país. Por isso, é cada vez mais necessário perceber o modo como isso acontece. Nesse sentido, foi realizado na tarde dessa última quinta-feira, 5, no campus de Vitória da Conquista, o curso de extensão “Pensando o Brasil: história das relações internacionais no pensamento social brasileiro”. Um dos objetivos do curso é gerar uma maior compreensão, entre os estudantes, sobre o papel das relações exteriores na atual conjuntura brasileira.

Esse foi o segundo encontro entre cinco dos que serão realizados até dezembro deste ano. As atividades são coordenadas pela professora do Departamento de História (DH), Lídia Nunes Cunha, que comentou sobre a importância do tema do evento: “Uma das coisas pelas quais o cidadão tem sido cada vez mais chamado a fazer é tomar partido em torno de alguns temas relacionados a decisões políticas internacionais. Mas para isso, o indivíduo precisa ter ferramentas básicas, pelo menos, para discutir propostas que o país venha a ter que decidir em nível exterior, mas que queira antes consultar, internamente, sua população”.

Segundo Cunha, o curso surgiu a partir da necessidade de um espaço para os graduandos de História da Uesb, entre outros alunos, discutirem as relações internacionais brasileiras. Nesse encontro, quem ministrou a atividade foi o professor Belarmino Souza, também do DH. “A proposta aqui hoje é discutir a participação do Brasil na 1ª Guerra Mundial, no sistema geopolítico que emerge do Tratado de Versalhes, de 1919, e ainda, na Liga das Nações, que foi um órgão que tinha por objetivo articular uma geopolítica pacificadora de negociação no âmbito jurídico das relações entre as nações, algo muito semelhante ao que seria a Organização das Nações Unidas (Onu) no pós-Segunda Guerra”, disse.

De acordo com Souza, trabalhar essa temática nos ajuda a compreender o posicionamento do Brasil em nível internacional não apenas atualmente, como também ao longo de sua história, desde a Proclamação da República. Para direcionar a discussão, foi utilizado como base o texto “O Brasil e a Liga das Nações”, de Eugênio Vargas Garcia. “A condição de diplomata e de historiador fez com que o Eugênio contribuísse muito com o resgate da história da diplomacia brasileira, desde a Primeira República até os dias atuais, portanto, ele é um estudioso bastante respeitado”, justificou.

Um dos estudantes de História que estavam presentes na atividade, Rodrigo Brito, disse que o curso lhe chamou atenção por abordar uma área que lhe apetece bastante na graduação, a História Contemporânea. “Acho que vai ser interessante, ao longo desse processo, destrinchar um pouco da forma como o Brasil se porta na história das relações internacionais, porque é algo que interfere diretamente no nosso cotidiano e, muitas vezes, nós não sabemos como isso se estrutura. Então, ter noção dessa estruturação é de suma importância, não só para nós do meio acadêmico, mas para a população de uma maneira geral”, afirmou.

 



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