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27/10/2017
 Iniciação Científica: seminário realizado nos três campi
por Emanuela Lisboa,Valcelene Amorim e Wellington Nery


Com o objetivo de divulgar os resultados dos trabalhos de iniciação científica e inovação tecnológica desenvolvidos na Uesb, foi realizado, nos três campi da Universidade, o 21º Seminário de Iniciação Científica e Tecnológica. Esse formato itinerante já vem sendo adotado há alguns anos para facilitar a participação da comunidade acadêmica. O evento, que aconteceu em diferentes datas, nos dias 23, 25 e 27 de outubro, objetivou ainda estimular o debate sobre as atividades científicas e tecnológicas promovidas na Uesb e região. O Programa de Iniciação Científica da Universidade integra cerca de 400 bolsistas, estudantes da graduação, que desenvolvem atividades de pesquisa financiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb) e pela própria Uesb.

Segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, professora Alexilda Oliveira, o Seminário é um momento marcante para o Programa, pois é o espaço no qual os bolsistas apresentam à comunidade o resultado da pesquisa que realizaram ao longo do ano. “É um momento de debate, de alegria, de troca de informações, de troca de conhecimento, principalmente porque a gente tem essa consciência de que o conhecimento tem um poder transformador”, ressaltou Oliveira. Ainda de acordo com a pró-reitora, os jovens estudantes que participam do Programa têm um diferencial: “Porque eles têm acesso à orientação de profissionais qualificados, participam de eventos científicos, têm acesso à produção cientifica atualizada e qualificada, então isso, sem dúvida, tem um valor muito expressivo na formação desses profissionais”, concluiu.

Para o professor do campus de Conquista, Wesley Piau, um dos docentes responsáveis pela condução das sessões de apresentação dos trabalhos no campus, a iniciação científica é muito importante para os discentes porque é a primeira aproximação deles com a atividade da pesquisa. Segundo Piau, o Seminário, que acontece anualmente, além de disseminar os estudos que estão sendo desenvolvidos, mostra o amadurecimento dos estudantes. “É um momento único que a gente tem na Universidade pra conhecer no que um colega está trabalhando, em que um grupo de pesquisa está avançando, quais são as interações possíveis entre grupos. Isso acaba fortalecendo tanto o ensino, porque aumenta as competências dos alunos, quanto a atividade de pesquisa da Universidade, que acaba sendo mais madura, mais eficaz, e trazendo resultados importantes pra toda região”, destacou.

Discente do Curso de Engenharia Florestal, campus de Conquista, Lorena Júlio Gonçalves apresentou um trabalho relacionado ao ajuste de Equações IDF. “São Equações de Intensidade, Duração e Frequência de chuvas intensas. A gente estudou a distribuição dessas chuvas para poder gerar um modelo pra dimensionamentos de obras hidráulicas, de barragens e drenagem. É muito importante poder apresentar esse trabalho pra comunidade acadêmica. Todos os projetos têm sua importância, então é bacana chegar no final, apresentar e ver que deu tudo certo”, relatou a estudante.

Representante e avaliador do CNPq no Seminário, o professor Emerson da Cruz Inácio esteve em Conquista e destacou que a participação dos graduandos na iniciação científica permite que eles aprendam sobre o funcionamento da vida acadêmica que, segundo o docente, “é composta tanto da publicização do trabalho científico quanto das partes que são mais cotidianas, a pesquisa e o ensino”.

Campus de Jequié

As atividades do Seminário iniciaram no dia 23, em Jequié, envolvendo pesquisas de diferentes áreas. Discente do sexto semestre do Curso de Farmácia, Brenda Santana Portela falou sobre a relevância do evento. “É importante, pois a gente está explicando o trabalho que fez e também em busca de mais investimentos para nossas pesquisas. É bom para a Universidade e pra gente”. Argumentou Brenda, que apresentou uma triagem virtual com possíveis inibidores de uma enzima para o tratamento da leishmaniose.

Já Laíse Costa Oliveira, do décimo semestre de Fisioterapia, abordou os efeitos do treinamento fisioterapêutico nas respostas funcionais de idosos diabéticos. “O evento permite uma construção, sobretudo cientifica, do que é desenvolvido dentro da faculdade, na perspectiva de melhorias, a fim de que possamos promover além dos projetos já desenvolvidos uma nova mentalidade a respeito da produção cientifica no país”, opinou Oliveira.

Campus de Itapetinga

Em Itapetinga, o Seminário está sendo realizado nesta sexta, 27. Wlisses Barbosa de Sousa, do sexto semestre de Zootecnia, que apresentou estudo sobre a caracterização morfológica de galinhas das raças caneludo, barbuda e peloco, explicou a sua pesquisa, considerada relativamente nova nesse segmento: “A importância é caracterizar, não digo padronizar, mas manter as características dessas aves, que são nativas, consideradas aves de criação de fundo de quintal. Para o pequeno produtor, se torna importante, porque a partir da caracterização desses ecótipos, tem como trabalhar com eles de forma a garantir a produtividade”, informou o estudante, que começou na iniciação científica como voluntário.

O professor Fábio Wellington Andrade de Jesus, que acompanhou as apresentações, comentou sobre os trabalhos. "Foram pesquisas pioneiras e que a gente vê que não é mais uma pesquisa do mesmo, mas de fato são ideias novas que, com certeza, agregam muito mais em termos de qualidade para a Instituição". Ainda segundo o docente, o evento fortalece os pilares da Universidade. “Isso faz com que haja menos evasão, porque os alunos se sentem mais empolgados, melhor dispostos para participarem das áreas de pesquisas e levarem isso para os colegas que ainda não fazem pesquisa. Então, enriquece de forma geral, o ensino, a pesquisa e reforça também a extensão”.

“Ficamos muito satisfeitos, com o sentimento de missão cumprida, pois como pode ser percebido, os estudantes chegam com domínio, segurança, empolgação, e isso é o que nós esperamos do nosso Seminário e do nosso Programa de Iniciação cientifica”, relatou a professora Alexilda. Para ela, “o sentimento é de que estamos no caminho certo, desenvolvendo pesquisas pioneiras e qualificadas e, sobretudo, formando recursos humanos qualificados para contribuir com o desenvolvimento do nosso país”.

O Seminário é promovido concomitantemente à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia 2017 (SNCT), coordenada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação. Integrando a Semana, que trouxe o tema “A Matemática está em Tudo”, a Uesb estará neste sábado, 28, no Espaço Glauber Rocha, em Vitória da Conquista, com uma Feira de Ciências (Mostra de Robótica), encerrando o Seminário.



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