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  comunicação

27/10/2017
 Inclusão educacional é tema de roda de conversa
por Thanize Borges


Na noite desta quinta-feira, 26, a Coordenação de Acessibilidade do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Núcleo de Apoio a Inclusão (NAI) promoveram uma roda de conversa com o intuito de compartilhar as experiências sobre o processo de inclusão educacional na Uesb, assim como refletirem juntos estratégias que assegurem o direito de Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais (PNEE), num contexto educacional inclusivo.

Para a professora Selma Norberto Matos, do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas (DFCH), também coordenadora do NAI e uma das mediadoras da roda de conversa, o momento que reuniu tantos estudantes PNEE, quanto a comunidade acadêmica em geral, é muito importante, uma vez que evidencia as lutas e reivindicações dos portadores de necessidades educacionais especiais, e apresenta essas lutas para a própria comunidade Universitária. “Fomos procurados pela coordenação de acessibilidade do DCE e começamos a dialogar e estabelecermos uma parceria no sentido de tentar mobilizar os próprios graduandos com deficiência da Uesb para trocar experiências, discutir suas vivências, saber como tem andado esse processo, as conquistas que já foram realizadas dentro da Universidade, no que se refere à garantia dos direitos à educação para esse público, mas também as grandes dificuldades que ainda passam as pessoas com deficiência, mesmo em um ambiente acadêmico”, destacou a coordenadora.

O coordenador de acessibilidade e inclusão do DCE, Ítalo Viana da Costa, que também é aluno do curso de História na Uesb, enfatizou que o evento é também um momento oportuno para que ações concretas para facilitar a acessibilidade e inclusão desses estudantes aconteçam. “Eu vejo como um ponto inicial positivo, quando as pessoas com deficiência da Uesb terão atitudes concretas, o que possibilitará que eles convivam em perfeita acessibilidade e inclusão aqui dentro da Instituição”, disse.

Para a estudante do 9° semestre do Curso de Direito, Karoline Quaresma, deficiente visual e participante da roda de conversa, este foi um momento para trocar vivências e experiências e levantar ideias de como estabelecer ações provocadoras efetivas. “Que venhamos sair daqui com uma outra visão. Que a gente possa realmente promover ações eminentes dentro da Universidade para que a pessoa com deficiência seja reconhecida de fato. Afinal, também somos capazes. Eu quero sair da Universidade em prol de um futuro, de uma profissão. Quero passar na Ordem do Advogados (OAB), advogar, fazer concurso. Não é a minha cegueira ou limitação visual que vai dizer o que eu sou, mas sim a minha formação acadêmica. E, para que haja essa formação acadêmica com uma amplitude de igual para igual com as outras pessoas, temos que ter a acessibilidade e inclusão em evidência”, finaliza a estudante.



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