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1/11/2017
 Debate sobre assÚdio aborda aspectos da Psicologia e do Direito
por Emanuela Lisboa


Promovida pelo Centro Acadêmico do curso de Comunicação Social (Cacos) - Gestão Eliane Brum - com o objetivo de provocar debate e reflexão sobre questões sociais, legais e psicológicas relacionadas ao assédio, sobretudo no meio acadêmico, foi realizada, no campus de Vitória da Conquista, a “1ª Semana Contra o Assédio”. O evento iniciou na segunda, dia 30.

“A gente achou importante trazer isso para conscientização do que é assédio e também pra alertar que a gente não está calado, até porque isso afeta muito a vida das pessoas, não só dentro do meio acadêmico, mas a vida pessoal, e psicologicamente também”, informou Beatriz Rocha, discente do primeiro semestre e membro do Cacos, sobre uma das razões que os motivaram propor essa discussão.

As professoras da Universidade, Luciana Santos Silva, do curso de Direito, e Regiane Lacerda Santos, do curso de Psicologia, foram as palestrantes convidadas para a programação dessa terça, 31, no Auditório do Módulo 4.  A professora Luciana (Foto 1 - de blusa escura à direita) abordou questões sobre o assédio sexual, um dos tipos de assédio. “Vamos debater a conduta social e também criminosa do assédio sexual. Nós vamos trabalhar as questões sociais que permitem que esse crime aconteça e qual o amparo jurídico para a vítima”, ressaltou.

A docente também comentou sobre a importância de evidenciar o assunto. “Sobretudo que as pessoas entendam o que é o assédio, que não naturalize, e que tenha coragem de denunciar porque os índices são altos, mas poucas são as situações em que isso é levado a público”. Segundo Silva, a legislação se aplica tanto para crimes cometidos por homens ou mulheres. “A lei não discrimina quem pode praticar o assédio e quem pode sofrer, então tanto o homem como a mulher têm situações de assédio, mas como infelizmente ainda vivemos numa sociedade machista, a maioria das vítimas são as mulheres, mas a gente sabe que tem ocorrência dos dois polos”, ponderou.

A professora Regiane (Foto 1 - de blusa clara à esquerda) falou a respeito das questões psicológicas vinculadas ao assédio de maneira geral. “Num primeiro momento, a gente vai fazer uma análise dos sócios e também uma análise do próprio sujeito, das questões psicológicas, da produção de subjetividade, como a produção discursiva interfere na construção da personalidade do sujeito, e como essa relação entre práticas sociais inadequadas, como o assédio, podem produzir adoecimento. Então, a gente vai fazer, primeiro uma análise do social, de como a gente tem se constituído enquanto sociedade, para depois fazer uma análise dessa construção do psiquismo e, depois, tentar fazer a vinculação do sujeito com essas práticas sociais”, argumentou Santos.

De acordo com a professora, ansiedade, insônia e depressão são alguns fatores negativos que o assédio, tanto moral quanto sexual e psicológico, podem produzir na vítima. Para ela, o evento já é uma forma de prevenção e combate ao assédio: “Esse espaço de discussão é um espaço importante porque a academia é o lugar de formação de novos profissionais. Então, são eles que vão estar em campo, em equipe multiprofissional em outras instituições sociais, que podem estar de alguma forma discutindo o que viram aqui. A academia enquanto um lugar importante de desconstrução dessas práticas sociais e esses profissionais enquanto multiplicadores desses saberes”, concluiu Santos.

Para saber mais detalhes sobre o debate, entre em contato com os organizadores pelo e-mail cacomunicacao@uesb.edu.br.



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