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  comunicação

7/11/2017
 Roda de conversa sobre racismo acontece em Jequié
por Carlos Santos


Acadêmicos do curso de licenciatura em Letras do campus de Jequié promoveram nesta segunda-feira, 6, a Roda de Conversa “Bora Enegrecer?”, com o objetivo de combater o racismo e discriminações contra pessoas negras em vários setores da sociedade.

De acordo os organizadores, a ação se deu por conta de uma estudante do curso de Letras que trabalha na Universidade ter sido comparada com outra colega, também negra, no ambiente de trabalho. No entendimento das ativistas que participaram da Roda, Glauce Souza, Luanda Silva e Vanessa Quitéria, esse fato se caracteriza como preconceito racial praticado por um servidor da Universidade.

Também estiveram presentes no pátio do Pavilhão Administrativo, local do evento, os professores Anísio Assis, Luanda Silva e Zilda Freitas, todos vinculados ao Departamento de Ciências Humanas Letras e Artes (DCHL), e vários estudantes universitários.

Vanessa Quitéria, formada em Letras pela Uesb e mediadora da Roda de Conversa, disse que o objetivo é enegrecer com o debate sobre o racismo que acontece na sociedade o tempo todo e em todos os lugares. Por isso, surgiu o questionamento: “Esse papo de racismo não existe?”. Segundo ela, se imagina que na Universidade não existe, mas existe e precisa ser discutido, combatido e, se possível, denunciado.

“Trouxemos duas professoras com propriedade no assunto para discutir e nos ajudar a mostrar como isso afeta a vida dos estudantes. Já acompanhei dois casos de racismo dentro da Universidade. Portanto, precisamos discutir. Inclusive, existe uma legislação pra isso. É preciso que as pessoas se eduquem e se conscientizem das relações étnicas em vários ambientes da nossa sociedade”, alertou Quitéria.

De acordo com os organizadores, a Roda de Conversa é uma iniciativa educativa. A atividade coincidiu com a campanha “Vidas Negras” da Organização das Nações Unidas (ONU), que lançou um emoji especial com intuito de combater a violência contra jovens negros no século 21 no mundo inteiro.

Evellen Oliveira, do 5º semestre de Letras, lembrou que a Universidade tem uma camada expressiva de discentes beneficiados por cotas raciais, e, ainda assim, muitas pessoas têm dúvidas da existência de discriminação racial. “As pessoas precisam se sentir encorajadas a denunciar qualquer forma de discriminação. Entrei na Uesb igual a todos, e sou a favor das cotas”, afirmou Oliveira.

“Acho importante essa Roda de Conversa, pois é preciso conscientizar todas as pessoas. Mesmo em uma brincadeira, o preconceito tá camuflado”, disse Adriele Nascimento, também estudante do curso de licenciatura em Letras da Uesb.



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