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16/11/2017
 Sistema Silvipastoril estudado em Itapetinga
por Valcelene Amorim


A degradação de pastagens, que é a queda acentuada e contínua da produtividade do pasto, é uma realidade em todo território nacional. Estima-se, que apenas no bioma do Cerrado existam cerca de 60 milhões de hectares de pastagens com diferentes graus de degradação, que causa, principalmente, a exaustão do solo e desequilíbrio do ecossistema, entre outras consequências. Nesse contexto, a implantação dos Sistemas Silvipastoris (SSP), como prática agroflorestal, caracterizada pela integração de árvores ou arbustos, pastagens e gado, tem sido apontada como uma das opções ecologicamente mais apropriadas para recuperar ou manter a produtividade de áreas degradadas.

Nesse sentido, está em desenvolvimento, desde 2012, estudos com o Sistema Silvipastoril, coordenado pelo professor Carlos Alberto de Miranda Peixoto, no campus da Uesb, em Itapetinga. “Nós, como Universidade, eu ligado a área de forragicultura, e outros colegas, começamos a elaborar esse processo de Silvipastoril, que, no nosso caso, é a integração de sistema de árvore, pasto e animais. Plantamos seis espécies em uma área de 11.200m², e sempre trabalhando com análise de solo, avaliando a capacidade da forrageira, ou seja, da gramínea que está já exposta abaixo das árvores, e começamos a dimensionar e utilizar os animais também”, explicou Peixoto.

Ainda de acordo com o docente, “o estudo está sendo conduzido em uma área formada por Brachiárias Decumbens em estágio de degradação, efetuando-se as correções de fertilidade do solo, em função das analises realizadas. Logo após, foi observado um arranjo espacial que melhor se adequasse ao processo da recuperação da pastagem, a partir das espécies selecionadas, que são Glicídia (Gliricidia Sepium), Samaneiro (Samanea Tubulosa e Inopinata), Nim (Azadirachta indica), Algaroba (Prosospis juliflora) e Acacia Magium”.

O professor destaca que, na região de Itapetinga, a degradação está relacionada ao mau uso do solo, porque anteriormente usava-se muito o fogo, que, segundo ele, é um dos processos que contribui com a degradação, associado com o mau manejo dessas áreas de pastos. “Mas, com esse estudo, espera-se caracterizar o SSP, discutindo aspectos relacionados à sua implantação, estabelecimento e manejo, assim como vantagens e desvantagens relacionadas a essa pratica”, pontuou Peixoto.



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