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17/11/2017
 Lhist discute o trabalho infantil em Conferências Americanas
por Thanize Borges


O Laboratório de História Social do Trabalho (Lhist), realizou no final da tarde dessa quinta-feira, 16, a palestra intitulada “O lugar do trabalho infantil nas Conferências Americanas do Trabalho (1936-1939)”. A palestra teve como objetivo analisar a formulação e os propósitos que definiram as resoluções sobre o trabalho de crianças e jovens nas duas Conferências, a primeira que aconteceu no Chile e a segunda em Cuba, respectivamente.

O encontro, que fez parte da programação anual dos Seminários do Lhist, ocorreu na sala 9 do Módulo 1 de aulas, campus de Vitória da Conquista, e foi ministrado pelo pesquisador do Laboratório, José Pacheco dos Santos Junior. Segundo ele, as resoluções que nasceram dessas Conferências não serviram apenas para regular o trabalho de crianças e jovens, mas também para conformar modelos ideais de infância e juventude. “O recorte da palestra é sobre como esses conferencistas, representantes de trabalhadores, de patrões e de governos, viram a questão do trabalho infantil no período pós grande depressão e crise de 29. No momento, foram emitidas resoluções para regular esse tipo de mão de obra aqui na América, e as decisões ajudaram a pensar como essas normas estavam chegando no Continente e também serviram como uma alerta para que os países que ainda não tivessem ratificado as regras da Organização Internacional do Trabalho (OIT) o fizesse o quanto antes”, destacou Pacheco.

Quem enfatizou a relevância da temática abordada na palestra para o contexto atual, foi o responsável pelos Seminários do Lhist, o professor Adilson Amorim, do Departamento de História (DH). “De um modo geral tudo o que envolve o mundo do trabalho é muito importante ser discutido. Especialmente com relação ao trabalho infantil, uma área que temos que voltar, assim como a precarização dos serviços e trabalhos análogos à escravidão, que são temas sempre atuais, porque, infelizmente, são recorrentes nas relações de trabalho no Brasil”, disse.

A participante do seminário e aluna do curso de História da Uesb, Jaqueline Cunha Ribeiro, considera o tema muito importante para sua formação. “Eu já venho participando dos ciclos do Lhist por muito tempo. Sempre tem as rodadas sobre trabalho infantil e é um tema muito interessante para a gente que está trabalhando com História. Afinal, abordar história social do trabalho é fundamental”, frisou a aluna.



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