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  comunicação

22/11/2017
 Combate ao preconceito racial foi tema de Seminário
por Valcelene Amorim


O Dia da Consciência Negra, instituído no calendário nacional por meio do projeto de Lei nº 10.639/03, é comemorado em todo o país, em 20 de novembro, pois faz referência a Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, morto nesse dia, em 1695. Como forma de lembrar a importância dos povos africanos na formação da cultura brasileira, bem como a trajetória de luta e resistência dos mesmos, o campus da Uesb, em Itapetinga, por meio da iniciativa dos discentes dos cursos de Zootecnia e Pedagogia, promoveu, nessa terça-feira, 21, o seminário “Movimento de luta e resistência das populações afro-brasileiras contra o preconceito racial”.

“O movimento de luta contra o preconceito racial acontece cotidianamente através da resistência, da participação de negros e negras na sociedade. Então, o nosso evento promove e agrega a outros movimentos contra qualquer tipo de preconceito contra a população negra”, pontuou a professora Letícia Santos Azevedo, coordenadora do evento.

Para Odair Campos, aluno do terceiro semestre do curso de Zootecnia, eventos como esse é importante para disseminação da informação. “Eu acredito que a gente precisa politizar a nossa Universidade, a gente tem uma Universidade preta, que precisa conhecer melhor os seus direitos. A gente precisa fazer esse tipo de movimento porque a maior parte da comunidade discente da Universidade é preta”.

Campos também salientou que as atividades realizadas durante o evento é uma forma de resgate da cultura afro-brasileira. “A galera meio que acaba esquecendo-se da sua cultura, de se empoderar como preto, como minoria. Então, é muito importante a gente está fazendo isso para que as pessoas consigam entender melhor o espaço que ela precisam ocupar na Universidade e fora dela também”, destacou.

Caroline Estafane de Matos Santos, que cursa o quinto semestre de pedagogia, enfatizou a necessidade de falar sobre o preconceito que a população negra ainda sofre nos dias atuais. “A gente precisa falar disso, porque o preconceito existe, ele ainda está presente e enraizado em nós e a gente precisa discutir essas questões e trazer luz a elas. A gente acaba reproduzindo esse preconceito velado todos os dias e precisamos nos prontificar a mudar”, disse Santos.

Além das palestras sobre os temas "Multiculturalismo: identidade, empoderamento e resistência" e "Culturas e diversidades", foram realizadas oficinas de trança, turbante Yalodê, de dança e afrodance. As atividades do Seminário foram concluídas com apresentações culturais de capoeira e um desfile, com o objetivo de valorizar a beleza negra.

 



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