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24/11/2017
  Janela Indiscreta 25 anos: afeto, memória e cinema
por Emanuela Lisboa


Com a exibição do curta-metragem "Se um dia me faltarem as palavras", a 12ª edição da Mostra Cinema Conquista deu início à homenagem aos 25 anos do programa de extensão Janela Indiscreta Cine-Vídeo Uesb, um cineclube que começou suas atividades em 27 de novembro de 1992. O evento foi realizado no Teatro Glauber Rocha, campus de Vitória da Conquista, na manhã dessa quinta, 23.

Egressa do curso de Cinema e Audiovisual da Universidade, Patrícia Moreira falou sobre a produção do curta, produzido por ela, e que homenageia pessoas que fazem ou fizeram parte do Programa, em especial o fundador, Jorge Melquisedeque, já falecido. A gente utiliza muitas imagens de arquivo do Janela Indiscreta, dos próprios programas que existiram, de todas as atividades que foram permeando a história do Janela durante todos esses anos. Tem 25 minutos, exatamente pra homenagear os 25 anos do Janela Indiscreta”, ressaltou.

Moreira explicou a escolha do título da produção que, segundo ela, tem várias razões: “Um dos primeiros motivos tem a ver com o fundador do Janela, Jorge Melquisedeque, é uma fala dele. Ao mesmo tempo, permite a gente colocar um título que fosse mais abstrato e que remetesse também ao Cinema, porque se nos faltam palavras, existem as imagens, existem outras formas de se expressar, existem os sentimentos, existe a arte de um modo geral. A gente não quis deixar tão óbvio, mas também entrar numa questão mais poética”, considerou.

A programação seguiu com a conferência "Histórias de uma História: Formação Cultural, Educação e Cinema em 25 anos de Janela Indiscreta", conduzida pela professora Inês Teixeira, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Teixeira, após conhecer o Janela há 10 anos, formou o Mutum, grupo voltado à educação, docência e cinema. Ela destacou alguns aspectos da sua apresentação. “Vamos trabalhar principalmente três pontos: um, que seria o que eu estou chamando das imagens, das cenas que o Janela foi criando ao longo desses 25 anos, sobretudo, na última década quando nós da Faculdade de Educação da UFMG nos encontramos com o Janela. Um segundo ponto, a gente vai tentar pensar algumas questões que nos desafiam pra frente, para as novas décadas que a gente espera que o Janela tenha de vida. E, depois, vamos pensar um pouco o sentido de tudo isso, essas ações do Janela com o Cinema, o que elas significam, o que elas aportam, como se fosse pensar um pouco o legado do Janela”, pontuou.

Segundo Raquel Costa, coordenadora do Janela Indiscreta, o programa desenvolveu ao longo desse tempo inúmeras ações voltadas para a difusão, o debate e a reflexão sobre o Cinema e o Audiovisual. “Acho importante destacar que se tratam de ações e projetos que abarcam um público desde a infância até a idade adulta. Nós temos ações voltadas para a juventude, para os vestibulandos, para o público escolar. O objetivo principal do Janela é, por meio do Cinema e do Audiovisual, conseguir que essa arte chegue de alguma forma a esse público amplo, vasto, e isso tem acontecido”. Ao longo de toda essa trajetória, a gente tem persistido, não só no intuito de levar o cinema, de possibilitar o acesso, a reflexão e a discussão sobre a sétima arte, mas também de possibilitar uma ação efetivamente formativa para os diversos públicos”, afirmou.

Costa salientou ainda a importância do Janela ser uma ação extensionista. “É para isso que estamos na extensão, não só para o público universitário, mas para a comunidade. É importante destacar também a ligação, a integração que esse programa de extensão tem com o ensino e com a pesquisa. Ao longo desse tempo, nós temos nos esforçado para abarcar esse tripé”, concluiu.

O Janela e o curso de Cinema e Audiovisual

“O curso é quase resultado dos nossos encontros promovidos pelas atividades do Janela Indiscreta, seja nas sessões de cinema, nos seminários e encontros de extensão, nas atividades que a gente promovia, seja nas ações de itinerância e, especialmente, depois da estruturação da Mostra, onde a gente ficou responsável pela organização dos seminários acadêmicos. Foi nessa trajetória, nessa dinâmica das ações do Janela, que a ideia e a proposição do curso foi se estruturando, mas não na dimensão que ele se tornou, ele acabou tendo um alcance maior do que a gente imaginava”, relatou a professora Milene Gusmão, ex-coordenadora do Janela e uma das idealizadoras da graduação, implantada em 2010. A docente também destacou o potencial do curso: “Algumas pessoas chegaram a considerar que era uma ilusão estruturar um curso de Cinema, que era um curso muito caro, só que elas não tinham a dimensão da potência do digital. As redes sociais, a tecnologia muito rapidamente tornou possível. Quem estava à frente dessas discussões já sabia disso, já tinha noção da potencialidade do digital para viabilizar uma nova condição de produção no audiovisual”.

Mostra Cinema Conquista

Idealizada e coordenada por Esmon Primo, a “Mostra Cinema Conquista - um olhar para o novo cinema” também é fruto do Janela Indiscreta. O evento foi realizado pela primeira vez em 2004, e tem como objetivo ampliar a proposta de democratização do acesso ao cinema brasileiro e da diversidade da cinematografia internacional. Para saber mais sobre a programação desta edição, que iniciou na segunda, 20, e acontece até esta sexta, 24, clique aqui.



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