assessoria de
  comunicação

15/12/2017
 Seminário discute democracia e educação em Conquista
por Gisele Almeida


Com o objetivo de discutir o tema "Democracia, Política e Gestão Educacional", começou na manhã dessa sexta-feira, 15, no campus de Vitória da Conquista, o 3º Seminário do Grupo de Pesquisa em Política e Gestão da Educação Básica. Apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex) e pelo Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEn), o evento reúne pessoas envolvidas direta ou indiretamente com a Educação, propondo um debate sobre o atual cenário dessa área no Brasil e possibilidades de melhoria nesse sentido.

Como afirma a coordenadora do Grupo de Pesquisa que promove o Seminário, professora Sandra Campos, falar sobre democracia no atual momento político é fundamental para o campo educacional. Ela explica essa urgência: “Só pra citar alguns exemplos, a PEC 55 foi aprovada pelo Senado e propõe congelar por 20 anos os gastos em Educação e Saúde. Em um momento que a gente avançava nas políticas educacionais, a gente passa a retroceder, já que sem financiamento não tem como avançar na materialização dessas políticas. Impacta diretamente em nós como profissionais e na condução da Educação como um todo.”

O professor Telmo Marcon, da Universidade de Passo Fundo (UPF), proferiu a conferência de abertura, intitulada “Democracia e Política Educacional: tensões e desafios”. Para o conferencista, o Brasil avançou nas últimas três décadas no que diz respeito a pensar a democracia e os espaços e políticas educacionais. Mas, nas práticas efetivas, são muitas as dificuldades. “Muitas posturas autoritárias, dogmáticas e fundamentalistas, que são posturas que negam efetivamente o processo participativo, a democracia, o respeito à diversidade social, cultural, enfim, e temos sentido, evidentemente, um conjunto de obstáculos pra que as mudanças de fato aconteçam”, declara.

Durante sua exposição, o professor trouxe alguns elementos que mostraram como, desde o início da formação da sociedade brasileira e, principalmente, depois do processo da abolição da escravatura, vários problemas estruturais persistiram e não foram resolvidos, agravando um conjunto de situações e grupos. Além disso, trouxe dados para mostrar o grave quadro da desigualdade social no Brasil e como tudo isso reflete na escola e nas práticas educativas. “A democracia na escola não pode ser pensada fora de um conjunto de relações sociais, políticas, econômicas, não apenas no contexto contemporâneo, mas também da sua formação histórica”, explica Marcon.

Andrea Aguiar, membro do Grupo de Pesquisa, entende que este é um momento de buscar o fortalecimento da educação brasileira e o evento é uma oportunidade de explorar possibilidades nesse sentido. “É de suma importância estar aqui, por conta desse momento que a gente está vivendo na área de política e gestão da educação, então, é mais um espaço para poder discutir, para poder se fortalecer e defender o direito de todos à Educação”, afirma.   

O evento segue na tarde desta sexta-feira e no sábado, 16, com minicurso, atividades culturais e mesas-redondas. Os detalhes dessa programação podem ser conferidos aqui.  

 



Assessoria de Comunicação
indique essa matéria para um amigo
Versão para impressão