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  comunicação

20/12/2017
 Roda de conversa aborda realidade das comunidades indígenas
por Thanize Borges


Discutir a questão indígena brasileira e os movimentos que buscam a implementação dos direitos constitucionais para a demarcação dos territórios ancestrais, bem como os conflitos que os Tupinambás vivem no Litoral Sul da Bahia, foram alguns dos objetivos da roda de conversa que aconteceu na noite da última terça, 20, no campus de Vitória da Conquista. O debate contou com a participação do cacique Ramón Ytagibá Tupinambá, militante do Movimento Nacional Indígena e um dos representantes do primeiro povo indígena encontrado pelos portugueses em 1500, que atualmente reside em Olivença, Ilhéus.

Aberto à comunidade acadêmica e ao público externo, a roda de conversa também foi uma forma de desmistificar muitos preconceitos que existem sobre a imagem do indígena brasileiro, levando esclarecimento à sociedade sobre a situação dessas comunidades hoje, tanto na Bahia, quanto no território nacional.

“Estamos aqui hoje para tratar do processo histórico dos povos indígenas, principalmente no Estado da Bahia, e fazer um diálogo sobre o movimento nacional, como anda a política voltado para essas comunidades, sobre a demarcação das terras e também a auto sustentabilidade delas. Queremos fazer um debate entre a universidade e comunidade indígena, de forma que possamos pensar instrumentos que auxiliem e contribuam na luta indígena”, afirmou o cacique Ramón Ytagibá Tupinambá.

Para o professor Ricardo Valle, um dos organizadores do evento, a questão indígena na Bahia, principalmente dos Tupinambás que vivem no Litoral Sul do Estado, ainda é marcada por muitos conflitos e preconceitos. “Hoje, particularmente, estamos em uma época em que houve um recuo conservador em relação aos direitos constitucionais indígenas e isso atrapalha um pouco mais, especialmente aos Tupinambás de Ilhéus, a homologação da terra deles, que é uma terra já demarcada, mas ainda não homologada. O que muitas vezes acarreta várias consequências e conflitos. Eles são invadidos pela mineração e por empreendimentos imobiliários que acabam os encurralando. Esses grupos estão até hoje na resistência da manutenção dos seus costumes e tentando se adaptar a essas novidades da nova era”, destacou o professor.

O evento, que teve ampla participação do público, aconteceu no auditório 2 do Módulo de Medicina e foi promovido pelo Laboratório de Estudos Agrários e Urbanos, sob a coordenação da professora Suzane Tosta, do Departamento de Geografia (DG), com o apoio do Laboratório de Difusão de Repertórios, coordenado pelo professor Ricardo Valle, do Departamento de Estudos Linguísticos e Literários (Dell), e pela discente do curso de Geografia, Lara Barros Pereira.

Foto 1: Professor Ricardo Valle

 

 

 

 



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