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  comunicação

5/10/2011
 Uesb em busca de recursos para o laboratório de Leite
por Mellina Montanha


Em 2008 surgiram na Uesb, campus de Itapetinga, as primeiras iniciativas para a criação do Laboratório de Qualidade de Leite da Bahia. No ano seguinte, a Uesb ofereceu como contrapartida a construção do módulo para seu funcionamento, seguindo os padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, que aprovou a implantação do laboratório em dezembro de 2010.

No Nordeste, apenas o estado de Pernambuco possui laboratório realizando esse tipo de análise. “O que acontece é que mandamos as análises para laboratórios de São Paulo e perdemos todas as amostras. E isso é obrigatório, pois existe uma instrução normativa no país que determina que as amostras de leite sejam analisadas mensalmente. Nem todos fazem porque não há logística para mandar isso para outro estado”, conta a professora Sibelli Passini, responsável pelo Laboratório.

O Laboratório beneficiará todo o estado da Bahia, além de algumas cidades mineiras, em especial as localizadas mais próximas de Itapetinga do que da capital mineira. Suas atividades irão contribuir para formação acadêmica de alunos da graduação e de especializações, realizando um trabalho que vai além das análises, já que ao serem detectadas amostras fora dos padrões, toda a assistência será prestada ao produtor, informando o que é necessário às adequações. Mas para que comece a funcionar, o Laboratório precisa de dois equipamentos essenciais, que fazem a análise do leite e juntos custam R$ 1.200.000,00.

Passini ressalta ainda que verbas destinadas a projetos dificilmente contemplam valores tão altos para compra de equipamentos. ”Esses equipamentos viriam através do Ministério da Integração Nacional, mas com a mudança no Ministério, os trâmites estacionaram. Então neste ano retomamos a buscar por apoio. Eu e o professor Sérgio Augusto Fernandes fomos convidados pela Comissão de Agricultura e Política Rural da Assembleia Legislativa, para situar em que pé as coisas estavam e quais as providências que poderiam ser tomadas. Lá surgiram idéias de onde captar esses recursos”.

Os professores agora irão atualizar o projeto e solicitar os equipamentos também ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). “Nos pareceu agora, nesta reta final, que há uma força política muito grande para que o Laboratório comece a funcionar, porque o estado está ficando para trás nessa área. Conseguimos mexer com as pessoas quando mostramos as contas: 15 milhões de litros de leite a mais poderiam ser produzidos, bastando para isso se adequar ao que a legislação pede”, concluiu.



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