Na noite dessa terça-feira, 31, o Teatro Glauber Rocha recebeu o coral do Instituto Federal da Bahia, batizado de “Madrigal do Ifba”, sob a regência do maestro Marcos Ferreira, cuja apresentação deu início oficial à segunda edição do Colóquio Regional de História Colonial. O evento é uma realização do curso de História da Uesb, campus de Vitória da Conquista, através dos projetos de extensão “Antigo Regime em Debate” e “Leituras da História do Brasil Colônia”, em parceria com a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A professora Sônia Siqueira (foto 4), da Universidade de São Paulo (USP) proferiu a conferência de abertura, sobre o tema “Território e Territorialidade da Repressão no Brasil Colonial”. Na solenidade oficial do Colóquio, o professor Paulo Roberto Pinto Santos, reitor da Uesb, ressaltou o trabalho conjunto realizado pela Universidade e a UFRB, como sendo de fundamental importância para o enriquecimento do estado da arte e do debate sobre o período colonial não só na Bahia, mas em todo o território nacional. “Esse é o caminho para o fortalecimento da pesquisa, serve de parâmetro para a promoção do debate qualificado sobre as mais diversas temáticas”. Sobre a expectativa em torno do Colóquio, o professor Belarmino Souza, vice-coordenador do Colegiado de História da Uesb resumiu: “Se o evento tiver como resultado o ascender do graduando ao universo da pesquisa, ele já terá cumprido um importante papel”.
A primeira edição do Colóquio foi realizada em 2010, na cidade de Cachoeira, onde está sediada a Universidade do Recôncavo. Os resultados foram tão satisfatórios que a coordenação do evento já pensa num calendário e formato fixos, bianual, sempre antes do Encontro Internacional de História Colonial que, este ano, será realizado entre os dias 3 e 6 de setembro, em Belém/PA. “A Bahia já vinha produzindo uma historiografia muito interessante sobre o período colonial e faltava um espaço para reunir essa produção e aprofundar a discussão”, explica a professora Greice Meire Bonfim Souza, representante da Uesb na organização do Colóquio. “Isso marca, de fato, um passo decisivo numa caminhada iniciada anteriormente, consolida a parceria entre a Uesb e a UFRB, e nos faz, ao término deste, já pensar no terceiro Colóquio”, acrescentou o professor Fabrício Lírio Santos, da Universidade do Recôncavo.
Em sua conferência, Sônia Siqueira destacou a importância da pesquisa para um entendimento mais aprofundado do que foi de fato a repressão e o período colonial como um todo no Brasil, e sua influência na própria formação da identidade e da cultura nacional. “Há de se entender o que somos a partir do que fomos. Ainda se faz mister uma maior abordagem monográfica para uma melhor delimitação do tema no Brasil”, pontuou.
As atividades do Colóquio continuam ao longo de todo o dia de hoje, no módulo Antônio Luís Santos (Luisão) e no Teatro Glauber Rocha. Clique aqui para ver a programação.
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