A Fundação Movimento de Corais Canto das Artes de Itapetinga participou, de 15 a 29 de julho, do XXIII Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga, realizado em Juiz de Fora, Minas Gerais. O evento, que foi realizado pelo Centro Cultural Pró-Música, agora incorporado pela Universidade Federal de Juiz de Fora, apresentou uma programação com concertos, master class, cursos de música, palestras e oficinas de instrumentos de época. A Fundação, que completou 20 anos de participação no Festival, tem o apoio da Uesb e é patrocinada pela Petrobrás, através do projeto Música e Arte Exercício de Cidadania.
O Festival Internacional de Música Colonial Brasileira e Música Antiga é o maior evento de música antiga da América Latina. Durante o evento, os participantes tiveram aulas particulares por duas semanas com renomados professores e o resultado prático deste ensino foi apresentado nos concertos. Os alunos da Fundação integraram a Orquestra de Crianças, a Banda Sinfônica e a Orquestra Experimental do Festival.
Para a regente da orquestra experimental, Nerisa Aldrighi (na foto com Lavigne), a sensação é de dever cumprido. “Eu fiquei muito feliz este ano, inclusive por ter George Lavigne, aluno da Fundação, como spalla (primeiro violino da orquestra que dá apoio ao regente), ver o crescimento de Jéssica Correio no violoncelo e ter praticamente todas as violas tocadas por alunos da Fundação.” Ela também destacou a importância da participação do grupo. “A vinda deste grupo de nível mais avançado contribui não só para o festival, mas futuramente para a orquestra de Itapetinga”, concluiu.
Os alunos também falam sobre a sua evolução musical ao longo desses anos:
O músico George Lavigne define a maturidade do grupo da seguinte forma: “É saber que avançamos mais um degrau, que começamos a caminhada de forma que as críticas ou elogios não são para nos engrandecer, mas para nos formar como músicos e cidadãos.”
“Vou levar muito daqui. Foi muito proveitosa a experiência de tocar como um maestro renomado como o Fraga na Banda Sinfônica”, destacou Tauan Pereira, que também tocou na Orquestra Experimental do Festival em sua primeira participação no evento.
“O festival é um sonho que realizo a cada ano. Tenho a oportunidade de estudar com renomados professores, maestros, conhecer e compartilhar experiências com pessoas de outros lugares do Brasil, tocar em várias orquestras e assistir grandes concertos”, opinou Jéssica Correia.
Carmen Mettig Rocha, do Instituto de Educação Musical (IEM), um dos principais centros de aprendizado de música para crianças e adolescentes na Bahia, ressaltou a importância do trabalho da maestrina e presidente da Fundação, Leniza Santos. “Ela, com toda a sua coragem e entusiasmo, mesmo diante das inúmeras dificuldades, continua lutando para realizar esse sonho. Sou admiradora do que ela faz. Este trabalho precisa continuar”.
Assessoria de Comunicação |