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Simpósios Temáticos

1. CULTURA E REPRESENTAÇÕES NO SERTÃO NORDESTINO: MEMÓRIA, IDENTIDADES E RESSIGNIFICAÇÕES

José Ferreira Júnior
Doutorando em Ciências Sociais (UFCG)
Mestre em Ciências Sociais (UFCG)
Professor da Faculdade de Integração do Sertão / Serra Talhada – PE

Resumo: A cultura é objeto de investigação acadêmica; ela permite uma maior compreensão dos fenômenos sociais, em particular aos que remetem às especificidades da preservação de memórias, seu uso no processo de formação identitária e às ressignificações por que passam tais identidades. Este simpósio temático discutirá a memória e sua importância no constructo de identidades e as ressignificações verificadas nessas construções, tomando como espacialidade os sertões nordestinos em suas múltiplas representações: relações de gênero, questões familiares, relação com os lugares, expressões artísticas, religiosidade, etc. Acataremos trabalhos que tratem da temática proposta, sob as óticas da História, da Sociologia, Antropologia e ciências afins.


2. CONTOS, CANÇÕES E CENAS: O CANGAÇO EM IMAGENS, LETRAS E SONS

Caroline de Araújo Lima
Mestre em História Regional e Local (UNEB/Campus V)
Professora do curso de História da Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Campus XVIII)
Coordenadora do Projeto de Iniciação Científica “História, cinema e ensino de História: o sertão, o cangaceiro e o beato no cinema brasileiro” (2012/2013)

Resumo: Este simpósio temático tem como proposta reunir estudantes e pesquisadores com o objetivo de divulgar resultados de pesquisas relacionadas ao tema do Cangaço. Pretendemos analisar as representações dos cangaceiros no cinema, nos folhetos de cordel, na literatura, nas fotografias jornalísticas, dentre outras linguagens. A partir de tais linguagens que deram a esses personagens contornos míticos e estereotipados, ofereceremos ricas discussões sobre identidade, representações de sertão e sertanejo, relações de poder, de gênero e de memória. O simpósio está aberto para receber propostas de temas que versem sobre o universo cultural dos sertões e sertanejos no campo do audiovisual, da literatura de cordel, na área fotográfica e da música popular.


3. LINGUAGENS E NOVAS TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO EM HISTÓRIA: DOMÍNIOS, ABORDAGENS, ENSINO E PESQUISA

Jairo Carvalho do Nascimento (UNEB/Campus VI)
Doutorando em História – UFBA
Mestre em História Social (UFBA)
Professor do curso de História da UNEB/Campus VI

Eduardo de Lima Leite (UNEB/Campus VI)
Mestrando em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Especialização em Educação, Cultura e Memória (UESB)
Professor de História da Educação Básica/Bahia

Maria Sigmar Coutinho Passos (UNEB/Campus VI)
Doutoranda em Educação – UFBA
Mestre em Educação e Contemporaneidade (UNEB)
Professora do curso de História da UNEB/Campus VI

Resumo: Este simpósio tem por objetivo reunir pesquisadores, professores universitários e estudantes de pós-graduação vinculados à pesquisa e ao ensino no campo da disciplina História e áreas afins, propiciando um espaço para a exposição de trabalhos acadêmicos e experiências didáticas relacionados aos seguintes temas: a relação cinema/história (temas, fontes, teoria); o uso de documentos imagéticos (cinema, fotografia, iconografia) em sala de aula; a música e o ensino de História; a utilização da televisão como veículo de ensino; as novas tecnologias de informação e comunicação (TIC/computadores, internet, etc.) e suas relações com a educação. Em que medida as diferentes linguagens e as novas tecnologias de informação e comunicação contribuem para a produção do conhecimento histórico, para o trabalho do professor de História? Essa pergunta será o ponto de partida para promover o debate durante o simpósio. O simpósio estará aberto para receber, também, propostas de experiências didáticas e pesquisas de professores da educação básica e de graduandos em História e áreas afins.


4. PROCESSOS DE PATRIMONIALIZAÇÃO E SUAS REPERCUSSÕES NOS “ESPAÇOS DA TRADIÇÃO”

Bruno Goulart Machado Silva
Doutorando em Antropologia Social pela Universidade de Brasília
Mestre em Antropologia Social (UFRN) 

Jean Pierre Pierote Silva
Mestrando em Antropologia Social pela Universidade Federal de Goiás
Graduado em Ciências Sociais (UFG)

Resumo: A noção de patrimônio cultural está na agenda das ações estatais nas últimas décadas. Essas políticas se voltam muitas vezes para populações e espaços geográficos circunscritos ao campo discursivo da tradição. Sejam patrimônios materiais ou imateriais, os processos de patrimonialização trazem consequências para os atores ligados a esses bens culturais. Este simpósio temático tem como objetivo promover o debate sobre esses processos do ponto de vista dos próprios atores sociais afetados pelas políticas patrimoniais, especificamente aqueles situados nos lugares imaginados como “Sertão” pelo pensamento social brasileiro. O debate visa a contribuir para a atual discussão dos processos de patrimonialização a partir de alguns questionamentos: Como a memória dos grupos é acionada e ressignificada nestas políticas? Como os grupos as têm percebido? De que forma a patrimonialização afeta a relação dos grupos envolvidos com os bens culturais?


5. NACIONALISMO E MODERNIZAÇÃO NO DEBATE INTELECTUAL, CIENTÍFICO E LITERÁRIO NA PRIMEIRA REPÚBLICA

Renailda Ferreira Cazumbá
Doutoranda em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Mestre em Literatura e Diversidade Cultural (UEFS)
Professora da Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Campus XX)

Wilson da Silva Santos
Doutorando em Filosofia e História da Educação (Unicamp)
Mestre em Educação (UFPB)
Professor da Universidade do Estado da Bahia (UNEB/Campus XX)

Resumo: O debate intelectual travado na Primeira República no Brasil (1889-1930) polarizou-se em torno de temas como nação, ciência, raça e civilização. Na época referendada, a discussão nacionalista baseava-se numa concepção modernizadora e no cosmopolitismo que embasavam um projeto civilizador para o país, em torno de propostas idealistas que animavam as pesquisas sociológicas, históricas, políticas e a escrita literária na virada do século XIX para o XX. Escritos científicos, literários e jornalísticos na Primeira República se unificaram em torno das projeções do positivismo e do liberalismo, que motivaram um grupo de intelectuais (Tobias Barreto, Araripe Jr., José Veríssimo, Sílvio Romero, Graça Aranha, Anísio Teixeira) para a defesa e anseios de modernização e de superação do "atraso" que nos fazia um país de maioria analfabeta e miserável frente às nações da Europa. Esse debate nacionalista era também motivado pela aspiração de descoberta de parte do país ainda desconhecida – o sertão e a periferia – através de uma produção crítica e da escrita literária (Euclides da Cunha, Lima Barreto). Pretende-se com esse simpósio integrar trabalhos que retomem os debates intelectuais e literários em torno do problema da identidade nacional e da modernização durante a Primeira República no Brasil, incorporando pesquisadores das áreas de História, Geografia, Educação, Sociologia e Literatura.


6. MEMÓRIA, IDENTIDADE E PATRIMÔNIO

Aline de Caldas Costa dos Santos
Doutoranda em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Mestre em Cultura & Turismo (UESC)
Pesquisadora do grupo Identidade Cultural e Expressões Regionais (ICER/UESC)

Gisane Souza Santana
Mestranda em Letras: Linguagens e Representações (UESC)
Especialização em Estudos Comparados de Literaturas (UESC)
Pesquisadora do grupo Identidade Cultural e Expressões Regionais (ICER/UESC)
Bolsista CAPES

Resumo - Esse simpósio visa a discutir as representações identitárias e trânsitos culturais com ênfase em temas relacionados à memória e ao patrimônio cultural (SIMÕES, 2006; HALL, 2002; ANDERSON, 2008; LE GOFF, 1990; NORA, 1993). Pretende-se discutir representações comunitárias e a interface de discursos de identidade a partir dessas expressões simbólicas (memória/patrimônio), a visibilidade do patrimônio cultural e as ações políticas que a sustentam em atenção ao fenômeno dos fluxos sociais.


7. ESTUDOS EM HISTÓRIA CULTURAL: OBJETOS, PROBLEMAS E ABORDAGENS

Cleide de Lima Chaves
Doutora em História Social (UFRJ)
Professora Adjunta da área de História do Brasil (DH/UESB)

Márcia Santos Lemos
Doutora em História (UFF)
Professora Adjunta da área de História Antiga e Medieval (DH/UESB)

Resumo: A proposta deste Simpósio é uma iniciativa do Laboratório de Estudos em História Cultural (UESB). O objetivo do LEHC é fomentar a produção na área, fortalecer as linhas de pesquisa do grupo, promover ações multidisciplinares, apontar novas perspectivas de análise dos objetos da cultura e estimular a formação de jovens pesquisadores. Nesta perspectiva, o simpósio pretende reunir pesquisadores interessados na História Cultural, com o objetivo de conhecer e divulgar diferentes enfoques e leituras dentro desse campo. Deverão ser debatidos temas comuns ou complementares, como: História e Literatura; fronteiras; representações; práticas religiosas; poder simbólico; gênero; discurso e apropriação; linguagens: os mundos da escrita, da leitura, da oralidade e da imagem; identidade; cidade; memória, História e historiografia, dentre outros temas relacionados. É de interesse igualmente discutir trabalhos que contribuam para atualizar o debate sobre fontes, métodos e teorias no campo da História Cultural.


8. VIOLÊNCIA, BANDITISMO E DISPUTAS POLÍTICAS NOS SERTÕES DO NORDESTE, SÉCULOS XIX E XX

Lina Maria Brandão de Aras
Doutora em História (USP)
Professora do Departamento e do PPG História da FFCH/UFBA

Rafael Sancho Carvalho da Silva
Mestre em História Social (UFBA)
Professor Substituto do Departamento de História da UFBA

Resumo: O simpósio temático objetiva analisar as disputas políticas nos sertões do Nordeste e suas relações com banditismo e outras formas de manifestações de violência vinculadas aos conflitos políticos. São três temas que mantêm relação entre si e, dessa forma, pretendemos agregar pesquisadores interessados em analisar e debater o banditismo e seu vínculo com as disputas do mandonismo regional, bem como diversas formas de expressões de violência. Agregamos pesquisas relacionadas não só com o sertão baiano, mas como de outras áreas do Nordeste brasileiro nos séculos XIX e XX. Apesar de diferentes momentos da história do Brasil, interessa o debate sobre as disputas políticas e suas formas de expressão através da violência e do banditismo em diferentes momentos da história dos sertões nordestinos.


9. ESCRITAS DE LUGARES: HISTÓRIA E LITERATURA, PAISAGENS E SENSIBILIDADES

Clóvis F. R. M. Oliveira
Doutor em História (UnB)
Professor Assistente da UNEB/Campus II/Alagoinhas)

Valter Guimarães Soares
Mestre em Literatura (UEFS)
Professor Assistente da UEFS

Resumo: Produto de “camadas de pedras e sonhos”, as paisagens emergem como inscrições, imagens grafadas na memória e criadoras de fronteiras e identidades. As escriturações riscam linhas que ligam e desligam pontos, criam referenciais de lembranças e constroem monumentos para celebrações coletivas. Nessa trajetória de escrita de discursos, historiadores e literários, em tensos jogos de trocas, estabelecem marcos, escolhem os materiais para serem usados e descartados e, sob o pretexto de descrever, produzem e dão forma aos lugares, materializando o que antes estava disperso na forma de sonhos. Esta proposta de simpósio temático pretende acolherestudos quese dedicam a pensar espaços, memória e paisagens nas suas mais diversas figurações: litoral, sertão, urbano-rural, campo-cidade, centro-periferia.


10. RASTOS, RESTOS E ROSTOS: HISTÓRIA, LITERATURA, CINEMA E OUTRAS ARTES NA INVENÇÃO DOS SERTÕES

Alex dos Santos Guimarães
Mestre em Teoria Literária e Crítica da Cultura (UFSJ)
Especialização em Teoria e História Literária (UESB)
Graduado em História (UESB)

Joslan Santos Sampaio
Mestrando em Memória: Linguagem e Sociedade (UESB)
Especialização em Teoria e História Literária (UESB)

Resumo: O objetivo deste simpósio é conhecer experiências históricas em que a arte, em suas múltiplas formas de expressão – da literatura ao cinema, da música às artes visuais – cria representações, imagens, percepções e sensações que afetam o imaginário social e político, incidindo na memória multifacetada dos sertões. Sabe-se hoje, para além da “teoria do reflexo” que norteou as pesquisas históricas até os anos de 1960, que mais do que refletir um suposto mundo objetivo, a arte institui “realidades”, produz conhecimentos e desejos, molda comportamentos e gestos, oferece novos temas e problemáticas, abre novos espaços para a imaginação criativa, afetando a psique, a memória, a escrita da História e os seus modos de atuação. Por tudo isso, as artes têm papel fundamental na invenção discursiva “dos sertões”, imaginando o cangaço, o coronelismo, o messianismo, os movimentos sociais, políticos, religiosos e culturais.


11. MOVIMENTOS SOCIAIS: RELIGIÃO E RELIGIOSIDADE

Lemuel Rodrigues da Silva
Doutor em Ciências Sociais (UFRN)
Mestre em História (UFPE)
Professor do curso de História da UERN

Marcílio Lima Falcão
Doutorando em História Social (USP)
Mestre em História (UFC)
Professor do curso de História da UERN

Resumo: A temática que envolve as discussões sobre religião e religiosidade, no que diz respeito aos movimentos sociais rurais e urbanos, tem dado ênfase na configuração de tais movimentos como formas de contestação social. Nesse sentido, o estudo sobre os movimentos sociais passa a ser visto para além de seus aspectos econômicos e políticos e, ao buscar a importância do sagrado e do simbólico na gênese e desenvolvimento de tais movimentos, abrem-se novas possibilidades e novas formas de abordar a temática. Assim, preocupado com essas questões, esse simpósio temático busca ser um espaço de discussão e diálogo entre pares que, aparentemente, são opostos como o sagrado\profano, material\simbólico, político\econômico, mas que, em nossa proposta, também são dialogais e promovem um profícuo debate historiográfico sobre os diversos aspectos e sujeitos que em suas experiências tiveram o sagrado\profano como elementos norteadores em suas formas de resistir.

Dúvidas, entrar em contato: cnc.uesb2013@gmail.com.