Apresentação

As manchetes dos jornais, os programas de TV, as redes sociais, o rádio estampam cotidianamente o barbarismo do desrespeito, instado na convivência entre os seres humanos. E esse barbarismo nos coloca ante a necessidade de pensar o papel da escola, não só enquanto espaço de promoção de saberes, de formação de competências, de condição humana, mas, também, enquanto espaço de banalização do mal, aonde o problema do bullying, por exemplo, tem uma agência de promoção privilegiada. O VII SIMPÓSIO DE PEDAGOGIA e II SIMPÓSIO SOBRE MEMÓRIA, TRABALHO E EDUCAÇÃO. Escola e/(de)formação em tempos de banalidade do mal que será realizado nos dias 27, 28 e 29/11/2017, numa promoção do NEMTrabE - Núcleo de Estudos Sobre Memória, Trabalho e Educação propõe o debate do mal banalizado na escola e propõe uma diversificada programação na qual o conceito arenthiano ganha evidência nas vozes de Professores como o Dr.º Manoel Fernandes de Sousa Neto (FFLECH/USP), o Prof.º Dr.º Wagnervalter Dutra Júnior, a Prof.º Dr.ª Maria da Conceição Alves e outros.

O evento tem o objetivo de colocar à mesa de debates, o papel que a escola exerce na formação/deformação da condição humana, em tempos de banalidade do mal (ARENDT). A escola, sim!...a escola que em seu marketing ingênuo, autoproclama-se enquanto espaço livre de contradições, mas que guarda e promove dentro dela, as mais agudas diferenças: a competição pela melhor nota; a expertise no desempenho intelectual; a recompensa pelo melhor comportamento; etc. A escola, a escola sim!... agência de promoção da igualdade, de acolhida certamente, mas também, espaço promovedor de uma sociabilidade que se torna agressiva e que é aceita como forma naturalizada de tratamento entre um dos grupos iguais que a compõem. A escola, a escola sim!...espaço da coercitividade de grupos sociais que expõem a sua força, pela via da exibição do dinheiro. São tantas as escolas!...são tão diversas as escolas!...mas, dentre elas há um elo em comum: todas estão territorializadas na sociedade do capital, e é por essa territorialização estranhada do humano que a VII Semana de Pedagogia (UESB/Jequié) e II Simpósio Sobre Memória, Trabalho e Educação. Escola e/(de)formação em Tempos de Banalidade do Mal problematiza o tema da (de)formação da escola em tempos de banalidade do mal, e se questiona?: ainda é possível pensar numa escola exclusivamente promovedora da emancipação humana? Em que momento, a escola se perdeu de seus propósitos de emancipar o homem?.

Pensando em absorver um número expressivo de contribuições, o evento receberá diversas formas trabalhos até o dia 20/11/2017.

Objetivos

• Refletir acerca do papel da escola, não só enquanto espaço de promoção de saberes, de formação de competências, de condição humana, mas, também, enquanto espaço de banalização do mal;
• Refletir acerca do papel da escola enquanto espaço de desrealização da condição humana, também, pelas pressões impostas em vista da reprodução do modo de vida capitalista;
• Refletir acerca do papel das redes sociais na elaboração de pós verdades e na promoção da violência dentro da escola;
• Refletir acerca do papel da escola enquanto espaço de banalização do respeito a diferença.



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