3 - TIPO DE ESTACA PARA PROPAGAÇÃO DA UNHA-DE-GATO (Ficus pumila L.) Moraceae.


 


Alcebíades Rebouças São José1, Denise Augusta Camargo Bilia2, Luiz Antonio Biasi3 e Keigo Minami4.

INTRODUÇÃO - A unha-de-gato, também chamada de falsa-hera (Ficus pumila L.), pertence à família das moráceas, é uma epífita bastante utilizada para revestimento de muros e paredes. Essa espécie possui modificação das folhas da fase juvenil para adulta, no mesmo ramo. Quando ocorre o engrossamento dos ramos laterais aéreos formam-se sicônios com flores masculinas e femininas no seu interior. HARTMANN et al.(1990) relatam que, para propagação da unha-de-gato, utilizam-se estacas com 10 a 13 cm de comprimento, na forma juvenil. O período do ano é muito importante pois favorece o processo. Estacas juvenis e maduras apresentam diferenças no enraizamento, sendo as primeiras consideradas mais fáceis de enraizar.

MATERIAL E MÉTODOS - O experimento foi conduzido na câmara de nebulização da área experimental do Departamento de Horticultura da ESALQ/USP, Piracicaba, nos meses de maio e junho, sendo os tratamentos compostos por: A - estacas apicais, com folha pequena; B - estacas maduras, com raízes aéreas e folhas grandes e C - estacas maduras, desprovidas de raízes. As estacas de 15 cm de comprimento foram inseridas, 1/2 de seu comprimento, em substrato de vermiculita média pura, em bandejas de isopor com células individuais.

RESULTADOS - As avaliações foram realizadas aos 40 dias da instalação, obtendo para os tratamentos A (estacas apicais) e B (estacas velhas com raíz aérea) 100% de estacas enraizadas, ficando o tratamento C (estacas velhas sem raíz aérea) com apenas 30% e apresentando raízes diminutas. Visualmente, o volume de raíz dos tratamentos A e B foram bastante superiores em relação ao C.

CONCLUSÕES - Nessas condições (época do ano, nebulização e substrato), para multiplicação da unha-de-gato, pode-se utilizar estacas apicais e estacas maduras com raízes aéreas.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA - HARTMANN, H.T.; KESTER, D.E. & DAVIS Jr, F.T. Plant propagation: principles and practices, 5 ed. Englewood Cliffs, Prentice Hall. 1990. 647 p.

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1Prof. Floricultura e Paisagismo, Deptº de Fitotecnia e Zootecnia, C.P. 95, CEP  45.100-000, Vitória da Conquista-BA. 2Instituto de Botânica. São Paulo-SP.
3Pós-Graduando em Fitotecnia, ESALQ/USP, C.P. 9, CEP 13.418-900, Piracicaba- SP.
4Prof. Deptº Horticultura, ESALQ/USP, C.P. 9, CEP 13.418-900, Piracicaba-SP.


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