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I- Introdução
II - Regiões Produtoras
III - Aspectos Econômicos
IV- Pesquisa e o Ensino em Floricultura
V - Considerações Finais
Floricultura no Brasil - Texto em Español
A floricultura, em seu
sentido amplo, abrange o cultivo de plantas ornamentais, desde flores de corte
e plantas envasadas, floríferas ou não, até a produção de sementes, bulbos e
mudas de árvores de grande porte. É um setor altamente competitivo, que exige a
utilização de tecnologias avançadas, profundo conhecimento técnico pelo
produtor e um sistema eficiente de distribuição e comercialização.
Embora presente no
cotidiano do brasileiro desde o final do século passado, a floricultura
nacional, até meados da década de 50, era pouco expressiva tanto econômica como
tecnologicamente, caracterizando-se como uma atividade paralela a outros
setores agrícolas. Os principais cultivos localizavam-se nas regiões próximas
às capitais do sudeste e sul do país, não tendo quase expressão no contexto da
agricultura nacional.
No início deste século a
floricultura constituía-se principalmente do cultivo de flores nos jardins e
quintais das residências, onde desempenhava função paisagística ou, quando
colhidas, empregadas na decoração de interiores. Destacava-se, nesta época no
Estado de São Paulo, a firma DIEBERGER, fundada em 1893, que embora praticando
a floricultura como atividade paralela à fruticultura, seu forte, formou outros
produtores de renome tais como os irmãos Boettcher, seus empregados até 1929
quando iniciaram seu próprio negócio, hoje a conhecida "Roselândia"
e, no Estado do Rio de Janeiro, o "Orquidário Binot", em petrópolis o
mais antigo do Brasil, existindo desde a época do Império.
Com a especulação
imobiliária, as chácaras e as grandes mansões foram sendo gradativamente
substituídas por conjuntos residenciais, privando parte da população da
possibilidade de cultivar flores para o seu consumo. Houve, desse modo a
necessidade de um suporte representado pelo cultivo em escala comercial de
plantas ornamentais diversas.
O pioneirismo da
iniciativa coube à colônia portuguesa. A princípio a produção era pequena e
visava abastecer o mercado em épocas definidas de intensa demanda como Dia das
Mães, Dias dos Namorados, Finados e Natal. Com a ocorrência dos fluxos
migratórios, assentamentos e diversificação das atividades dos imigrantes, a
floricultura passou à apresentar os primeiros sinais de organização e
crescimento. Papel preponderante tiveram os italianos, alemães e principalmente
os japoneses. Com a fundação, por imigrantes holandeses, da Cooperativa
Agropecuária Holambra, observou-se um novo e decisivo impulso.
Com o aumento da produção,
os sistemas de comercialização foram se alterando, organizando-se os primeiros
mercados.
Inicialmente os
produtos eram vendidos em barracões armados em praças como no Rio de Janeiro
(Centro) e São Paulo (Cantareira, Largo do Arouche, Praça Charles Miller) em
locais sem a mínima infra-estrutura. E começava a expedição de pequenas
quantidades de gladíolos, por meio ferroviário, a cidades cada vez mais
distantes e aumentando assim tanto a demanda como a distribuição.
Em 1969, com a inauguração
do Mercado de Flores na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo
(CEAGESP), começava a organização do comércio de flores e plantas ornamentais.
Nesse terminal, atualmente, as flores e plantas ornamentais são transacionadas
às terças e sextas-feiras.
Em 1972, com a organização
implantada pela Cooperativa Agropecuária Holambra, imprimiu-se uma
profissionalização ao comércio de plantas ornamentais, nessa época já bastante
diversificada: os grupos de produção e dos comerciantes emergidos dentro da
Cooperativa uniram-se na comercialização, ficando a produção sob a
responsabilidade de cada produtor.
Essa organização
refletiu-se no aprimoramento das atividades desenvolvidas pelos demais
produtores, de modo que o binômio quantidade produzida/qualidade do produto,
passou a ser melhor atendido.
A abertura do Veiling, na
Cooperativa Agropecuária Holambra, em 1991, sistema de comercialização moderno
e transparente, contribuiu para conduzir a floricultura nacional ao seu estádio
de desenvolvimento atual.
A floricultura brasileira vem se expandindo e colhendo
resultados positivos, mesmo em períodos de crise. Estima-se que a produção
nacional de flores movimenta ao redor de US$ 100 milhões anuais, com o consumo
interno absorvendo mais de 90% desse total e exportações no valor de US$ FOB
11,4 milhões em 1991.
Destacam-se, por ordem
decrescente de importância de produção, os Estados de São Paulo, Minas Gerais,
Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Pernambuco, Paraná e Goiás.
Nas demais unidades da federação, embora ocorram microclimas adequados ao
empreendimento, a horticultura ornamental é pouco desenvolvida, sendo a maior
parte das floríferas disponíveis no mercado provenientes de outras regiões.
Em São Paulo, a
floricultura, em 1968, era difundida em 37 municípios distribuídos pelas
regiões da própria capital, Sorocaba, Campinas, Ribeirão Preto e Vale do
Paraíba e explorada por aproximadamente 400 produtores. O Censo Agropecuário de
1980 (IBGE) mostrou a existência de 1613 produtores de flores e plantas ornamentais,
distribuídos em 219 municípios das 11 regiões Araçatuba (42), Barretos (06),
Bauru (25), Campinas (595), Marília (28), Presidente Prudente (24), Registro
(102), Ribeirão Preto (35), São José dos Campos (485), São José do Rio Preto
(22) e Sorocaba (249).
Atualmente estima-se que o
setor da floricultura envolve os interesses de 4.000 produtores de 2.500
logistas (1.500 só na cidade de São Paulo), sendo várias as associações de
Produtores organizados no Estado de São Paulo.
As principais espécies em cultivo nesse Estado podem
ser agrupadas da seguinte forma:
floríferas de corte: crisântemo, rosa, gipsofila, gradíolo, cravo,
estrelícia, lírio, margarida, antúrio, estatice, gérbera e outras;
floríferas envasadas: violeta africana, prímula, senécio, crisântemo,
begônia, antúrio, calceolária, ciclame, gloxínia, orquídeas e outras;
outras plantas envasadas: cactos, samambaias e aráceas ;
folhagens: marantáceas, aráceas, acantáceas, pteridófitas;
arbustos: ericáceas, teáceas, rosáceas, rubiáceas;
forrações: gramíneas, liliáceas, solanáceas;
palmeiras: Syagrus, Chrysalidocarpus, Washingtonia, Euterpe;
arbóreas: leguminosas, bignoniáceas, mirtáceas, coníferas e
outras.
As espécies de
flores comercializadas na Holambra, atualmente, são:
plantas verdes: areca bambu, árvore da felicidade, asplenium,
avenca, clorofito, diefembachia, dracena, hera sinécio, ficus, fitônia, gibóia,
leia rubra, musgo, palmeira, peperônia, palmeira phoenix, philodendro,
platicerium, polipodium, renda portuguesa, sheflera, samambaia, singônio,
suculentas (cactus);
flores de corte: antúrio, arfobia, ageranthum, angélica, ammi majus,
áster, alstroemeria, aspargus, boca-de-leão, branquinha, crisântemo, crisântemo
mini, gradíolo, gloriosa, gypsofila, helicônia, íris, lisianthus, lírio,
perpétua, celósia cristata, carioquinha, cybidium, denphalaenopsis, estrela
dalva, estrelítzia, gérbera mini, gérbera, phalaenopsis, rosas, rosas mini,
solidago, solidaster, statice, trachelium;
plantas com flor: antúrio, amarílis, achinanthus, azaléia, begônia,
bromélias, cyclame, crisântemo, crisântemo mini, columéia, crossandra, phalaenopsis,
flor-de-maio, gérbera, hyacintos, ixoria, ixoria mini, impatiens, kalanchoe,
kalanchoe mini, lágrima-de-cristo, lírio, poisetia, rabo-de-gato, rosa mini,
sphatyphilium (lírio-da-paz), violeta africana e violeta mini.
Em Minas Gerais, a
floricultura foi localizada nas regiões de Barbacena, Juiz de Fora, São João
Del Rei, Belo Horizonte, Congonhas, Mateus Leme, Sete Lagoas e Diamantina,
expandiu-se para Ituiutaba, Uberaba, Uberlândia, Viçosa, Pato de Minas,
Paracatu, Teófilo Otoni, Governador Valadares, Montes Claros, e pricipalmente
Poços de Caldas, Alfenas, Itajubá, Lavras, Pouso Alegre, Munhoz, Andradas,
Florestal, Juatuba, entre outras, sendo praticada por 342 produtores, em 1987,
demonstrando um razoável crescimento em relação a semelhante avaliação efetuada
em 1979, quando se constatou a existência de 179 produtores dispersos em uma
área de 120 ha.
Nesse Estado, a floricultura de corte tem nas rosas a
sua exploração principal, sendo em menor escala o crisântemo, o cravo, o áster,
o gladíolo e produtos de floricultura silvestre. Entre as demais plantas
ornamentais destacam-se alguns arbustos (azaléias, primaveras e dracenas,
folhagens (aráceas), plantas envasadas (violeta africana) e samambaia) e
espécies arbóreas (bignoniáceas, melastomatáceas e leguminosas, pricipalmente).
No total são comercialmente exploradas 120 diferentes plantas ornamentais.
No Estado do Rio de
Janeiro, a produção está localizada próximo à capital, nas
circunvizinhanças de Volta Redonda e Barra Mansa e pricipalmente na região
serrana, incluíndo os municípios de Petrópolis e Teresópolis. Dados específicos
sobre o setor não foram conseguidos mas sabe-se estar a floricultura carioca
embasada na produção de plantas ornamentais de origem tropical, como antúrio,
orquídeas, dracenas, bromélias e outras folhagens.
Em virtude da expansão
constatada na última década, o Rio Grande do Sul já pode ser considerado
o 4º Estado produtor brasileiro de flores e plantas ornamentais. Levantamentos
de 1987 mostram a existência de 270 floricultores no Estado, distribuídos por
102 municípios, embora mais de 50% dos viveiros gaúchos concentrem-se em apenas
11 municípios: São Sebastião do Caí, Monte Negro, Farroupilha, Porto Alegre,
Ibiaçá, Casca, Santiago, Passo Fundo, Feliz, Machadinho e Lageado. Os viveiros
sul-riograndenses podem ser divididos em duas categorias principais, de acordo
com a espécie mais frequentemente cultivada: os produtores de flores de corte
(crisântemo, rosa, gipsofila, cravo e flores campestres) e os produtores de
plantas para jardins (arbustos e árvores). São poucas as propriedades que se
dedicam à produção de plantas para vasos. Também não foram encontradas
referências sobre a área ocupada pela atividade.
Nos demais Estados
produtores, a situação é semelhante, inexistindo levantamentos específicos
sobre o setor. Sabe-se que em Santa Catarina a floricultura encontra-se
implantada em regiões próximas a Florianópolis, Blumenau, Joinville, São Bento
do Sul, Biguaçu e Corupá, reunindo-se os principais viveiristas na Associação
dos Produtores de Plantas Ornamentais de Santa Catarina.
No Paraná
a floricultura é disseminada nas circunvizinhanças da capital do Estado.
A produção pernambucana
concentra-se nas regiões de Garanhuns, Gravatá, Barra de Guabiraba e Caruaru,
que apresentam adequação climática ao empreendimento. Os dados disponíveis
demonstram que a floricultura nesses locais, abrange uma área cultivada de 165
ha e envolve 108 produtores, sendo rosas, gladíolos, cravos e crisântemos nas
principais espécies cultivadas, por ordem de volume de produção.
Em Goiás, a
floricultura encontra-se em fase de implantação, nas proximidades de Goiânia, e
vem empregando tecnologia de produção altamente aprimorada, visando superar os
obstáculos correlatos às condições edafoclimáticas regionais.
SITUAÇÃO DA FLORICULTURA NO BRASIL
O mercado brasileiro de flores, no último triênio, apresentou crescimento de
23% ao ano, passando de US$700 milhões (valor no varejo) em 1995, para um valor
estimado em US$ 1,3 bilhões em 1998. Atualmente, a floricultura paulista ocupa
cerca de 60% do mercado nacional, movimentando valores em torno de US$ 800
milhões no varejo. A participação de cada segmento no mercado de flores está
estimada em 30% para a produção, 20% para a distribuição, 10% para os
acessórios e 40% para os pontos de venda. Estima-se que o valor total da
produção de flores no Estado de São Paulo, em 1998, esteja em torno de US$ 240
milhões.
Atualmente,
o gasto com flores per capita ao ano no Brasil é de US$ 6,00,
ainda muito baixo se comparado ao dos países desenvolvidos. Apesar de muito
baixo, este valor é o dobro do verificado em 1994. A Noruega, um dos países de
maior consumo de flores, gasta US$ 143,00 per capita ao ano. A diferença
entre o consumo brasileiro e o de outros países desenvolvidos permite inferir
que há um imenso potencial de mercado de flores ainda inexplorado no Brasil.
(Tabela 1)
Tabela 1- Gastos per capita ano com flores no Brasil e outros países do Mundo, em 1994 e 1998 (em US$)
|
País |
Consumo per capita ao ano |
|
|
1994 |
1998 |
|
|
Noruega |
137,00 |
143,00 |
|
Alemanha |
90,00 |
137,00 |
|
Estados Unidos |
43,00 |
36,00 |
|
Argentina |
25,00 |
25,00 |
|
Brasil |
3,00 |
6,00 |
Fonte:
Elaborada a partir dos dados de Gazeta Mercantil, 1994 e 1998.
Historicamente, o balanço de importação e exportação brasileiras de plantas
vivas e produtos de floricultura foi superavitário. No período 1992-98, o pico
da exportação brasileira nessa categoria ocorreu em 1995, com valor de US$ 13,9
milhões, enququanto a importação representou US$ 5,3 milhões. Considerando o
período de janeiro/1992 a junho/1998, a relação entre os valores de importação
e exportação foi 31%. Esta relação, que em 1992 foi de 6%, evoluiu rapidamente
para 56%, 54% e 63% em 1996, 1997 e 1998 (até junho), respectivamente,
mostrando a participação crescente da importação no balanço comercial.(Tabela
2)
Tabela 2 -Importação e Exportação Brasileiras de Plantas Vivas e Produtos de Floricultura, 1992-98
|
Período |
Importação |
Exportação |
Imp./Exp. |
||
|
US$ FOB (a) |
kg |
US$ FOB (b) |
kg |
(a)/(b) % |
|
|
1992 |
658.744 |
231.283 |
11.706.193 |
3.524.684 |
6% |
|
1993 |
978.502 |
249.275 |
13.221.437 |
5.113.512 |
7% |
|
1994 |
1.781.228 |
397.366 |
12.634.964 |
4.485.564 |
14% |
|
1995 |
5.311.569 |
834.696 |
13.903.748 |
3.509.764 |
38% |
|
1996 |
6.638.525 |
1.346.237 |
11.855.354 |
3.154.258 |
56% |
|
1997 |
5.944.382 |
1.374.644 |
11.004.990 |
3.617.816 |
54% |
|
1998* |
3.666.372 |
834.543 |
5.825.960 |
1.622.987 |
63% |
|
Total |
24.979.322 |
5.268.044 |
80.152.646 |
25.028.585 |
31% |
* Janeiro a junho.
Fonte: SECEX/DECEX.
A análise dos valores do comércio exterior brasileiro de flores frescas para
buquês e de flores secas em 1996 e em 1997, indica que as flores frescas
representam 40 a 50% da importação total de plantas vivas e produtos de
floricultura, atingindo em 1996 e 1997, US$ 2,6 milhões e US$ 3,1 milhões,
respectivamente. Por outro lado, as exportações brasileiras de flores frescas,
no mesmo período, foram de US$ 420 mil e US$ 262 mil, indicando grande
desequilíbrio no balanço comercial das flores frescas. Ressalte-se, entretanto,
o valor de exportações de flores secas no mesmo período de US$ 1 milhão por
ano. (Tabela 3)
Tabela 3 - Valor da importação e exportação
de flores no Brasil, por categoria, 1996-97
(em US$ FOB)
|
Ano |
Valor de Importação |
Valor de Exportação |
Imp./Exp. (a)/(b) % |
|||
|
Flores frescas* |
Flores Secas** |
Flores frescas |
Flores secas |
Flores frescas |
Flores secas |
|
|
1997 |
2.461.220 |
425.659 |
420.416 |
1.157.418 |
585 |
37 |
|
1996 |
3.116.150 |
94.417 |
262.162 |
1.026.722 |
1189 |
9 |
|
Total |
5.577.370 |
520.076 |
682.578 |
2.184.140 |
817 |
24 |
* Flores e seus botões, frescos, cortados para
buquês
** Flores e seus botões, secos, etc. cortados
Fonte: Elaborada a partir dos dados de SECEX/DECEX.
A estrutura de produção de flores no Estado de São Paulo pode ser vislumbrada
através dos dados oriundos do Levantamento Censitário de Unidades de Produção Agrícola
do Estado de São Paulo (LUPA) 1995/96. O Censo acusou a existência de 1.214
Unidades de Produção Agropecuária (UPAs) cultivando flores em 1995, sendo os
Escritórios de Desenvolvimento Rural (EDRs) que concentram maior número de
UPAs, os de Mogi das Cruzes (259 UPAs), Bragança Paulista (238 UPAs), Mogi
Mirim (156 UPAs), São Paulo (130 UPAs) e Sorocaba (107 UPAs). Considerando o
conceito de área homogênea (AH) utilizado no LUPA, como "um conjunto de
talhões com as mesmas características produtivas (os talhões podem não ser
contíguos, mas devem estar dentro do mesmo imóvel rural)", o Estado de São
Paulo apresentava, ao todo, 1.839 áreas homogêneas cultivadas com flores.
Excetuando a categoria outras flores, que engloba todas as espécies ornamentais
cultivadas que não sejam antúrio, branquinha, cravo, gradíolo, lírio,
margarida, rosa e violeta africana, a categoria de flores com maior número de
áreas homogêneas são: rosa (385 AHs), crisântemo (237 AHs), branquinha (89 AHs)
e violeta africana (70 AHs). (Tabela 4)
Tabela 4 - Número de Áreas Homogêneas (AH) por Flor e
Número de Unidade de
Produção Agropecuária (UPA) com Flores, por
Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR), no Estado de São Paulo, 1995/96*
|
EDR |
Antúrio |
Branquinha |
Cravo |
Crisântemo |
Gradíolo |
Lírio |
Margarida |
Outras Flores |
Rosa |
Violeta Africana |
UPAs por EDR |
|
Andradina |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
- |
- |
1 |
|
Araçatuba |
- |
- |
- |
2 |
- |
- |
1 |
- |
- |
- |
3 |
|
Araraquara |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
- |
1 |
|
Assis |
- |
2 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
2 |
|
Avaré |
- |
- |
- |
7 |
- |
- |
2 |
3 |
2 |
- |
12 |
|
Barretos |
- |
- |
1 |
- |
- |
- |
- |
1 |
- |
- |
2 |
|
Bauru |
- |
- |
- |
1 |
- |
- |
- |
1 |
1 |
- |
2 |
|
Bragança Paulista |
- |
33 |
2 |
93 |
2 |
5 |
- |
56 |
184 |
3 |
238 |
|
Campinas |
- |
1 |
- |
7 |
- |
5 |
1 |
55 |
13 |
1 |
70 |
|
Catanduva |
- |
- |
- |
2 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
2 |
|
Dracena |
- |
11 |
- |
- |
- |
- |
1 |
- |
- |
1 |
13 |
|
Fernandópolis |
- |
- |
- |
1 |
- |
- |
- |
1 |
- |
- |
2 |
|
Franca |
- |
1 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
|
Guaratinguetá |
1 |
- |
- |
1 |
- |
- |
- |
2 |
1 |
1 |
4 |
|
Itapetininga |
1 |
8 |
1 |
3 |
- |
- |
- |
4 |
2 |
- |
18 |
|
Itapeva |
- |
2 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
3 |
|
Jales |
- |
1 |
- |
1 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
2 |
|
Jaú |
1 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
|
Limeira |
- |
- |
- |
6 |
- |
- |
- |
7 |
2 |
- |
14 |
|
Lins |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
- |
1 |
|
Marília |
- |
- |
- |
1 |
- |
- |
1 |
1 |
1 |
1 |
5 |
|
Mogi das Cruzes |
2 |
3 |
5 |
29 |
- |
1 |
2 |
283 |
89 |
8 |
259 |
|
Mogi Mirim |
2 |
- |
1 |
31 |
1 |
2 |
- |
163 |
60 |
53 |
156 |
|
Orlandia |
- |
3 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
3 |
|
Ourinhos |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
- |
- |
1 |
|
Pindamonhagaba |
3 |
1 |
8 |
14 |
1 |
2 |
- |
78 |
16 |
- |
65 |
|
Piracicaba |
- |
1 |
- |
1 |
- |
- |
1 |
- |
- |
- |
3 |
|
Presidente Prudente |
- |
1 |
1 |
1 |
- |
- |
- |
2 |
- |
- |
4 |
|
Presidente Venceslau |
- |
1 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
|
Registro |
12 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
52 |
- |
- |
60 |
|
Ribeirão Preto |
- |
2 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
- |
3 |
|
São João da Boa Vista |
- |
4 |
- |
- |
2 |
1 |
- |
2 |
5 |
- |
13 |
|
São José do Rio Preto |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
2 |
- |
3 |
|
São Paulo |
- |
2 |
3 |
17 |
- |
5 |
- |
161 |
2 |
- |
130 |
|
Sorocaba |
- |
9 |
1 |
17 |
- |
- |
4 |
93 |
2 |
1 |
107 |
|
Tupã |
- |
2 |
- |
2 |
- |
- |
4 |
- |
- |
- |
7 |
|
Votuporanga |
- |
1 |
- |
- |
- |
- |
- |
1 |
- |
- |
2 |
|
|
|
|
|
|
Total de UPAs no Estado de São Paulo |
1.214 |
|||||
|
AH por Flor |
22 |
89 |
23 |
237 |
6 |
21 |
17 |
969 |
385 |
70 |
|
|
|
|
|
|
|
Total de AHs no Estado de São Paulo |
1.839 |
|
||||
* Dados Preliminares
Fonte: Elaborada a partir de dados não publicados do Levantamento Censitário de
Unidades de
Produção Agrícola
do Estado de São Paulo (LUPA) 1995/96.
Em termos de área cultivada, a floricultura ocupa 5.165,6 hectares, sendo
2.180,7 ha ocupadas pela categoria outras flores. Em seguida, a de maior área
cultivada é a branquinha (1.173,6 ha), vindo a seguir a rosa (984,0 ha) e o
crisântemo (498,9 ha). Os EDRs com maiores áreas de cultivo de ornamentais são:
Bragança Paulista (876,5 ha), Mogi das Cruzes (751,5 ha), Mogi Mirim (483,9 ha)
e São Paulo ( 446,2 ha). (Tabela 5).
Tabela 5 - Área Cultivada com Flores, por Escritório de Desenvolvimento Rural (EDR), por tipo, em hectares, no Estado de São Paulo, 1995/96*
(em ha)
|
EDR |
Antúrio |
Branquinha |
Cravo |
Crisântemo |
Gradíolo |
Lírio |
Margarida |
Outras Flores |
Rosa |
Violeta Africana |
Total |
|
Andradina |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1,2 |
- |
- |
1,2 |
|
Araçatuba |
- |
- |
- |
1,4 |
- |
- |
1,2 |
- |
- |
- |
2,6 |
|
Araraquara |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1,0 |
- |
1,0 |
|
Assis |
- |
75,0 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
75,0 |
|
Avaré |
- |
- |
- |
73,9 |
- |
- |
0,7 |
4,2 |
9,0 |
- |
87,8 |
|
Barretos |
- |
- |
0,4 |
- |
- |
- |
- |
0,7 |
- |
- |
1,1 |
|
Bauru |
- |
- |
- |
3,0 |
- |
- |
- |
1,0 |
1,5 |
- |
5,5 |
|
Bragança Paulista |
- |
40,6 |
3,2 |
132,7 |
2,0 |
22,9 |
- |
170,8 |
502,5 |
1,8 |
876,5 |
|
Campinas |
- |
0,2 |
- |
41,8 |
- |
6,1 |
0,8 |
143,7 |
23,2 |
1,2 |
217,0 |
|
Catanduva |
- |
- |
- |
0,6 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
0,6 |
|
Dracena |
- |
346,0 |
- |
- |
- |
- |
0,5 |
- |
- |
2,4 |
348,9 |
|
Fernandópolis |
- |
- |
- |
0,1 |
- |
- |
- |
0,1 |
- |
- |
0,2 |
|
Franca |
- |
58,8 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
58,8 |
|
Guaratinguetá |
2,0 |
- |
- |
0,1 |
- |
- |
- |
40,0 |
0,1 |
0,1 |
42,3 |
|
Itapetininga |
36,3 |
206,8 |
0,5 |
3,6 |
- |
- |
- |
11,2 |
4,0 |
- |
262,4 |
|
Itapeva |
- |
7,4 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
8,4 |
15,8 |
|
Jales |
- |
1,4 |
- |
0,2 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1,6 |
|
Jaú |
2,4 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
2,4 |
|
Limeira |
- |
- |
- |
18,5 |
- |
- |
- |
17,3 |
1,2 |
- |
37,0 |
|
Lins |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
2,0 |
- |
2,0 |
|
Marília |
- |
- |
- |
0,2 |
- |
- |
0,2 |
0,1 |
0,2 |
0,3 |
1,0 |
|
Mogi das Cruzes |
9,1 |
4,6 |
12,5 |
81,8 |
- |
3,6 |
1,3 |
447,7 |
169,6 |
21,3 |
751,5 |
|
Mogi Mirim |
0,9 |
- |
0,5 |
61,4 |
5,0 |
0,7 |
- |
218,1 |
166,6 |
30,7 |
483,9 |
|
Orlandia |
- |
63,5 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
63,5 |
|
Ourinhos |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
0,1 |
- |
- |
0,1 |
|
Pindamonhagaba |
1,8 |
2,0 |
7,1 |
5,3 |
12,1 |
0,4 |
- |
86,4 |
38,0 |
- |
153,1 |
|
Piracicaba |
- |
9,7 |
- |
1,2 |
- |
- |
0,1 |
- |
- |
- |
11,0 |
|
Presidente Prudente |
- |
7,2 |
0,1 |
0,1 |
- |
- |
- |
5,2 |
- |
- |
12,6 |
|
Presidente Venceslau |
- |
3,6 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
3,6 |
|
Registro |
35,9 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
384,3 |
- |
- |
420,2 |
|
Ribeirão Preto |
- |
21,0 |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
0,1 |
- |
21,1 |
|
São João da Boa Vista |
- |
25,5 |
- |
- |
72,2 |
2,4 |
- |
3,0 |
50,5 |
- |
153,6 |
|
São José do Rio Preto |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
- |
1,0 |
0,7 |
- |
1,7 |
|
São Paulo |
- |
10,5 |
5,5 |
38,5 |
- |
1,4 |
- |
387,3 |
3,0 |
- |
446,2 |
|
Sorocaba |
- |
19,7 |
2,5 |
34,2 |
- |
- |
2,8 |
256,3 |
10,8 |
1,0 |
327,3 |
|
Tupã |
- |
39,9 |
- |
0,3 |
- |
- |
4,1 |
- |
- |
- |
44,3 |
|
Votuporanga |
- |
230,2 |
- |
- |
- |
- |
- |
1,0 |
- |
- |
231,2 |
|
Total |
88,4 |
1.173,6 |
32,3 |
498,9 |
91,3 |
37,5 |
11,7 |
2.180,7 |
984,0 |
67,2 |
5.165,6 |
* Dados Preliminares
Fonte: Elaborada a partir de dados não publicados do Levantamento Censitário de
Unidades de
Produção Agrícola
do Estado de São Paulo (LUPA) 1995/96.
Finalmente, os números elevados tanto de UPAs como de área cultivada com a
categoria "outras flores" no Paulo indicam diversidade no tipo de
ornamentais cultivadas e diversificação da exploração no Estado de São Paulo,
fruto de vocações regionais na produção agrícola.
IV - PESQUISA E O ENSINO
EM FLORICULTURA
Em função da floricultura
no Brasil Ter sido durante muito tempo desenvolvida paralelamente a outros
setores agrícolas, e muitas vezes ser considerada como destinada à
"produção de material supérfluo", a pesquisa nacional tem se mostrado
tarefa bastante árdua. Há dificuldade em se encontrar bom material
bibliográfico para consultas e estudos, pois a literatura nacional, é quase
nula, especialmente no que diz respeito às práticas culturais.
Atualmente a maior parte
da pesquisa é realizada no Estado de São Paulo, nas Instituições Científicas e
Universidades, enquanto que nos demais Estados a sua quase totalidade é
desenvolvida nas Universidades.
O Instituto Agronômico de
Campinas, da Secretaria de Agricultura, atua nas áreas de introdução, seleção e
Melhoramento Vegetal, Técnicas Culturais, Fisiologia Vegetal, Tecnologia
Pós-Colheita e Utilização de Plantas Ornamentais em Paisagismo. Mantém o
Complexo Monjolinho, que funciona como banco de germoplasma de ornamentais. Ao
Instituto Biológico, também da Secretaria de Agricultura, compete os estudos de
Fitossanidade. Também da mesma Secretaria, o Instituto de Economia Agrícola
tem-se mostrado inconsistente e sem continuidade no trabalho, haja visto que,
atualmente os únicos dados disponíveis sobre comércio interno e externo são
fornecidos pela Cooperativa Holambra.
Já da Secretaria do Meio
Ambiente, o instituto Florestal tinha como uma de suas linhas de pesquisa o
estudo de árvores ornamentais, mas atualmente nada é feito. O Instituto de
Botânica, que mantém o jardim Botânico de São Paulo, concentra seus estudos em
espécies nativas, buscando novas opções para a floricultura e paisagismo. De
suas Reservas biológicas, espécies nativas com potencial ornamental são
selecionadas, e estudos feitos visando o conhecimento de sua biologia e
possibilidade de utilização em jardinagem, reflorestamento, paisagismo, etc..
Estão sendo trabalhadas espécies de Gesneriáceas, Cactáceas, Palmáceas,
Bromeliáceas, Aráceas, Amarilidáceas, etc., com especial destaque para as
orquídeas.
O ensino, principal
responsável pela capacitação de profissionais especializados, requisitados por
esse campo de trabalho, teve um grande incentivo a partir de 1986, através da
Portaria do Ministério da Educação que estabeleceu a obrigatoriedade da
inclusão da disciplina "Floricultura" no currículo mínimo das
Faculdades de Agronomia do país.
Nas Universidades paulistas, disciplinas voltadas à
floricultura e/ou paisagismo tem sido ministradas e teses orientadas:
USP – ESALQ
UNESP – Campus de Jaboticabal
UNESP – Campus de Botucatu
UNESP – Campus de Ilha Solteira
UNICAMP – começa à nível de Pós-Graduação uma disciplina
voltada à Pós-Colheita.
No Estado de Minas Gerais,
a Universidade Federal de Viçosa foi a primeira Escola a ministrar Curso de
Pós-Graduação em Floricultura.
Em Pernambuco, Bahia e
Goiás também são oferecidas disciplinas, sendo que nesta última as pesquisas
tem-se concentrado em espécies do cerrado, enquanto que no Paraná a área de
produção de sementes de ornamentais tem sido enfatizada.
O Rio Grande do Sul também
tem procurado ampliar a formação de profissionais na área.
Pelo exposto, as pesquisas
brasileiras em floricultura visam a solução dos problemas referentes ao cultivo
de espécies com grande potencial comercial sobre as quais, em sua maioria,
existem insuficientes informações quanto a adequação de tecnologias de
produção. Esta vem sendo dirigida fundamentalmente às plantas ornamentais de
origem tropical criando-se opções ao comércio e explorando as suas perspectivas
de crescimento.
E a necessidade de se
congregar o grupo pequeno e disperso de técnicos que em tempo parcial ou
integral, dedicava-se à pesquisa na área, fez surgir, em 1979, a Sociedade
Brasileira de Floricultura e Plantas Ornamentais, que tem como seus associados
pesquisadores, técnicos, produtores, estudantes, floristas e demais
interessados no setor. A Sociedade tem promovido Congressos, Encontros e
Reuniões.
A criação, através da
Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, da Câmara Setorial
de Flores e Plantas Ornamentais, em 25 de fevereiro de 1992, congregando a
iniciativa privada, representantes das instituições oficiais de ensino,
pesquisa e extensão e representantes de agentes financeiros, marcou o início da
organização de todo o setor da floricultura. É uma espécie de fórum permanente,
que estuda e discute os problemas referentes à floricultura de modo geral. Essa
Câmara, criada para viabilizar o desenvolvimento da floricultura no estado,
abrange a produção, comercialização interna, exportação, pesquisa, assistência
técnica, serviços e insumos, tem ampliado seu raio de ação, incentivando os
demais Estados a fazer o mesmo, já alcançando resultados positivos no Paraná,
Pernambuco, Goiás e Santa Catarina.
Encontros Nacionais, como
o 1º Simpósio Brasileiro de Floricultura e Plantas Ornamentais, acontecido em
Maringá-PR, em outubro/92, considerado por profissionais do setor como o maior
encontro a nível da América Latina já realizado, ou o I Encontro Sul-Brasileiro
de Floricultura, ocorrido na cidade de Joinville-SC em abril/1993, tem mostrado
o potencial do setor. Neste último, programado para discutir
Pesquisa/Produção/Comércio, resultou na definição das ações do FRUPEX, ligado
ao Ministério da Agricultura, Secretaria do Desenvolvimento Rural, que até
então atendia somente a fruticultura, estendeu-se às hortaliças e plantas
ornamentais, passando a denominar-se Programa de Apoio à Produção e Exportação
de Frutas, Hortaliças e Plantas Ornamentais.
A exemplo de São Paulo,
Câmaras Setoriais começam a ser criadas em outros Estados como Paraná,
Pernambuco, Goiás, Santa Catarina.
A criação dessas Câmaras
tem mostrado a importância de se trabalhar de forma organizada r harmoniosa,
colocando o interesse coletivo acima de qualquer interesse individual, buscando
o crescimento do Setor da Floricultura. Há a reivindicação de se criar Câmara
Setorial á nível de Ministério da Agricultura, em Brasília, envolvendo assim o
governo federal.
Os resultados também tem
sido alcançados nas reuniões mensais da Câmara Setorial de São Paulo, o que
abre boas pespectivas para o setor:
·
proposta de
transformação do Colégio Técnico Agrícola de Jundiaí – SP em Escola voltada à
formação de Técnicos Agrícolas para Floricultura;
·
Novos pólos de
comercialização:
·
Mercado de Flores no
Ceasa-Campinas, inaugurado em 05/08/93;
·
CRAISA (Companhia
Regional de Abastecimento de Santo André) – colocou-se à disposição para
viabilizar a transferência da comercialização dos produtos do CEAGESP para
aquele município;
·
implantação de um
sistema parecido com a Bolsa Mercantil e Futuro: a Bolsa de Flores de São
Paulo, que abrangeria os pequenos lojistas, que teriam uma área de 6.000 m do
Mercado municipal de Vila Maria, São Paulo, para efetuar suas compras, no
estilo "Makro", e os atacadistas, através de vídeo-texto em
quantidades e cotação diária, passível de ser acessado pelos compradores. A
mercadoria seria retirada por caminhões da Bolsa, direto do produtor, ou
através de corretores – isso acarretaria possibilidades de um aumento
significativo da comercialização;
·
visando o Código do
Consumidor, deverá entrar em uso a etiqueta de identificação e classificação do
produto, iniciando-se pela Cooperativa Holambra (faltam ainda alguns critérios
como padronização e validade do produto);
·
designição do
CEASA-Campinas para efetuar os levantamentos de estatísticas de
comercialização, pois o CEAGESP – São Paulo deixou de faze-los.
·
privatização do CEAGESP
ainda no Governo Fleury, e
·
reivindicação de
levantamentos dos produtores e produtos da floricultura e postos de venda.
Outro ponto que demonstra
o potencial de crescimento do setor é a aproximação do produtor com o
pesquisador: o produtor convenceu-se da necessidade de tecnologias adaptadas às
condições edafoclimáticas brasileiras, propondo, inclusive, dentro das
Associações constituídas, a construção de um Centro de Pesquisas e
Distribuição, visando a maior eficiência no desenvolvimento de novos tipos de
flores, produtos mais resistentes, melhoria nos sistemas de adubação, irrigação
e fertilização do solo. É o produtor deixando de ser imediatista e apostando na
pesquisa e no desenvolvimento.
Diante disso, a pesquisa
em plantas ornamentais deve Ter uma evolução mais direta ao produtor. Embora ainda
sejam poucos os investimentos tanto em produção como em pesquisa,
principalmente visando o desenvolvimento de tecnologia que permita a
implantação do cultivo comercial de plantas tropicais, este pouco investimento
já tem refletido na geração de muitas tecnologias e produção de tal forma que,
apesar de aquém do necessário, o Brasil já detém uma das maiores parcelas do
conhecimento disponível em floricultura tropical. O FRUPEX também já está
mostrando resultados: está apoiando o subprograma Fitossanidade, em fase de
implantação, em São Paulo, que além do controle de pragas e doenças de flores,
frutas e hortaliças, também inclui o seu monitoramento, além de treinamento de
pessoal, sistematização de informações e a formação de redes de laboratório
para diagnóstico e edições de manuais fitossanitários. A formação de um Grupo
de Trabalho em Manejo Integrado, e a revisão da Legislação Fitossanitária
também faz parte do subprograma.
Logo, a hora da
floricultura e AGORA. Ela está deixando de ser um trabalho de diletantismo,
crescendo tanto no referente à produção, como ao ensino e pesquisa. Estamos
começando a formar uma tradição de Floricultura Brasileira, com alternativas e
oportunidades tanto para os produtores, atacadistas/distribuidores, floristas
como para os supermercados.
O MERCOSUL aí está, senão
como uma nova oportunidade de Comércio mas servindo como vitrine para os
Mercados Europeus.
Autoria:Dra. Rosiris
Bergemann de Aguiar Silveira (1993) - SBFPO
Adaptação: Prof. Alcebíades Rebouças São José - UESB