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BEGÔNIA
BICO-DE-PAPAGAIO
CALCEOLÁRIA
CRISÂNTEMO
GERÂNIO
KALANCHOE
VIOLETA AFRICANA
Em plantas, assim como nos animais, muitos processos bioquímicos e fisiológicos são controlados por hormônios. Os hormônios são produzidos em um sítio da planta e translocado para outros sítios para alterar o crescimento e desenvolvimento. O hormônio natural e outros materiais são essencialmente "mensageiros químicos", influenciando em muitas partes no desenvolvimento da planta (HARTMANN et. al. 1988).
Uma distinção pode ser feita entre os termos hormônio vegetal e reguladores de crescimento. O hormônio vegetal é uma substância natural produzida pela própria planta. Hormônios sintetizados quimicamente, provocam reações similares àquelas causadas pelos naturais. Os cinco grupos de hormônios naturais de plantas conhecidos são: auxinas (IAA, IBA, ANA,) giberelinas (GAs em várias formas), citocininas (Zeatina, Cinetina, 6-BA), etileno (Etephon) e ácido abscísico (ABA). Reguladores de crescimento ou reguladores vegetais, inclui a forma natural ou sintética que quando aplicados em plantas influenciam no seu crescimento e desenvolvimento.
Plantas de vaso desenvolvidas em casa de vegetação, muitas vezes tornam-se robustas, com tamanho maior que o desejado. É possível conseguir plantas com tamanho adequado com auxílio de reguladores químicos, visando o redução do crescimento excessivo de seus internódios. O tratamento de muitas plantas, pode ser realizado via foliar ou solo, com produtos como: daminoside (nome comercial: SADH, Alar-85, B-nine e Kilar em outros países); chlormequat (Cycocel); ancymidol (A-rest); paclobutrazol (Bonzi); uniconazole (Sumagic) e hidrazida maleica (MH-30) durante a fase de rápido crescimento vegetativo ou mesmo logo após o início do florescimento, quando estas estão no tamanho limite da altura das plantas. Plantas de vaso como crisântemos, bico-de-papagaio, kalanchoe, azaléia, gerânio, begônia, calceolária e outras espécies, podem ser tratadas com esses reguladores vegetais (HARTMANN et. al. 1988; HERTWIG, 1977).
Esses produtos químicos sintéticos são frequentemente usados na produção de flores de vaso. Atuam dentro da planta na redução da produção natural de giberelina, modificando sua morfologia, obtendo plantas pequenas. Outros químicos que reduzem o tamanho de plantas interferem no desenvolvimento do meristema apical, interferindo no florescimento normal. Os retardadores de crescimento afetam a formação de células e a elongação do internódio abaixo do meristema, assim plantas curtas são obtidas com o desenvolvimento de flores normais. Esses retardantes são frequentemente referidos como antigiberelinas. Seus resultados na aplicação são opostos aos da giberelina nas plantas. Comprimento de internódios são reduzidos, contudo o número de internódios não é normalmente afetado. Além disso, as folhas são menores e ficam com um verde mais forte. Contudo, todos retardantes de crescimento tem uma ação similar dentro da planta, com poucas diferenças em resposta na produção. As reações para essas diferenças não são claramente compreendidas (BARRET, 1992).
2. PRODUTOS COMERCIAIS.
Os produtos que serão descritos a seguir, classificados como reguladores vegetais, foram descritos por BARRET (1992).
B-nine é o nome comercial do daminozide e é aplicado somente via foliar. Não é ativo quando aplicado no substrato do vaso da planta, sendo desativado rapidamente. É muito móvel em todas as partes da planta após aplicação. A concentração de B-nine em pulverização é geralmente de 1.250 a 5.000 ppm. B-nine é efetivo em muitas produções comerciais, contudo, para algumas aplicações poderá ter pouco efeito. Espécies como amor-perfeito, impatiens, gerânio, lírios, dentre outras são pouco afetadas pelo B-nine.
O efeito do B-nine depende de alguns fatores como: idade da planta e temperatura. Mudas em bandejas podem ser tratadas com B-nine. Apresenta alto efeito em plantas cultivadas em regiões frias, podendo ter algum efeito em impatiens e amor-perfeito. Em regiões de alta temperatura possui efeito muito baixo.
Cycocel é o nome comercial do chlormequat. É um produto que pode ser amplamente usado como regulador de crescimento na agricultura. Foi utilizado primeiramente em bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima Willd), azaléas (Rhododendron sp.), gerânio (Pelargonium zonale) e Hibiscus sp. O Cycocel é, freqüentemente, utilizado em pulverizações na concentração de 1.000 a 3.000 ppm, exceto em Hibiscus que é utilizada concentração de 200 a 600 ppm. É muito efetivo quando aplicado no substrato, geralmente a 3.000 ppm. Pulverização de Cycocel quase sempre causa fitotoxidade, como manchas cloróticas. Este efeito normalmente é evidente em folhas que estão em expansão. Os sintomas aparecem em 3 a 5 dias e é devido a danos nos cloroplastos, a clorofila contém segmentos de células. Aplicação direta no substrato não provoca fitotoxidade.
Em alguns casos, como em bico-de-papagaio, utiliza-se a mistura de tanque de B-nine e Cycocel. Essa mistura ocasiona um efeito sinérgico, e pode ser melhor que aplicação isolada de um só produto. Este efeito ocorre devido a ação do produto afetando levemente as etapas de produção do GA na planta.
Doses baixas desses produtos podem ser usadas, as quais podem ser importante na redução da fitotoxidade causada pelo Cycocel. A mistura de tanque B-nine-Cycocel é benéfico somente quando a planta for sensível à fitotoxidade para ambos produtos.
A-rest, ou ancymidol é mais efetivo que Cycocel ou B-nine, para a maioria das plantas, exceto para Impatiens (maria-sem-vergonha). Esse produto é móvel em toda planta e pode ser aplicado como pulverização ou aplicado no substrato do vaso. Concentrações entre 10 e 200 ppm é recomendada nas pulverizações, e no substrato 0,15 a 0,5 mg por vaso de 15 cm. O A-rest é utilizado, geralmente, para redução do crescimento de bulbosas, principalmente lírios e tulipas. A-rest é um produto considerado muito efetivo, contudo, é limitado seu uso devido ao alto custo.
Pulverização com A-rest pode ocasionar fitotoxidade, originando manchas necróticas nas folhas e nas margens das folhas. Isso é bem evidente quando se faz pulverização sob altas temperaturas (acima de 21ºC). Esses sintomas não são observados em bulbosas, contudo são observados em plantas novas em bandejas. Bico-de-papagaio, é particularmente, sensível à injúria pelo A-rest.
Bonzi é o nome comercial do paclobutrazol e Sumagic é o nome comercial do uniconazole. São dois produtos mais recentes em uso. Eles são um grupo de reguladores químicos da classe dos triazóis. São muito ativos e atua em quase todas as espécies de plantas.
Bonzi e Sumagic possuem algumas diferenças distintas dos outros retardadores. Eles não são prontamente móveis dentro da planta. São muito ativo quando aplicados no substrato, por serem absorvidos pelas raízes e translocados para parte apical, nas regiões de crescimento, onde são ativos. O transporte é via xilema, transportados pela água via raízes e levado para parte aérea via caule. Contudo não são móveis no floema. Assim, a absorção dos triazóis pelas folhas por meio de pulverização não é móvel fora do caule. São efetivos quando entram em contato com o caule em pulverização, caindo no xilema, sendo translocados para regiões de crescimento.
Bonzi, geralmente é usado na concentração variando de 2 a 90 ppm para várias espécies. A concentração ótima de Sumagic varia de 1 a 50 ppm. Amor-perfeito e gerânio estão entre as espécies sensíveis, porém o cravo é uma das espécies menos sensíveis. Begônia tuberosa são tão sensíveis que no rótulo do produto, vem especificado para ter cuidado com o uso de ambos produtos.
Esses dois produtos podem ser muito similares como reguladores, contudo apresentam diferenças na sua atividade, na planta. Sua absorção ocorre dentro de 2 a 4 horas para Bonzi e Sumagic para atingir o mesmo grau no controle da altura das plantas. Contudo, para algumas aplicações, há necessidade de doses maiores de Bonzi. Em liliáceas (lírios) de vaso e crisântemos deve-se aumentar a dosagem de Bonzi. Para crisântemos 45 a 90 ppm de Bonzi é recomendada e Sumagic apenas 5 a 10 ppm.
Esses reguladores (triazóis) possuem efeito de fungicida, assim como o fungicida Bayleton que é do grupo dos triazóis. Quando usado no controle de doenças, esses fungicidas resultam na redução do tamanho das plantas altamente sensíveis aos triazóis, como tomate e rosas em vaso.
3. CARACTERIZAÇÃO DE REGULADORES DE
CRESCIMENTO
O crescimento é definido como um aumento irreversível no tamanho e número de células, portanto o desenvolvimento é a transformação da aparência das diferentes células nos órgãos da planta. Baseado nessa definição, segundo KAUFMANN (1988), os reguladores vegetais podem ser divididos em três tipos:
Tipos de reguladores de crescimento:
1. tipo I
Supressão mitótica do crescimento e desenvolvimento.
ex. Hidrazina maleica.
2. tipo II
Elongação e inibição do crescimento pela giberelina.
ex. paclobutrazol, uniconazole.
3. tipo III
Inibidores da reprodução para preservar a vegetação.
4. APLICAÇÃO PRÁTICA DOS REGULADORES VEGETAIS.
AZALÉIA (Rhododendron simsii Planck)
PEDROTTI et al. (1987), utilizando o IBA (ácido indolbutírico) no enraizamento de estacas herbáceas de azaléa, testou as concentrações de 0, 250, 500 e 1000 ppm plantadas em areia lavada sob sistema de nebulização intermitente. Verificou-se que a melhor concentração de IBA foi a de 500 ppm para as estacas do tipo apical com seis folhas cortadas ao meio e apical com seis folhas inteiras. Para diferentes concentrações, as estacas tratadas com 500 ppm de IBA apresentaram maior produção. O melhor tipo de estaca foi do tratamento apical com seis folhas inteiras.
Na produção de azaléia como flor de vaso, os reguladores de crescimento mais utilizados são o cycocel (chlormequat) e o SAHD (daminoside), são pulverizados 6 semanas após o "pinch" pela manhã. O SAHD é aplicado na dosagem de 2.500 a 3.000 ppm e o CCC a 2.500 ppm duas vezes, após o "pinch", devendo a segunda aplicação ser realizada 1 semana após a primeira. O objetivo é produzir plantas mais compactas (HEINS, 1978).
Quando se deseja obter precocidade na floração e tamanho compacto, pode-se recorrer à aplicação de 0,1 a 0,2 g/planta de Phosphon-D via solo, cultivados a 18º C sob condições de dia longo, e após 3 a 4 meses com o aparecimento das gemas florais, muda-se o ambiente para dias curtos de 8 horas e temperatura de 10 a 13º C para estimular a floração por 8 a 10 semanas, e retorna-se ao ambiente natural onde a floração deverá ocorrer dentro de 4 a 8 semanas (Cathey, 1967 citado por YAMADA, 1992).
Plantas de azaléia tratadas com 1.000 ppm de GA em temperatura mínima de 16º C, obtém-se resultados significativos na uniformização da floração sem a necessidade de tratamento com baixa temperatura para as variedades "Hexe" e "Sweatheart Supreme". Quando foi feita a combinação de 100 a 500 ppm de GA e 100 ppm de cinetina aplicados na cultivar "Red Wing" em intervalos de 4 dias, preconizou-se a floração. A aplicação isolada de cinetina não causou alteração na floração, provavelmente a combinação desses produtos seja um caso de sinergismo (BOODELY & MADTARELA, 1958).
Visando o aumento de resistência às baixas temperaturas, plantas de azaléia das cultivares "Red wing, Alasca, Swetheart e Triumph foram tratadas com 2 aplicações de SAHD (daminoside) em concentrações de 1.515 ppm espaçadas em 37 dias e duas de CCC (2.260 ppm) em lotes diferentes provaram que após o tratamento com vernalização, as plantas com fitorreguladores foram resistentes ao frio conservando as folhas e tendo um índice de sobrevivência bem maior que as testemunhas (Rennix, 1964 citado por YAMADA, 1992).
Para begônia tuberhybrida, visado a redução da altura das plantas, normalmente aplica-se Cycocel em pulverização com 500 a 1.000 ppm. Contudo, sob altas concentrações as folhas podem sofrer um amarelecimento. Para evitar danos nas folhas, concentrações baixas (500 a 700 ppm) são mais recomendadas via aplicação foliar ou 2.500 a 5.000 ppm via aplicação no substrato por molhação. Recomenda-se aplicar quando as brotações laterais atingirem 4 a 5 cm de comprimento, seguido do "pinch" (KARLSSON, 1992).
B-nine (daminoside) tem sido testado para o controle da altura das plantas de begônia tuberosa. Aplicação foliar de 2.500 s 3.000 ppm desse produto não é efetivo, tendo ocasionado uma aceleração no florescimento (KARLSSON, 1992).
A aplicação de Cycocel a 0,08 M via foliar na irrigação, em plantas cultivadas sob temperatura de 21ºC e fotoperíodo de 24 horas, promoveu a floração precoce e maior número de flores. Produtos como Phosphon-D e SAHD não tiveram bons resultados, sendo que o SAHD provocou atraso no florescimento sob as mesmas condições na variedade "Mork Marina". O GA3 e o IAA aumentou a concentração de auxina em azaléias dando maior quantidade de flores femininas. O Cycocel (que inibe a síntese de giberelina), ocasionou um número maior de flores masculinas (HEIDE, 1989).
Plantas de Begonia semperflorens, propagadas por estacas apicais, foram cultivadas em areia, sob casa de vegetação, com noite interrompida por 4 horas de luz. Foram irrigadas e adubadas. O regulador Hokko-Alar 85 foi aplicado nas concentrações de 0, 1.000 e 2.000 ppm, via solo com 60 ml por planta ou via foliar, pulverizado com 0,1% de espalhante Extravon 200. O regulador reduziu todas as dimensões da planta, sendo a aplicação via solo mais efetiva que a foliar. A máxima redução da parte aérea foi medida na concentração de 200 ppm, aos 60 dias da aplicação. O caule teve redução de 21% no comprimento; 55% no diâmetro da base; 64% na matéria seca, enquanto o número de nós foi acrescido de até 33%. As folhas tiveram redução de 45% no número, 60% na matéria seca e 76% na área foliar. O sistema radicular teve sua redução máxima no comprimento, sob 1000 ppm de Alar já aos 30 dias da aplicação, enquanto o volume de matéria seca foram menores nos tratamentos de 2.000 ppm também aos 30 dias, reduzindo de 80% e 88%, respectivamente (SILVA et all. 1980).
BICO-DE-PAPAGAIO (Euphorbia pulcherrima Willd.)
A aplicação de 3.000 ppm de chlormequat via solo ou 2.000 ppm via foliar em bico-de-papagaio produz-se plantas com tamanho reduzido de hastes com obtenção de uma copa compacta e de tamanho homogêneo (HARTMANN et al. 1988
Para obter plantas mais compactas, coloração verde mais escura e brácteas de tamanho uniforme é recomendado a aplicação de Alar-85 (daminoside) na concentração de 0,3% (3 g do produto por litro). Se desejar plantas mais curtas aumentar para 0,6%. Aplicar quando as plantas estiverem com 5 a 7,5 cm de altura, repetir após 2 semanas (HERTWIG, 1977).
O B-nine (daminoside) pode ser aplicado via foliar, em concentrações variando de 2.000 a 3.000 ppm, quando as brotações laterais estiverem com 2,5 a 5 cm de comprimento. Em alguns casos o tratamento é repetido. Contudo, o produto ocasiona um atraso no florescimento e redução do tamanho das brácteas. As folhas adquirem tonalidade verde escura.
A mistura de tanque entre Cycocel (chlormequat) e B-nine (daminoside) pode ser usada em pulverização foliar, mostrando ser efetivo na redução da altura das plantas. Também pode ser usados separadamente. Concentrações de 1.000 a 2.000 ppm de Cycocel com 1.000 a 2.500 ppm de B-nine, porém essa mistura é recomendada somente em épocas de dia longo, visando iniciação floral (HARTLEY & WILFRET, 1992).
CALCEOLÁRIA (Calceolaria herbeohybrida)
Para produzir plantas mais robustas sem prejudicar a floração, aplica-se Cycocel a 1.000 ppm via foliar uma semana após o início do tratamento com dias curtos. A aplicação é feita no início da diferenciação floral visível ou quando aparecem os primeiros botões precoces (HEINS, 1978).
CRISÂNTEMO ( Dendranthema morifolium RAMAT.) TZVELEV
Na cultura do crisântemo o uso de reguladores químicos se faz rotineiramente com a introdução de B-nine (daminoside) em 1962. Atualmente nos EUA são registradas 4 produtos para essa cultura: A-rest (ancymidol), B-nine (daminoside), Bonzi (paclobutrazol) e Sumagic (uniconazole). O A-rest afeta tanto a divisão, como a elongação celular, sendo mais efetivo que B-nine. Pode ser aplicado tanto em pulverização como diretamente no substrato, por molhação. Para cultivares muito sensíveis, é recomendado concentração de 33 ppm (duas aplicações de 16,5 ppm), num intervalo de uma 1 semana. Aplicar quando as plantas estiverem com altura final desejada. Cultivares sensíveis ou moderadamente sensíveis podem ser tratadas com concentração de 66 ppm (duas aplicações de 33 ppm), num intervalo de 1 semana, quando os brotos axilares atingirem 6 a 8 cm de comprimento. A-rest pode ser aplicado diretamente no substrato para cultivares muito sensíveis, colocando 1 mg por vaso de 15 cm, dividindo em duas aplicações de 0,5 mg, e para cultivares sensíveis ou pouco sensíveis utilizar 2 ppm em duas aplicações de 1 ppm, seguindo os mesmos cuidados e épocas da aplicação foliar. Quando A-rest for aplicado em substrato contendo 20% ou mais de casca de pinus, sua eficácia é bastante reduzida, devido a perda por lixiviação (TAYAMA, 1992).
Outro regulador que pode ser utilizado é o B-nine (daminoside), contudo, somente é efetivo quando aplicado via foliar, pois afeta a elongação celular. Recomenda-se concentração de 0,25% (2.500 ppm), para cultivares muito sensíveis. Aplicar quando as plantas atingirem altura final desejada. Para cultivares sensíveis ou pouco sensíveis a concentração poderá ser de 0,5% (5.000 ppm). Aplicar quando as brotações laterais estiverem com 4 a 5 cm de comprimento. Aplicações posteriores podem ser necessárias após 2 semanas. Pulverização realizada 4 semanas antes do período de florescimento poderá afetar a coloração das flores, principalmente para cultivares brancas (TAYAMA, 1992).
Segundo CATHEY (1967), a utilização de Phosphon-D na concentração de 200 a 250 ml da mistura (Phosphon-D a 10% diluída em 160 a 800 partes de água) em plantas de 15 cm foram tão significativos quanto ao SAHD (daminoside) a 2.500 a 5.000 ppm aplicados na segunda semana de tratamento de dias curtos, que além de assegurar o porte ideal, aumentou o tamanho e melhorou o formato das inflorescências. Para NEIL (1980), o tratamento com Ancymidol em crisântemo cv. Yellow Mandalay e Royal Trophy a 0,5 mg por vaso, reduziu o tamanho de Yellow Mandalay em 99% e 30% no Royal Trophy e a aplicação foliar de Daminozide 5 g/litro de água pulverizada via foliar reduziu em 27% a cv. Yellow Mandalay e 47% a cv. Royal Trophy quando comparados com as testemunhas. Pode-se utilizar o IBA a 200 ppm e CCC a 3.000 ppm e o número de aplicações pode variar de 1 a 4 vezes (normalmente duas) dependendo da cultivar e das condições climáticas, nutricionais e do controle fitossanitário.
Pulverizações com 15 ou 30 mg de Uniconazole ou 30 ou 60 mg de paclobutrazol por litro (20 ml/ 1,5 litro de vaso) foram aplicados para inibir o alongamento de hastes de crisântemo. A aplicação foi feita 0, 2 e 4 semanas após a poda de plantas de Dendranthema x grandiflorum Ramat. var. "Bright golden Anne". As plantas foram podadas e os reguladores de crescimento foram aplicados precocemente. As plantas responderam melhor ao Uniconazole, requerendo concentração 4 vezes menor do que a de Paclobutrazol para alcançar a mesma altura. O tempo para florescimento foi adversamente afetado nas aplicações precoces, sendo de 3 dias acima comparado às plantas não-tratadas. O diâmetro das flores foi pouco afetado pelos tratamentos (GILBERTZ, 1992).
Estudou-se o enraizamento de estacas de crisântemo (Dendranthema morifolium RAMAT.) TZVELEV cv. "yellow Reagan 622, tratadas com ácido indolbutírico adicionado em talco (meio sólido) e meio líquido, na concentração de 500, 1.000 e 2.000 ppm para ambos, no meio sólido o tratamento foi efetuado encostando-se a base da estaca no talco e no meio líquido imersão da base das estacas durante 5 segundos, 30, 60 e 90 minutos. As avaliações foram efetuadas aos 10, 12 e 14 dias após o plantio das estacas. conclui-se que o enraizamento de estacas de crisântemo é dependente da dosagem de IBA, tempo de imersão, do veículo utilizado e das idades de transplante. Os melhores resultados foram detectados nas combinações entre 0 e 500 ppm de IBA e imersos durante 5 segundos e até no máximo 30 minutos. O veículo sólido foi mais eficiente que o veículo líquido. O transplante as 12 dias apresentou melhores resultados na produção (CUQUEL, 1992).
Estacas de hastes de (Chrysanthemum morifolium Ramat.) tratadas com soluções aquosas de ácido 2-cloroetil-fosfórico (Ethrel) e ácido indolbutírico (IBA), foram submetidas a mergulhia e duas pulverizações nas cultivares "Mrs. Roy" e "Clipper". O Ethrel (1 mg/l) promoveu o crescimento de raízes e a ramificação, tais cultivares são de difícil enraizamento, porém esse tratamento não causou efeito sobre a cultivar "Improved mifo" que é de fácil enraizamento. O IBA promoveu o aumento no número de raízes das cultivares "Clipper" e "Improved mifo". Acredita-se que o Ethel e IBA atuam em diferentes estágios de enraizamento, o IBA promove o início do enraizamento enquanto o Ethrel estimula a elongação e ramificação (SAMANANDA, 1971).
Comparou-se o efeito do IAA, IBA e ANA , no enraizamento de estacas de crisântemos, sendo utilizadas isoladamente e também combinados com outras substâncias não auxínicas. Verificaram que houve enraizamento quando se aplicou cada auxina isoladamente. A mistura de IAA com B-naphthol demonstrou ação sinérgica, e a combinação do IBA com ácido salicílico tanico e catechol, também foi de efeito sinérgico (ROY et all. 1973).
GERÂNIO (Pelargonium sp.)
Para o controle do tamanho das plantas e estimular o florescimento, aplica-se Cycocel (CCC) 2.000 ppm via foliar 2 a 3 semanas após o plantio nos vasos. Contudo observou-se alguns casos de clorose nas margens do limbo foliar (HEINS, 1978). HARTMANN et. al. recomenda aplicar via solo 3.000 ppm de Cycocel (30 ml por vaso de 10 cm de diâmetro), 40 dias após o plantio nos vasos, repetindo a operação após 1 a 2 semanas após a primeira, ou via foliar 1.500 ppm.
Plantas de gerânio pulverizadas com 1.500 ppm de Cycocel via foliar na fase de pré-iniciação ou diferenciação floral, melhora a floração em até 14 dias, e quando se adiciona 10 ppm de GA3 após a iniciação floral, produz-se uma planta de porte compacto com o mesmo número de flores. As variedades "Spartan White" e "Brick Red Irene" irrigadas com 1 a 10 ppm de GA3 tiveram um aumento no tamanho de suas inflorescências e um aumento de duas semanas na longevidade quando aplicados na fase de abertura floral (Weaver, 1972 citado por YAMADA, 1992).
A variedade do híbrido F1 "Carefree Scarlet" pulverizados com Cycocel a 5.000 ppm após 31 dias de semeadura, adiantou a floração em 8 a 16 dias. Este tratamento feito em plantas adultas, ocasionou um encurtamento da haste floral em 10 cm (WHITE, 1970).
GLOXÍNIAS (Sinningia spenciosa (Lodd.) Hiern.)
Para o controle da altura de gloxínia (Sinningia spenciosa), pode ser aplicado B-nine (daminoside), que melhora a cor da folhagem e compactação por restringir o crescimento do caule e pecíolo das folhas. As folhas podem alcançar a borda do vaso, dentro de 2 semanas após o transplante. Aplicando-se solução de B-nine 800 a 1.000 ppm em pulverização foliar leva a folha a apresentar um brilho logo após o tratamento, porém não se mostra úmida; aplicações em excesso ao ponto de escorrimento pode ser prejudicial para planta. Não é necessário repetir a aplicação (LYONS, 1992).
Outros reguladores como paclobutrazol tem mostrado promissor. Aplicação de 20 ml por planta, no substrato, em concentração de 25 a 50 ppm, ocasiona a redução do ápice de crescimento e aumenta a uniformidade na produção e tamanho do tubérculo, quando aplicado 10 semanas após o transplante. Não há redução no florescimento, prejuízos para as pétalas ou alguma redução no número de gemas florais (LYONS, 1992).
KALANCHOE (Kalanchoe blossfeldiana)
O florescimento natural do kalanchoe ocorre naturalmente sob dias longos. Responde ao florescimento com 9 semanas (a depender da cultivar) no verão, e 12 semanas no inverno. A aplicação de reguladores de crescimento visa obter plantas menores, e para tal pode-se utilizar o B-nine (daminoside) em pulverização foliar, na concentração de 2.500 a 5.000 ppm, quando os brotos laterais estiverem com 4 a 5 cm de comprimento após o pinching. Porém, pulverização com B-nine é recomendada quando as gemas florais forem visíveis. Quando aplicado neste estágio, o efeito é a redução do comprimento do pendúnculo, não reduz a altura das folhas. O número de pulverizações depende da concentração, da cultivar e das condições ambientais, por exemplo, poderia ser requerido um aumento na elongação sob condições de alta temperatura e baixa intensidade luminosa (PERTUIT Jr, 1992).
O ancymidol é usado tanto via foliar em pulverização ou via substrato. Em pulverização recomenda-se utilizar de 50 ppm de ancymidol, visando redução da altura das plantas quando aplicado 5 semanas após o tratamento com dias curtos. Contudo o A-rest é mais efetivo quando aplicado após o início do tratamento com dias curtos. Concentrações abaixo de 50 ppm, quase sempre não é efetivo. Se a aplicação ocorrer após o tratamento com dias curtos, ocasionará numa redução no comprimento da inflorescência melhor que a redução da altura da folhagem. Quando se deseja aplicar A-rest diretamente no substrato, por molhação, recomenda-se uma dose de 50 ml (0,5 mg do produto) por vaso de 10 cm, aplicado duas semanas após o tratamento com dias curtos com o objetivo de reduzir a altura total da planta. Dosagens de 0,75 mg no mesmo período ocasiona redução do comprimento da inflorescência (PERTUIT Jr, 1992).
Em kalanchoe, aplicando-se SAHD na concentração de 0,1 a 10.000 ppm, consegue-se redução do porte da planta, contudo a concentração de 5.000 ppm foi a que melhor garantiu um porte a nível comercial da planta, sem atraso na produção. Na dosagem máxima (10.000 ppm) o atraso foi de 10 dias (NIGHTINGALE, 1970).
Efeito semelhante foi obtido por HEINS (1978), quando se utilizou Ancymidol a 0,25 a 0,5 mg por vaso, sem haver efeitos negativos na floração. A aplicação foi feita 2 semanas após o início do tratamento com dias curtos.
Cultivares de Kalanchoe "Red Glow" submetidos a 21º e 24º C em dias curtos e irrigados com 250 ppm de TIBA, provaram que o TIBA quando aplicado a 24º C não surte efeito, e a 21º C existe um induzimento floral, produzindo quase o dobro de flores. Ao contrário, IAA sob as mesmas condições e 250 ppm, causou um baixo número de flores e um atraso de 2 semanas na produção (ZAWAWI & IRVING, 1968).
VIOLETA AFRICANA (Saintpaulia ionantha Wendl.)
Hidrazida maléica (HM) pode ser aplicada via foliar através de pulverização, com o objetivo de suprimir o florescimento axilar de plantas matrizes. Plantas jovens sem ainda ter atingido o primeiro florescimento, podem ser tratada com 1.000 a 2.000 ppm de HM para induzir o aborto de gemas florais existentes. Brotos vegetativos que saírem da axila foliar, poderá ser removidas e postas para enraizar (LYONS, 1992).
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