PPGMLS

Programa de Pós-Graduação em

Memória: Linguagem e Sociedade

Banco de Dissertações


Defesas em 2012

 

Dissertações defendidas em 2012

 

 

 

Autor(a): Ana Luisa de Castro Coimbra
Título: Memória e imagens da Bahia no documentário de Alexandre Robatto Filho
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação
Orientadora: Profa. Dra. Lívia Diana Rocha Magalhães
Coorientadora: Profa. Dra. Milene de Cássia Silveira Gusmão
Banca Examinadora: Profa. Dra. Maria Aparecida Silva de Sousa; Profa. Dra. Teresinha Bernardo
Data de defesa: 07 de fevereiro de 2012
Resumo: O trabalho de pesquisa que resultou nesta dissertação tem como objetivo analisar o acervo documental do documentarista Alexandre Robatto Filho, que entre as décadas de 30 a 50 do século XX registra aspectos culturais, sociais e históricos dos baianos, tomando como campo de observação o contexto no qual os seus filmes foram produzidos observando que eles revelam uma memória documental significativa sobre uma Bahia imbricada em uma teia de relações dinâmicas entre a tradição e o moderno, o velho e o novo, bem como evidenciam a atuação da visão de mundo do autor, mas também, de certa forma, dependente das condições de financiamento. Observamos os assuntos recorrentes que irão permear suas obras classificando-os em temáticas onde pudemos notar que o registro das imagens suscitava a idéia de um modo único, singular que vivia os baianos, principalmente na perpetuação de um discurso modernizante calcado em valores tradicionais, contribuindo, assim, para a construção da chamada baianidade. Tomamos os estudos da memória como recurso importante por entender que o cinema pode ser visto como importante documento imagético, como também, partimos da compreensão de que o autor não pode ser deslocado de um contexto sócio-histórico em que está inserido, registrando nos filmes, portanto, não apenas suas lembranças, mas o reflexo da conjuntura de uma época.
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Autor(a): Fabíola Pereira de Araújo-Mello
Título: A troca de São Benedito por Nossa Senhora de Lourdes na cidade de Encruzilhada-BA: Uma “memória subterrânea”
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação
Orientadora: Profa. Dra Ana Palmira Bittencourt Santos Casimiro
Banca Examinadora: Profa. Dra. Lívia Diana Rocha Magalhães; Profa. Dra. Teresinha Bernardo
Data de defesa: 08 de fevereiro de 2012
Resumo: Esta dissertação tem o propósito de discutir a memória acerca da troca de São Benedito (santo negro) por Nossa Senhora de Lourdes (invocação mariana de tez branca) em Encruzilhada-BA, para a ocupação do lugar de padroeira da cidade. O fato de Benedito ser negro assume importância central na pesquisa que ora nos ocupamos. Discutimos, por isso, a “memória social” – conceito do antropólogo e do historiador James Fentress e Chris Wickham -, forjada a respeito do negro que aparece na narrativa, e, que, apesar de ser uma memória local não destoa da maneira como o “ser e o perceber o negro” foi construído no Brasil, baseado na ideologia do branqueamento, que perpassa a nossa história. Utilizamos o conceito de “memória subterrânea” para sublinhar o fato de que, a narrativa que se construiu por ocasião da substituição de Benedito pela Virgem,  é uma memória que se tece na intimidade dos lares, e passa de uma geração para outra pelo recurso da oralidade, basicamente. Não obstante, sublinhamos o caráter subversivo que marca a narrativa ao contrapô-la ao silêncio de que se valia a memória oficial, difundida pela paróquia da cidade.
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Autor(a): Antônio Joaquim Pereira Neto
Título: Abusos de memória e de esquecimento do modelo nacional teleológico de Antonio Candido
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas
Orientador: Prof. Dr. Jorge Miranda
Coorientadora: Profa. Dra. Lúcia Ricotta Vilela Pinto
Banca Examinadora: Prof. Dr. Marcello Moreira; Prof. Dr. Daniel Arruda Nascimento
Data de defesa: 09 de fevereiro de 2012
Resumo: Neste trabalho, analisamos a obra Formação da literatura brasileira: momentos decisivos (1959), de Antonio Candido. Discutimos as categorias de rusticidade e brasilidade que este crítico constrói a partir de sua interpretação das letras luso-brasileiras dos séculos XVIII e XIX. Identificamos o anacronismo dessa interpretação, sobretudo quando ele faz uso das categorias kantianas de gênio e sujeito para atribuir uma sensibilidade nacional (rústica) ao escritor Cláudio Manuel da Costa e uma consciência de brasilidade aos escritores do romantismo no século XIX. No estudo sobre as idéias de originalidade e rusticidade, verificamos os abusos de esquecimento das técnicas retóricas da inventio, dispositio e elocutio das letras luso-brasileiras, em favor da ênfase sobre as noções de gênio e sentimento local nas práticas de representação do século XVIII. Questionamos a hipótese a qual valoriza a centralidade da prosa machadiana enquanto representativa do amadurecimento e da síntese final e teleológica da literatura brasileira. Analisa-se, então, a natureza ideológica do discurso o qual legitima a história da literatura brasileira enquanto síntese das tendências do localismo e do universalismo (CANDIDO, 1981, p. 23) e a busca, nessas letras, por uma identidade literária e nacional. 
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Autor(a): Joaquim Antonio de Novais Filho
Título: Memória e Discurso nas narrativas sobre Antonio Conselheiro e a “guerra” de Canudos: a imprensa de Salvador (1876-1897)
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas
Orientadora: Profa. Dra. Edvania Gomes da Silva
Coorientadora: Profa. Dra. Maria da Conceição Fonseca-Silva
Banca Examinadora: Profa. Dra. Maria Aparecida Silva de Sousa; Profa. Dra. Rosa Helena Blanco Machado
Data de defesa: 09 de fevereiro de 2012
Resumo A pesquisa que resultou ssta dissertação teve como objetivo investigar a articulação entre memória e discurso na cobertura da “guerra” de Canudos (1896-1897) e, antes, nas notícias veiculadas sobre Antonio Conselheiro, por jornais publicados na Bahia, entre os anos de 1876 e 1897. A imprensa periódica participou da referida guerra de maneira efetiva, registrando os insucessos e os sucessos das expedições militares. Nesse sentido, a imprensa baiana, em particular, constituiu-se como um lugar privilegiado onde circularam discursos sobre Antonio Conselheiro e seus seguidores, desde os tempos de peregrinação do líder religioso (1874-1893) e da fundação do arraial do Bello Monte (1893). Abordaremos esse acontecimento a partir de três questões: 1) Quais os discursos materializados na imprensa baiana sobre a “guerra” de Canudos, durante o ano de 1897 e em que medida se apropriam de um passado para atribuir a Antonio Conselheiro e seus seguidores o papel de inimigo da República e do Progresso? ; 2) De que forma se dá a relação entre tais discursos e certa memória discursiva? ; 3) Como se articulavam, nesses discursos sobre a “guerra” de Canudos, as relações com o discurso sobre a República e sobre a Nação no Brasil?
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Autor(a): Glauber Brito Matos Lacerda
Título: Der Leone Have Sept Cabeças: imagens da memória no cinema de Glauber Rocha
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação
Orientadora: Profa. Dra. Milene de Cássia Silveira Gusmão
Coorientador: Prof. Dr. Edson Silva de Farias
Banca Examinadora: Profa. Dra. Lívia Diana Rocha Magalhães; Prof. Dr. Fernando de Jesus Rodrigues
Data de defesa: 09 de fevereiro de 2012
Resumo: Nesta dissertação, apresentamos resultado da pesquisa que teve como objetivo investigar como a trajetória social de Glauber Rocha(1939-1981) lhe ofereceu um acervo simbólico que, dada uma configuração social específica, possibilitou a expressão artística do cineasta no filme “Der Leone havesept cabeças” (1970). Diante da vastidão de interconexões em que o artista estabeleceu nas redes sociais que esteve inserido, delimitamos nossa pesquisa na formação do cineasta nos campos cinematográfico, no qual política e estética não se distingue, e religioso. Para empreender o estudo, lançamos mão da Teoria Simbólica, de Norbert Elias, para entender a transmissão geracional de conhecimento, e da categoria de habitus, de Pierre Bourdieu, pois diz respeito a incorporação de conhecimento pelo agente, sendo este capaz de ser expressado dada as condições sociais em que os indivíduos se encontra.
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Autor(a): Luis Cláudio Aguiar Gonçalves
Título: Memória e Interpretação: Constitucionalidade e Eficácia da Lei da “Ficha Limpa” no STF
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas
Orientadora: Profa. Dra. Maria da Conceição Fonseca-Silva
Banca Examinadora: Profa. Dra. Edvania Gomes da Silva; Prof. Dr. João Antônio de Santana Neto
Data de defesa: 10 de fevereiro de 2012
Resumo Neste trabalho, analisamos procedimentos hermenêuticos relacionados à compreensão de normas jurídicas. As materialidades selecionadas como exemplos foram extraídas de sustentações orais de advogados, de parecer ministerial do Procurador-Geral da República e de votos dos ministros do Supremo Tribunal Federal, proferidos durante os julgamentos de três recursos extraordinários relacionados à aplicação da Lei da “Ficha Limpa” às Eleições 2010. A pesquisa desenvolvida teve os seguintes objetivos: a) percorrer os vários atos processuais praticados pelas partes e pelos juízes da Justiça Eleitoral, desde o pedido de registro de candidatura e respectiva ação de impugnação, até o recurso extraordinário interposto junto ao Supremo Tribunal Federal, buscando apresentar quadros panorâmicos dos três casos analisados; b) discutir precedentes jurisprudenciais como lugares de memória discursiva, descrevendo as montagens e os arranjos léxico-discursivos materializados nos gestos de interpretação, por meio dos quais são produzidos deslizamentos de sentido e reestruturadas semanticamente decisões pretéritas da Suprema Corte do país; c) identificar os métodos de interpretação empregados pelos exegetas e o funcionamento da opacidade/equivocidade da língua nesses mesmos procedimentos hermenêuticos; e d) identificar os objetos de discurso que são retomados pelas posições-sujeito em funcionamento, examinando, para tanto, o(s) espaço(s) de memória discursiva, que são evocado(s) pelos enunciados e articulações linguísticas dos intérpretes da Tribuna e do Plenário do Supremo Tribunal Federal. O corpus da pesquisa foi constituído por excertos retirados de pronunciamentos de advogados de recorrentes e de recorridos, de parecer emitido pelo representante do Ministério Público Eleitoral, e de votos de ministros do Supremo Tribunal Federal. Na análise das materialidades selecionadas, foram mobilizados conceitos operacionais desenvolvidos por teóricos da Escola Francesa de Análise de Discursos (AD), notadamente a noção de memória discursiva e a questão da opacidade da língua, bem como noções afeitas a saberes pertencentes ao campo jurídico: constitucionalidade das leis, eficácia normativa e hermenêutica jurídica.
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Autor(a): Jerry Santos Guimarães
Título: Memória e Retórica: “Mouros” e “Negros” na Crônica da Guiné (Século XV)
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas
Orientador: Prof. Dr. Marcello Moreira
Banca Examinadora: Prof. Dr. . Pedro Ramos Dolabela Chagas; Prof. Dr. João Adolfo Hansen
Data de defesa: 14 de fevereiro de 2012
Resumo: Temos por objetivo demonstrar que Gomes Eanes de Zurara, segundo cronista-mor do reino português, fez uso de técnicas retóricas para descrever, caracterizar e hierarquizar mouros e negros, bem como suas terras, na escrita da Crônica da Guiné (século XV). A partir dos lugares-comuns utilizados para a descrição das paisagens, Zurara nos apresenta a “terra dos Negros”, também chamada por ele de “terra verde”, como um locus amoenus, devido às suas águas em abundância, sua profusão de árvores frutíferas de cheiro agradabilíssimo e suas sombras revigorantes. A “terra dos Mouros Azenegues”, por sua vez, descrita como seca, quente, infértil, de poucas e más águas e de vegetação rala, é caracterizada como um locus horrendus. Assim como a “terra dos Mouros” é pior que a “terra dos Negros”, o mesmo ocorre com relação aos seus habitantes: os mouros azenegues seriam, segundo Zurara, fracos, lentos, covardes e falsos, ao passo que os negros da Guiné são descritos como fortes, ágeis, valentes e verdadeiros. E assim é que os topoi que respeitam à “natureza” dos homens, principalmente seu sub-atributo “nação”, estão intimamente associados aos lugares-comuns locus amoenus e locus horrendus. Embora mouros, negros e suas terras não fossem o interesse principal de Zurara ao escrever a Crônica da Guiné, os mesmos se fazem presentes como elementos necessários da ação narrada, uma vez que os cristãos portugueses, para obrarem seus feitos memoráveis que redundam no louvor do Infante D. Henrique e do rei D. Afonso V, precisavam de inimigos e campos de batalha que tornassem seus feitos ainda maiores. E é de tal modo que mouros e negros, bem como suas terras, participam do projeto de memória e de esquecimento empreendido pela Casa de Avis e reorientado no reinado afonsino.
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Autor(a): Cecília Pinheiro Freire Barros Cairo
Título: Percursos Discursivos do “Menor Infrator” na Mídia Brasileira Impressa e Televisiva - História, Memória e Corpo
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas
Orientador: Prof. Dr. Nilton Milanez
Banca Examinadora: Prof. Dr. Jorge Viana Santos; Prof. Dr. Marisa Gama Khalil
Data de defesa: 15 de fevereiro de 2012
Resumo: Na pesquisa que resultou essa dissertação de mestrado, problematizamos a constituição do sujeito “menor infrator” em meio às práticas discursivas jurídica e midiática. Tomando como suporte de pesquisa notícias da mídia brasileira impressa e televisiva, observamos o “menor infrator” como sujeito comprometido com a desordem jurídica. Para tornar possível a análise, partimos, especialmente, dos postulados de Michel Foucault sobre o discurso, o sujeito, a história e o corpo a fim de efetuarmos as leituras do corpus selecionado. Nessas materialidades, os discursos, as imagens e os vídeos encontrados implicam uma condição repetível das formas de exibir o corpo “menor infrator”. Assim, pensamos as questões referentes ao “menor infrator” como acontecimento em uma rede de práticas discursivas em que sua cristalização se torna reconhecível através de uma determinação sócio-histórica. Sob as lentes da mídia, a ênfase em partes específicas do corpo, como os pés e as mãos esquadrinhados ou o rosto distorcido, inscreve a fragmentação e o apagamento desse sujeito e remonta uma memória discursiva e entrelaçada dos aspectos do controle e da disciplina em estratégias do poder-saber articuladas sobre o corpo dos indivíduos. Observamos que, em meio aos processos históricos, as práticas discursivas que totalizam a constituição do “menor infrator” produzem sua subjetivação a partir do agenciamento de redes de saberes e memórias. Quando, na busca do conhecimento sobre esse sujeito, ampliamos as fronteiras, escavamos as brechas e observamos associações e contradições aos quais se vincula, podemos (re)conhecê-lo revestido pelas materialidades que se repetem, fornecendo os contornos da constituição de sua ilegalidade e da configuração de sua monstruosidade.

Defesas em 2011

 

Dissertações defendidas em 2011

 

 

 

Autor(a): Ronaldo Oliveira Ferraz
Título: A classe operária brasileira no livro didático: memória e história
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação
Orientadora: Profa. Dra. Isnara Pereira Ivo
Coorientadora: Profa. Dra. Livia Diana Rocha Magalhães
Banca Examinadora: Profa. Dra. Ana Palmira Bittencourt Santos Casimiro; Profa. Dra. Mara Regina Martins Jacomelli
Data de defesa: 03 de fevereiro de 2011
Resumo: O livro didático de História assume um importante papel de construtor e portador de memórias. Neste sentido, se coloca como um lugar de memória no qual a memória coletiva e histórica da classe trabalhadora é projetada e construída na confluência de diversos fatores. O livro didático é fruto da dinâmica e da complexidade que o envolve. É objeto cultural, é mercadoria, é influenciado pelas políticas públicas que estabelecem normas e regras sobre ele, é construção de autores e editores. Assim, ao ser portador de uma memória da classe trabalhadora brasileira é fruto, também, do diálogo entre a produção historiográfica sobre os trabalhadores e a sua produção enquanto livro destinado ao ensino da história. Desta forma, o presente trabalho teve como objetivo identificar qual a memória da classe trabalhadora no Brasil é projetada no livro didático de História do Ensino Médio. Para tanto, buscou-se traçar um quadro no qual se discute o entrelaçamento entre a memória, a produção historiográfica sobre a classe trabalhadora brasileira e o livro didático de História, analisando seis livros didáticos escolhidos entre os livros que constam no Guia do Livro Didático destinado ao Ensino Médio, publicado em 2006. O que se pode perceber é que a memória da classe trabalhadora aparece nos livros didáticos analisados de forma fragmentada, dialogando com parte da produção historiográfica e marcada pela abordagem tradicional.
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Autor(a): Lucineide Santos Silva
Título: A memória do trabalho: Rio de Contas segundo Marvin Harris
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação
Orientador: Prof. Dr. José Rubens Mascarenhas de Almeida
Coorientadora: Profa. Dra. Ana Elizabeth Santos Alves
Banca Examinadora: Profa. Dra. Ana Palmira Bittencourt Santos Casimiro; Prof. Dr. José Claudinei Lombardi
Data de defesa: 03 de fevereiro de 2011
Resumo: Este trabalho é resultado da pesquisa que teve como objetivo investigar o modo que os estudos produzidos por Marvin Harris em seu livro Town & Country in Brazil: a socio-anthroplogical study of a small Brazilian town, publicado em 1956, recuperaram a memória do trabalho em Rio de Contas, no contexto histórico dos anos 1950; quais interlocuções foram construídas em torno do Trabalho pelos estudos de comunidade e nas histórias contadas pelos sujeitos históricos, resgatando a priori a participação do Projeto Columbia no Brasil nos anos 1950 e seus desdobramentos para o conjunto da sociedade. A pesquisa de Harris faz parte de sua contribuição para os estudos de comunidade promovidos pelo Projeto Columbia realizados no Brasil nos anos 1950 com parceria entre a Universidade de Columbia dos Estados Unidos em convênio com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia e a Fundação para o Desenvolvimento da Ciência. A investigação parte do princípio de que a região em estudo foi marcada em todas as instâncias pelo seu passado de mineração, cujo trabalho deixou suas marcas incrustadas nos monumentos, casas, armazéns, vendas, botequins, lojas, fábricas, estradas, ruas, igrejas, na criatividade do artesanato e nas manifestações subjetivas das relações sociais presentes nos anos 1950, evidenciando suas “memórias subterrâneas”. Buscar na preciosidade das letras de Harris é um achado arqueológico, pois seu livro representa trazer à tona os resquícios da memória do trabalho que nessa região tão fortemente cravou seus signos. Para dar conta dessa tarefa, fez-se necessário discutir categorias como Memória e Trabalho, buscando analisá-las à luz do materialismo histórico e assim, transpor essa análise nas traçadas linhas de Harris, tendo em vista contribuir  para o resgate da memória do trabalho em Rio de Contas.
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Autor(a): Polliana Moreno dos Santos
Título: A imagem televisiva no cotidiano dos alunos e sua repercussão sobre a memória e o saber histórico escolar
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação
Orientador: Prof. Dr. Nilton Milanez
Coorientadora: Profa. Dra. Lívia Diana Rocha Magalhães
Banca Examinadora: Profa. Dra. Ana Palmira Bittencourt Santos Casimiro; Prof. Dr Celso Pereira de Sá
Data de defesa: 04 de fevereiro de 2011
Resumo: A pesquisa que resultou esta dissertação teve como objetivo investigar a inserção da imagem televisiva no cotidiano dos alunos do Ensino Fundamental e sua repercussão sobre a memória, a construção do pensamento histórico e na compreensão da relação presente e passado/passado e presente desses alunos. A mídia televisiva exerce um papel contraditório atuando na construção da memória social: constituindo memórias de massa, memórias históricas, memórias comuns ou midiatizadas.  Ao mesmo tempo, sua linguagem é permeada pela instantaneidade, fazendo com que o trato com o passado seja superficial e ocorra um forte presentismo.  No sentido de materializar um fenômeno epistemológico, adotamos para a metodologia a aplicação enquetes junto a turmas do Ensino do Fundamental de três escolas, pertencentes às redes pública e privada. Nas enquetes articulamos três elementos: a memória que os alunos herdaram dos familiares; as concepções que possuem acerca do saber histórico escolar e a inserção da imagem televisiva no cotidiano. O estudo detecta dificuldades apresentadas pelos alunos com relação ao conhecimento histórico e mostra o indicio de um forte presentismo difundido pela programação televisiva assistida por esses alunos.
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Autor(a): Sara Mantin Rodrigues
Título: Imagem cinematográfica e memória no diálogo entre Bergson e Deleuze
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas
Orientador: Profa. Dra. Maria da Conceição Fonseca-Silva
Coorientador: Prof. Dr. Edson Silva de Farias
Banca Examinadora: Profa. Dra. Milene de Cássia Silveira Gusmão; Prof. Dr. Auterives Maciel Júnior
Data de defesa: 15 de fevereiro de 2011
Resumo: Nesta dissertação, apresentamos resultados de pesquisa realizada no curso de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade da UESB, na linha de pesquisa Memória: Discursos e Narrativas no projeto Estudos Filológicos e Textuais e Práticas Letradas Coloniais, cadastrado pelo CNPq. Para compor as narrativas sobre ações dos lusitanos em terras baianas, Sebastião da Rocha Pita atualiza ações que ocorreram no globo terrestre e recuperados os princípios das coisas como as doutrinaram Platão, Aristóteles, Santo Ambrósio ou Santo Agostinho. Observando diversos enunciados em diferentes histórias verificamos que era possível que a ordenação da História da América Portuguesa ajudasse a conservar na memória a ordem e localização dos lugares com o propósito de deleitar homens ilustres e servir de exemplos para as virtudes belicosas dos homens de armas e letras legitimando pela narrativa o domínio legal português sobre as terras da América Portuguesa. Observamos nos textos preambulares do livro História da América Portuguesa como as histórias até o setecentos são ratificações da fé cristã e partem de princípio “verdadeiros” que referem ao tempo, à ordem ou ao alicerce. Dentro destes princípios, nos dedicamos em especial àqueles vinculados às práticas descritivas do corpo natural e material da América Portuguesa quando atualizadas em narrativas históricas de matéria brasileira e suas atualizações nos programas de veiculação das imagens nacionais a partir do século XVIII.
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Autor(a): Túlio Henrique Pereira
Título: Pele e sensibilidade: Práticas de Memória e Identidades do Negro na Literatura (1909-1940)
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação
Orientador: Profa. Dra. Maria Helena Ochi Flexor
Coorientadora: Profa. Dra. Ana Palmira Bittencourt Santos Casimiro
Banca Examinadora: Profa. Dra. Isnara Pereira Ivo; Prof. Dr. João Antonio de Santana Neto
Data de defesa: 17 de fevereiro de 2011
Resumo: Neste trabalho, duscutimos, a partir de um campo interdisciplinar possibilitado pela memória, em convergência com a história das mentalidades e dos postulados da História Nova, práticas e memórias do negro brasileiro no cotidiano dos séculos XIX e parte do XX. O negro neste recorte, bem como sua pluralidade étnica, foi compreendido por meio de narrativas de autores negros e brancos, como Manuel Raymundo Querino, Afonso Henriques de Lima Barreto e Adolfo Ferreira Caminha. Esses autores constroem um quadro da experiência de seu tempo, comprometendo-os com a tarefa de ora denunciar sua condição de vida numa sociedade escravocrata como a do Brasil do Império, ora descrever a continuidade de um modelo de negro subjugado, vigente na República. A pele e as sensibilidades do negro servem como referências para o estudo de uma sociedade que identificou e determinou papéis sociais, inicialmente por princípios da religião católica cristã e, posteriormente, pela repersonalização e epidermização do sujeito. É nesta perspectiva, portanto, que este estudo problematiza em caráter descritivo e analítico questões que giram em torno de três eixos: primeiro, as constituintes da pele, momento no qual é feito um panorama breve sobre a história do negro a partir de sua origem até a personalização deste sujeito em sua condição de escravo; segundo, as memórias da pele, seção em que são relacionadas memórias do cotidiano de negros, descritas por viajantes, e impressas em jornais da cidade do Salvador, na Bahia; terceiro, as sensibilidades da pele, uma breve análise da experiência moderna dos autores e personagens presentes no século XX, cujas memórias são remissões de modelos construídos no século passado. Essas memórias trazem evidências que ajudam a pensar como o negro adquiriu ao longo da história uma identidade inerente à condição de subserviência e através do mito em torno de seu fenótipo, relevando o deslocamento dessa identidade ao curso de gerações, em detrimento de identidades plurais e da miscibilidade do negro nascido no Brasil.
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Autor(a): Rogério Luiz Silva de Oliveira
Título: Fotografia e memória: a criação de passados
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação
Orientador: Prof. Dr. Edson Silva de Farias
Coorientador: Prof. Dr. Jorge Viana Santos
Banca Examinadora: Profa. Dra. Milene de Cássia Silveira Gusmão; Prof. Dr. Elder Patrick Maia Alves
Data de defesa: 25 de fevereiro de 2011
Resumo: O que uma fotografia nos informa? Como prova de que aquela cena retratada aconteceu, o acesso que ela dá ao passado é de totalidade? Na leitura de uma imagem fotográfica levamos em consideração as informações de que tipo de passado? Estas são questões que estimulam a pesquisa que, por ora, é apresentada a partir deste resultado de pesquisa em forma de dissertação. As ideias nela contidas dizem respeito à relação entre fotografia e memória. Para tanto, serve-nos de aporte teórico as reflexões do filósofo francês Gilles Deleuze. A partir deste pensador, amadurecemos uma concepção de memória que, quando aplicada à fotografia, nos levará a entendê-la como um processo de criação de passados. A argumentação das páginas que seguem se dão no sentido de buscar elementos que sustentem a suposição de que ao se ler uma fotografia, a atuação da imaginação é tamanha que o passado encontrado está no presente. Ou seja, os signos presentes na imagem fotográfica nos fazem ler o passado retratado a partir de sensações presentes. A memória aplicada à fotografia é muito mais uma atualização que uma rememoração do instante nela retratado. Para chegar a esta concepção de memória, o eixo teórico escolhido ainda respeita diálogos entre o pensamento deleuzeano e os conceitos de memória de Henri Bergson e David Hume.
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Autor(a): Roney Gusmão do Carmo
Título: Memória Social do Aluno-trabalhador sobre a Escola Noturna
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação
Orientador: Profa. Dra. Ana Elizabeth Santos Alves
Banca Examinadora: Profa. Dra. Ana Palmira Bittencourt Santos Casimiro; Profa. Dra. Maria Regina Filgueiras Antoniazzi
Data de defesa: 19 de dezembro de 2011
Resumo: A pesquisa que resultou esta dissertação teve como objetivo analisar a memória do aluno-trabalhador a respeito da escola noturna, considerando as prováveis assimetrias entre o sentido assumido pela instituição escolar para o trabalhador e os debates acerca do papel da educação no cenário atual. Para investigar tal idéia, foram entrevistados alunos-trabalhadores de uma escola noturna com vistas a compreender as representações sociais formuladas pelos mesmos, bem como os componentes sócio-históricos que contribuíram para a elaboração desses significados. Foram investigados os trâmites históricos das relações estabelecidas entre educação escolar e trabalho de modo a embasar o marco teórico, confrontando-o com as representações esboçadas pelos sujeitos entrevistados. O Instituto de Educação Euclides Dantas – IEED – foi o cenário empírico desta pesquisa, local onde se tornou possível extrair o discurso dos alunos sobre a escola, ancorando-o nos trâmites históricos que, concatenados, permitiram compreender a lógica estruturante das representações sociais elaboradas pelo aluno-trabalhador. Ao dialogar o marco teórico com as palavras dos entrevistados, evidenciou-se a presença de assimetrias entre as idéias consensualmente elaboradas pelos sujeitos sobre a função da escola e o discurso oficialmente apregoado sobre a função da educação no concernente ao mundo do trabalho. Tal desproporção se deveu ao mecanismo da memória social que permitiu trafegar representações sociais ancoradas a outros contextos históricos.
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Defesas em 2010

 

Dissertações defendidas em 2010

 

 

 

Autor(a): Celma Oliveira Prado

Título: Memória e mulher que atua nas esferas do poder político: tensão entre lugares de subjetivação na mídia

Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória

Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas

Orientador: Profa. Dra. Maria da Conceição Fonseca-Silva

Banca Examinadora: Profa. Dra. Edvania Gomes da Silva; Profa. Dra. Cristina Teixeira de Melo;

Data de defesa: 23 de fevereiro de 2010.

Resumo: Neste trabalho, investigamos em que lugares de subjetivação a mulher, que atua nas esferas dos poderes executivo, legislativo e judiciário, aparece na discursivização da revista de informação Veja. O corpus da pesquisa constitui-se de reportagens que circularam no período compreendido entre janeiro de 1998 a dezembro de 2008. Para a análise, mobilizamos postulados de quadros teóricos da Análise de Discurso e das Ciências Sociais. Levantamos a hipótese de que, de um lado, a mulher que atua nas esferas de poder político tem destaque na discursivização da Veja quando aparece em posições de sujeito da esfera da intimidade e privada; e, de outro lado, a mulher que atua nas esferas de poder político tem destaque na discursivização da revista quando aparece em posições de sujeito da esfera pública. Os resultados das análises indicam que na discursivização da Veja coexistem diferentes enunciados que marcam uma tensão entre os lugares de subjetivação associados historicamente à mulher e os lugares de subjetivação associados aos sujeitos que atuam nas esferas de poder político.

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Autor(a): Veruska Anacirema Santos da Silva

Título: Memória e cultura: cinema e aprendizado de cineclubistas baianos dos anos 1950

Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória

Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação

Orientador: Prof. Dr. Edson Silva de Farias 

Banca Examinadora: Profa. Dra. Milene de Cássia Silveira Gusmão; Profa. Dra. Rosália Maria Duarte

Data de defesa:  23 de fevereiro de 2010

Resumo: Pensar o cinema como uma matriz societária de elaboração de saberes, fazeres e significados de vida foi o propósito principal do trabalho de pesquisa que resultou nessa dissertação. Com isso, queremos refletir sobre as possibilidades de significação social entretidas nas práticas do cinema e na legitimação dessa expressão lúdico-artística como uma experiência capaz de inscrever-se na memória de indivíduos e grupos, participando da estruturação de formas de ver, entender e se posicionar no mundo. Faz isto observando as trajetórias de sete indivíduos que dedicam a vida à sétima arte e refletindo sobre os aprendizados proporcionados pelo cinema obtidos por tais agentes e seus efeitos nos seus percursos de vida. Para tanto, as práticas de cinema e as vivências que se tem delas são tomadas, no que diz respeito ao instrumental teórico-metodológico, na interdependência das noções de memória e aprendizado social tecidas no âmbito da teoria social. A intenção é demonstrar o potencial do cinema enquanto modalidade específica de formação cultural e, desde aí, com lugar nas maneiras de construção do fundo de conhecimento produzido e reproduzido na sociedade.

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Autor(a): Heurisgleides Sousa Teixeira

Título: Concepções de tempo e memória em Jorge Luis Borges: uma análise dos contos “Funes, el memorioso”e “La biblioteca de Babel”

Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória

Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas

Orientador: Prof. Dr. Marcello Moreira 

Banca Examinadora: Profa. Dra. Lúcia Ricotta Vilela Pinto; Profa. Dra. Marcia Maria de Arruda Franco

Data de defesa: 26 de fevereiro de 2010

Resumo: Esta dissertação se propõe a analisar as concepções de tempo e memória em dois contos de Jorge Luis Borges, “Funes, el memorioso” (1944) e “La Biblioteca de Babel” (1941). Partindo da concepção de que sem memória não há tempo, buscamos entender como a noção de tempo aparece na obra de Borges. Analisamos, inicialmente, o tempo como categoria fundamental para o ordenamento narrativo, já que narrar é dispor os acontecimentos em uma ordem específica; vemos, desde a estrutura dos contos, que Borges narra o impossível, o que é atemporal, eterno, que, nesta pesquisa, denominamos imagens da totalidade. Pensando nessas imagens e levando em consideração o princípio da relativização dos pontos de vista, chegamos à discussão acerca da relatividade do tempo. Borges relativiza todas as coisas, pulverizando certezas pré-estabelecidas, como a própria noção de tempo, de memória, bem como a linguagem e a distinção entre verdade e ficção. É da impossibilidade de guardar na memória todas as informações, todos os pontos de vista, todas as descontinuidades, que chegamos à impossibilidade de narrar os eventos simultâneos, atemporais e eternos, impossibilidade esta que Borges denomina caos. A ficção de Borges mostra o tempo como condição e também como prisão humana. Prisão porque somos privados da eternidade; mas condição porque se nos tornássemos eternos, deixaríamos de ser humanos. De um modo nietzscheano, a eternidade pode somente ser sentida pelo homem como um breve instante fora da duração; a permanência desse instante seria o seu fim.

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Autor(a): Clara Carolina Souza Santos
Título: Perpetuação da Memória e Ilustração do Império em História da América Portuguesa de Sebastião da Rocha Pita
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas
Orientador: Prof. Dr. Marcello Moreira 
Banca Examinadora: Profa. Dra. Lúcia Ricotta Vilela Pinto; Prof. Dr. Márcio Muniz
Data de defesa: 15 de dezembro de 2010
Resumo: Nesta dissertação, apresentamos resultados de pesquisa realizada no curso de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade da UESB, na linha de pesquisa Memória: Discursos e Narrativas no projeto Estudos Filológicos e Textuais e Práticas Letradas Coloniais, cadastrado pelo CNPq. Para compor as narrativas sobre ações dos lusitanos em terras baianas, Sebastião da Rocha Pita atualiza ações que ocorreram no globo terrestre e recuperados os princípios das coisas como as doutrinaram Platão, Aristóteles, Santo Ambrósio ou Santo Agostinho. Observando diversos enunciados em diferentes histórias verificamos que era possível que a ordenação da História da América Portuguesa ajudasse a conservar na memória a ordem e localização dos lugares com o propósito de deleitar homens ilustres e servir de exemplos para as virtudes belicosas dos homens de armas e letras legitimando pela narrativa o domínio legal português sobre as terras da América Portuguesa. Observamos nos textos preambulares do livro História da América Portuguesa como as histórias até o setecentos são ratificações da fé cristã e partem de princípio “verdadeiros” que referem ao tempo, à ordem ou ao alicerce. Dentro destes princípios, nos dedicamos em especial àqueles vinculados às práticas descritivas do corpo natural e material da América Portuguesa quando atualizadas em narrativas históricas de matéria brasileira e suas atualizações nos programas de veiculação das imagens nacionais a partir do século XVIII.
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Autor(a): Thiaquelliny Teixeira Pereira
Título: Memória e discurso religioso: a fé na “Santa Leocádia” de Guanambi – BA
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas
Orientadora: Profa. Dra. Edvania Gomes da Silva
Coorientadora: Maria da Conceição Fonseca-Silva
Banca Examinadora: Profa. Dra. Isnara Pereira Ivo; Profa. Dra. Tânia Maria Alkmim
Data de defesa: 15 de dezembro de 2010
Resumo: Esta dissertação é resultado de pesquisa que teve como principal objetivo analisar e descrever as manifestações religiosas ocorridas na cidade de Guanambi, Bahia, desde a sua formação, no início do século XIX, até a atualidade, com uma especial atenção a figura de Leocádia, uma personagem atualmente cultuada, que foi assassinada no final do século XIX. Para isso, além da pesquisa de campo, procedemos a analise de textos da literatura local, que abordam, direta ou indiretamente, elementos da religiosidade da referida cidade e que envolvem, em alguma medida, a figura de Leocádia. Essas materialidades são tomadas como memória coletiva, por se tratarem de textos que foram escritos por indivíduos enquanto pertencentes à coletividade e condicionados por ela. Sendo assim, essas lembranças individuais fixadas em papel e que constituem o corpus desta pesquisa figuram como representantes de um viver coletivo. Por meio das análises, revelamos os momentos da religiosidade de Guanambi, as posições de sujeito nas quais Leocádia aparece inscrita e tratamos da relação entre os devotos e Leocádia e entre os devotos e o espaço Leocádia.
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Autor(a): Thiago Alves França
Título: Memória, constituição e discursivização de G Magazine: a homofobia, o assumir-se gay e a militância
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas
Orientadora: Profa. Dra. Maria da Conceição Fonseca-Silva
Coorientador: Prof. Dr. Edson Silva de Farias
Banca Examinadora: Profa. Dra. Edvania Gomes da Silva; Prof. Dr. Sírio Possenti
Data de defesa: 16 de dezembro de 2010.
Resumo: A pesquisa que resultou neste trabalhado teve como objetivo analisar o processo de constituição e discursivização da revista G Magazine. Para tanto, o corpus foi constituído de formulações de edições da revista que circularam de outubro de 1997 a dezembro de 2009. Tentamos responder a seguinte questão: Ao se constituir como segmento de mercado, em que a revista G Magazine se diferencia de outras revistas? Para responder essa questão, tentamos comprovar a hipótese de que, no jogo de memória discursiva, a G Magazine, ao se constituir, diferencia-se de outras revistas pela regularidade da discursivização sobre a homofobia, o assumir-se gay e a militância. A partir da perspectiva multidisciplinar do Programa de Pós-Graduação em Memória: Linguagem e Sociedade, ao qual está vinculado este trabalho, para tentarmos responder a questão e comprovar a hipótese levantada, mobilizamos, na análise do corpus, postulados teóricos de diferentes áreas do conhecimento.
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Autor(a): Marleide Santana Paes
Título: A memória do tio Antônio à sombra do Conselheiro de Euclides da Cunha
Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória
Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas
Orientadora: Profa. Dra. Lúcia Ricotta Vilela Pinto
Banca Examinadora: Prof. Dr. Aleilton Fonseca; Prof. Dr. Marcello Moreira
Data de defesa: 17 de dezembro de 2010
Resumo: O presente trabalho é resultado de pesquisa que teve como objetivo investigar os procedimentos de produção histórica e ficcional para a representação da memória de uma personagem cara à literatura brasileira, Antônio Conselheiro. Para tanto, objetiva-se responder a uma das questões centrais desta dissertação, em que medida José. J. Veiga opta por figurar uma imagem de Antônio Conselheiro desprovida dos traços e disposições centrais que Euclides da Cunha havia associado a esta personagem
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Defesas em 2009

 

Dissertações defendidas 2009

 

 

Autor(a): Ricardo Pereira Vieira

Título: Memória e discurso: Chávez na mídia impressa

Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória

Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas

Orientador: Profa. Dra. Maria da Conceição Fonseca-Silva

Co-Orientador: Profa. Dra. Edvania Gomes da Silva 

Banca Examinadora: Profa. Dra. Rosa Helena Blanco Machado; Profa. Dra. Fernanda Mussalim

Data de defesa:  14 de dezembro de 2009

Resumo: Neste trabalho analisamos os discursos político-jurídicos sobre Hugo Chávez, presidente da Venezuela, materializados na revista de informação Veja. A pesquisa teve os seguintes objetivos: a) realizar um percurso de leitura das edições da revista Veja para identificar as posições de sujeito em funcionamento em relação a Chávez no poder; b) identificar as características que possibilitam subjetivar Chávez nas posições de sujeito identificadas; c) comprovar as hipóteses de que existem três enunciados de fundo político e jurídico sobre Chávez materializados nos textos analisados; e, finalmente, d) observar a forma como Chávez e “sua política” são representados e relacionados a determinados eventos e atores políticos historicamente definidos. O corpus da pesquisa é constituído de edições da revista Veja que circularam entre 1999 e 2009. No desenvolvimento da análise do corpus foram mobilizados conceitos operacionais do campo teórico da Escola Francesa de Análise de Discurso (AD) e da filosofia de Foucault, além de tópicos de Política, Mídia, Direito e Filosofia, sob o prisma da memória enquanto objeto multidisciplinar de estudo, apropriado por várias áreas do conhecimento.

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Autor(a): Georgia Sampaio Godoy

Título: Narrativas e lugares de constituição do sujeito mulher: um recorte de memória

Área de concentração:

Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas

Orientador:  Profa. Dra. Edvania Gomes da Silva

Banca Examinadora: Prof. Dr. Sírio Possenti; Prof. Dr. Nilton Milanez

Data de defesa: 15 de Dezembro de 2009

Resumo: Este trabalho tem como principal objetivo analisar os lugares de constituição do sujeito mulher nas narrativas materializadas em três coletâneas de “contos de fadas” que constituem o corpus da pesquisa: Histórias ou Contos do Tempo Passado com moralidades (ou Contos de Perrault), Contos de Fadas para Crianças e Adultos (ou Contos de Grimm) e Contos de Fadas para Crianças (ou Contos de Andersen). Para isso, procurou-se identificar as posições de sujeito ocupadas pela mulher nas relações de poder estabelecidas com a família (pai, mãe, tutores, marido, filhos e enteados) e o homem, dentro do discurso sobre a mulher disperso nas coleções dos contos populares coletados. O ponto principal da análise desta pesquisa circunda a discussão da descrição dos enunciados materializados nas formulações verbais e não verbais que compõem o corpus, a partir dos conceitos operacionais cunhados por Michel Foucault, segundo o qual os discursos transpassam os enunciados que irrompem como acontecimento na materialidade da língua de acordo com as condições de possibilidades definidas na prática discursiva. Dessa forma, a metodologia de pesquisa aplicada concentra-se na descrição enunciativa, por meio da verificação no léxico dos efeitos de sentido das formulações selecionadas, e da descrição das formulações pictóricas, com a análise dos indícios perceptíveis pela atenção aos detalhes, o que nos permitiu apreender os lugares de funcionamento do sujeito mulher e as práticas discursivas que os definem. Como resultado das análises, verificamos que os lugares de constituição do sujeito mulher nas narrativas são variados e dispersos na função que exercem dentro dos enunciados. Esses enunciados são configurados e reconfigurados ao longo da história, mas mantém filiações de sentido com outros enunciados que o precedem e o sucedem dentro de uma memória discursiva.

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Autor(a): Valdineia Oliveira dos Santos

Título: Entre cultivar a fé e colher o cacau: memória, cotidiano e religião (1950-1990)

Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória

Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação

Orientador: Profa. Dra. Lúcia Ricotta Vilela Pinto

Co-orientador: Prof. Dr. Edson Silva de Farias

Banca Examinadora: Prof. Dr. Marcello Moreira; Profa. Dra. Maria Salete de Souza Nery

Data de defesa: 15 de dezembro de 2009

Resumo: Essa pesquisa tem por objetivo central dar conhecimento sobre as práticas religiosas do cotidiano, nas fazendas de cacau da microrregião cacaueira da Bahia. Essa investigação parte do princípio de que essa região possui uma identidade marcada por uma atividade agrícola: a monocultura cacaueira, e que esse fator foi responsável por instituir um paradigma dominante para a interpretação da realidade cultural, o paradigma economicista. Esse excesso de história, no sentido econômico, construiu na memória social, uma representação “gloriosa” dos tempos áureos, nos quais os coronéis formaram a “civilização cacaueira” e isso colocou a cultura à sombra do cacau. Compreende-se que o cacau possui uma importância elementar para a configuração territorial dessa região, mas, entende-se que não são apenas as atividades econômicas que norteiam a vida social. Com base nesse pressuposto, essa pesquisa convida o leitor a adentrar o universo das práticas religiosas vivenciadas no cotidiano das fazendas de cacau, esse percurso é iluminado pela perspectiva teórica de Michel de Certeau em A Invenção do Cotidiano, e, principalmente, pela memória que emerge das narrativas orais dos agentes sociais que habitavam as fazendas. Assim, na interface entre cotidiano, memória e religião será possível compreender que a microrregião cacaueira era um espaço predominantemente católico, mas que na realidade da vida cotidiana o catolicismo foi ressignificado a partir da incorporação de elementos da cosmovisão africana e indígena.

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Autor(a): Daniela Moura Rocha de Souza

Título: Memória de Professores Intelectuais como Interlocutores do Republicanismo em Vitória da Conquista entre os anos de 1910 até 1945

Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória

Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação

Orientador: Profa. Dra. Lívia Diana Rocha Magalhães

Banca Examinadora: Profa. Dra. Ana Palmira Bittencourt Santos Casimiro; Prof. Dr. José Luís Sanfelice

Data de defesa: 18 de dezembro de 2009

Resumo: A pesquisa de mestrado que desenvolvemos tem como objetivo central analisar a memória escrita de professores de primeiras letras, no papel de intelectuais, que, durante a Primeira e/ou Segunda República, ganharam evidência pública, por meio de suas atuações na imprensa local, nas agremiações culturais e na política. São os interlocutores do republicanismo que se instalava a partir do ugar de professor como intelectual. Analisamos notícias de jornais, trechos de poesias, de bibliografias locais, diversos registros escritos oficiais e nos deparamos com o processo de interação que um grupo de professores intelectuais estabeleceu com o contexto republicano, a partir das oportunidades oferecidas pelo seu “status” de professores de primeiras letras. Revisitamos a categoria de professor intelectual e tomamos a memória histórica como conceito fundamental, na sua versão de memória histórica documental, ou simplesmente memória escrita como registro de experiências comuns, de trajetórias individuais ou de um grupo em um dado momento histórico. Consideramos que as primeiras décadas da República propiciaram que professores de pequenas salas de aula adentrassem em espaços como jornais, escrevessem poesias, ocupassem cargos públicos e depois se tornassem reverenciados em revistas, poesias, discursos, autobiografias, se tornando referências de uma memória coletiva (ou de grupo, no caso de professores intelectuais), que passam a fazer parte de uma memória social local.

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Autor(a): Halysson Frankleynyelly Dias Santos

Título: Exegi Monumentum Aere Perennius: Poesia Épica e Memória no Caramuru de Santa Rita Durão

Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória

Linha de Pesquisa: Memória, Discursos e Narrativas

Orientador: Prof. Dr. Marcello Moreira 

Banca Examinadora: Profa. Dra. Lúcia Ricotta Vilela Pinto; Prof. Dr. Márcio Ricardo Coelho Muniz

Data de defesa: 18 de dezembro de 2009

Resumo: Essa dissertação apresenta os resultados de pesquisa acerca das relações entre epopéia e memória nas letras ditas coloniais, passíveis de serem identificadas no Caramuru, Poema Épico do Descobrimento da Bahia, de Frei José de Santa Rita Durão. Em sua primeira parte, estudamos tais relações mediante o estudo dos preceitos técnicos concernente ao gênero épico encontrados em algumas das inúmeras preceptivas italianas, francesas, espanholas e portuguesas, destinadas a regular a produção poética entre os séculos XVI, XVII e XVIII. Em seguida, propõe-se uma breve discussão sobre as correlações entre gênero épico, preceituação poética e memória no Caramuru. Na segunda parte, estudamos as relações entre gênero épico, memória e retórica epidítica no poema. Ademais, temos em vista as relações entre memória e monumentalização, que, no caso da epopéia, se expressa pela celebração dos feitos e dos homens ilustres e, portanto, dignos de serem lembrados pela posteridade.

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Autor(a): Edileusa Santos Oliveira

Título: O Ginásio de Conquista:  memória de uma instituição escolar (1940-1690

Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória

Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação

Orientador: Profa. Dra. Ana Elizabeth Santos Alves

Banca Examinadora: Profa. Dra. Ana Palmira Bittencourt Santos Casimiro; Profa. Dra. Maria Antonieta Campos Tourinho

Data de defesa: 19 de dezembro de 2009.

Resumo: O Ginásio de Conquista, trazido para a Cidade de Vitória da Conquista pelo Padre Palmeira, em fins de 1939, está na memória social e nos muitos “lugares de memória” como um importante centro de referência cultural do interior da Bahia. As lembranças informam que por seus corredores e salas passaram filhos ilustres do sertão baiano, alguns conhecidos, outros ainda não revelados; falam de um centro de excelência e qualidade educacional; contam histórias de uma instituição escolar que cumpria com o papel de oferecer ensino e formação aos jovens. Enquanto os silêncios ou esquecimentos guardam as suas possíveis contradições, os fatos são descritos, narrados e enaltecidos sem uma reflexão profunda, que venha a garantir um conhecimento totalizante. A “história” dessa instituição, contada pelo senso comum, apresenta apenas os aspectos imediatos e aparentes da realidade. Mas, esta dissertação traz uma reconstrução crítica da trajetória educacional do Ginásio de Conquista, partindo do seguinte questionamento: “qual foi a trajetória do primeiro ginásio de Vitória da Conquista, fenômeno importante por suas imbricações na vida do município e da região, considerando o confronto entre as representações e a realidade sobre sua memória?” Objetivamos reconstruir a história do Ginásio de Conquista, a partir da sua memória (analisando os seus “lugares de memória” e as “representações” que seus contemporâneos, em especial seus ex-alunos, fazem da instituição), descobrindo seu posicionamento na rede de interesses, ideologias, paradigmas, projetos sociais em disputas nas primeiras décadas do século XX, confrontando a instituição com a realidade sócio-econômica e cultural, em plano regional e nacional. Pretendemos, ainda, registrar informações sobre sua infra-estrutura, seus aspectos acadêmicos e seus sujeitos (especialmente o corpo discente). Tais aspectos, que vão da organização e instrumentos materiais ao conjunto de idéias difundidas, foram estudados no campo teórico-metodológico do Materialismo Dialético, tendo por suporte técnico a contribuição da história oral e as discussões sobre memória. A memória da trajetória do Ginásio de Conquista – desde sua fundação até a década de 1960, período em que foi dirigida pelo Pe. Palmeira – presente em muitos “lugares” e nas “representações” dos seus ex-alunos está registrada, organizada e sistematizada cientificamente neste trabalho, que traz a reconstrução da história do primeiro ginásio do município.

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Autor(a): Jorgeval Andrade Borges

Título: Ambígua África, memórias e representações da África antiga no livro didático: Egito, reinos e impérios africanos

Área de concentração: Multidisciplinaridade da Memória

Linha de Pesquisa: Memória, Cultura e Educação

Orientador: Profa. Dra. Ana Palmira Bittencourt Santos Casimiro

Co-orientador: Profa. Dra. Lívia Diana Rocha Magalhães

Banca Examinadora: Profa. Dra. Maria Helena Matue Ochi Flexor; Prof. Dr. José Luís Sanfelice

Data de defesa: 19 de dezembro de 2009

Resumo: A pesquisa investigou a presença da história africana em livros didáticos do ensino médio, tendo como recorte a África antiga. Essencialmente, trabalhou com duas temáticas consideradas fundamentais para se obter uma compreensão de como a África está sendo abordada nos atuais livros didáticos de história, qual seja, o Egito antigo e os Reinos e Impérios africanos. A perspectiva teórica adotada utilizou os conceitos de memória e representação, por entender que as idéias centrais contidas nos textos didáticos se tornam representações mentais que, uma vez retidas e reelaboradas pela consciência, se transformam em uma memória de África. Tendo em vista que o que se apreende sobre a África na escola é intermediada por um processo pedagógico, a pesquisa se apoiou na teoria da aprendizagem mediada de Vigotski. Desse modo se atentou para o papel mediador do livro didático que possibilitaria uma memória mediada sobre a África. A combinação de procedimentos quantitativos e qualitativos resultou em um conjunto de representações sobre o continente africano que demonstrou o quanto de contradições existem na atual abordagem da história africana nos referidos livros. No quadro final se vislumbra a idéia de uma África inserida no livro didático dominado por uma concepção européia da história. No final a pesquisa sugere o aparecimento de uma representação geral nos livros consultados: uma África ambígua que combina atraso e desenvolvimento. Nesse sentido, os referidos livros produzem, em sua configuração atual, uma memória de indefinição do que se entende por África.

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