Proler/FBN
O Programa Nacional de Incentivo à
Leitura – PROLER está vinculado à Fundação
Biblioteca Nacional (FBN),órgão do Ministério
da Cultura e encontra-se sediado na Casa da Leitura no Rio de Janeiro.
É constituído por 81 comitês organizados em
municípios brasileiros. Foi institucionalizado em 13 de maio
de 1992, decreto n.º 519 D.O. de 14 de maio de 1992, e , desde
então, vem atuando com uma política de leitura que
tem em vista colaborar para qualificar as relações
sociais, através da formação de leitores conscientes
e valorizadores do exercício da cidadania para interação
critica com o seu contexto.
Quando o Proler/FBN iniciou sua atuação em 1992, sob
a coordenação do teatrólogo Francisco Gregório
e a Profa. Dra Eliana Yunes já tinha como pressuposto o não
estabelecimento de planos verticalizados e acabados para implantação.
Pelo contrário, teorias e práticas vêm constantemente,
sendo repensadas e hoje, o Programa continua adequando-se em resposta
aos indicadores sinalizados pela sociedade. Em meados de 1996, a
nova direção da Fundação Biblioteca
Nacional através da Comissão Nacional e contando com
a Profa. Elizabeth D´Ângelo Serra, promoveu a integração
do Proler com o MEC e outras instituições com experiência
de leitura, tais como: Fundação Nacional do Livro
Infantil e Juvenil - FNLIJ, Associação de Leitura
do Brasil - ALB, Programa de Alfabetização e Leitura
-PROALE/UFF, Universidade Federal da Bahia.
A composição plural da Comissão está
baseada no fato de a preocupação com a leitura se
expressar em diferentes instituições/entidades, tanto
de base acadêmico-universitária, quanto de organizações
não governamentais, cuja experiência recomenda que
sejam incorporadas a programas desta natureza. A partir de 2003
o Proler/FBN encontra-se sob a nova administração
do Dr. Pedro Aranha Corrêa do Lago, presidente da FBN, estando
a Casa da Leitura sob a coordenação da Profa. MS Cynthia
Rodrigues.O Proler/FBN busca contemplar a variedade e a diversidade
das práticas brasileiras de promoção da leitura.
Baseia-se em princípios que levam em conta o fato de a sociedade
brasileira conviver com uma escola básica cujos resultados
têm apontado, freqüentemente, para a fragilidade da intervenção
pedagógica. A leitura (ou o seu equivocado conceito e prática)
não tem significado uma possibilidade real de inserção
dos sujeitos no mundo da informação e, conseqüentemente,
o exercício da cidadania passa a ser comprometido. É
por ela, então, que a possibilidade de intervenção
na realidade se faz, pelo domínio que a condição
de leitor oferece aos sujeitos.A educação de qualidade
implica prioridade política, como instrumento básico
para sua consecução.
As diretrizes norteadoras do Proler/FBN expressam o caráter
de processo que deve orientar a formação de leitores.
São elas:· Diversidades de ações e de
modos de leitura manifestadas: nas práticas de leituras promovidas;
nos locais e instituições abrangidos; nas atividades
organizadas.· Especificidade do ato de ler, entendendo-se
que atos de leitura exigem modos próprios e competências
específicas;· Articulação leitura e
cultura, não se compreendendo a leitura fora dos contextos
nos quais se expressam a riqueza da vida humana e suas produções;·
Prioridade da esfera pública, concretizando-se ações
voltadas aos interesses da maioria da população leitora
e não leitora.
Como é ela que, de modo geral, concentra a maioria das ações
e dos agentes de leitura – professores das redes públicas,
deve-se pensa-la como irradiadora das práticas leitoras;·
Publicidade da leitura, enfatizando-se que ela precisa ser tema
na cena social;· Democratização do acesso à
leitura, pela disponibilização do material de leitura
em bibliotecas escolares e públicas, em salas de aula e em
salas de leitura em locais públicos.Para cumprir essas diretrizes,
o Proler/FBN estabeleceu vertentes organizadoras de suas ações.
Formação de promotores de leitura, tendo, como público
principal, professores das redes públicas.·Promoção
de ações de leitura, englobando diversas práticas
leitoras.
Promoção de ações estratégicas
de articulação e de valorização do lugar
político da leitura. Estímulo à criação
de bibliotecas públicas. Divulgação de informações
sobre o tema leitura, disseminando-as em rede.
O Proler/UESB (1992 - )
O Programa Nacional de Incentivo à Leitura
– Proler está vinculado à Fundação
Biblioteca Nacional - FBN e objetiva a formação do
leitor-cidadão. O Proler/FBN está sediado na Casa
da Leitura, no Rio de Janeiro e constroi parcerias com instituições
e atores sociais que desenvolvam programas de leitura.
O Proler/FBN/UESB foi instalado na Região Sudoeste da Bahia
em 10 de Janeiro de 1992, através do convênio de cooperação
cultural firmado entre a Fundação Biblioteca Nacional,
Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Prefeituras Municipais
de Vitória da Conquista, Jequié e Itapetinga.
Assinaram a ata da 1ª reunião do Proler/UESB, realizada
na Prefeitura Municipal de V. da Conquista: Prof. Francisco Gregório
Filho, Coordenador do Proler/FBN, Dr. Carlos Murilo Pimentel Mármore,
Prefeito de Vitória da Conquista, Prof. Pedro de Souza Gusmão,
Reitor da UESB, Profa. Heleusa Figueira Câmara, Vice-Reitora
da UESB e Coordenadora Regional do Proler/UESB: Região Sudoeste
da Bahia, Dr. José Marcos de Souza Gusmão, prefeito
de Itapetinga, Profa. Maria Helena Ribeiro e Profa. Iara do Carmo
Callegaro coordenadoras do Proler/UESB Campus de Itapetinga, Dr.
Luis Amaral, Prefeito de Jequié, Profa. Márcia do
Couto Auad e Ivana Lins Gesteira, coordenadoras do Proler/UESB Campus
de Jequié.
Instalado na Região Sudoeste da Bahia em Janeiro de 1992,
através do convênio de cooperação cultural
firmado entre a FBN, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia,
Prefeituras Municipais de da Conquista, Jequié e Itapetinga,
o Proler/UESB articula iniciativas de promoção de
leitura, especialmente voltadas à formação
crítica do educador-leitor. Promove ações para
viabilizar o acesso a educação de qualidade e aos
bens imateriais nos processos de democratização cultural.
O Proler/UESB estimula práticas-leitoras que valorizam o
saber local, as experiências dos sujeitos. Articula e promove
ações, visando despertar o interesse pela leitura
na região, consciente do papel promotor de treinamentos contínuos
de professores do Ensino Fundamental.
A partir de 1992 o Proler/UESB vem oferecendo treinamento para professores
da rede pública de ensino da região, mediante a realização
de seminários e encontros de leitura anuais, que contam com
a presença dos mais renomados nomes de estudiosos da leitura
e literatura do Brasil. Os encontros do Proler/UESB nos campi de
V. da Conquista e Itapetinga são promovidos pelo Ministério
da Cultura e Fundação Biblioteca Nacional, organizados
pela Coordenação Nacional Proler, Casa da Leitura
em parceria com as instituições conveniadas: Universidade
Estadual do Sudoeste da Bahia e Prefeitura Municipal de Vitória.
da Conquista.
O apoio financeiro procede de: SEF/FNDE/MEC, do Governo do Estado
da Bahia, da Prefeitura Municipal de Vitória. da Conquista
e, eventualmente, de empresas da comunidade. Os apoios institucionais
provem da Pró Reitoria de Extensão, Gerência
de Assuntos Comunitários, dos departamentos : DCSA, DEBI,
DCHL, das Secretarias Municipais de Educação, da DIREC
20 e entidades culturais e filantrópicas da cidade.
Proler/UESB: campus de Vitória
da Conquista (1992 -)
O Proler/UESB em Vitória da Conquista incorpora novas concepções
de leitura ao discutir práticas pedagógicas numa escola
que se deseja mais libertária. Como as leituras fazem parte
do cotidiano das pessoas é preciso que ações
contínuas e autônomas sejam empreendidas para possibilitar
releituras da sociedade atual em que a mídia, a velocidade
da informação e as tecnologias vêm balizando
comportamentos. O Proler/está constituído por quatro
grupos de trabalho: Comitê Proler/UESB, Núcleo Proler/Mongoió,
Núcleo Proler/Bem-Querer, Núcleo Letras de Vida: escritas
de si e o Proler/Carcerário.
As ações do Proler/UESB: campus de Vitória
da Conquista são desenvolvidas junto à rede municipal
de educação dos municípios da micro-região;
as do Proler/Mongoió estão voltadas para a memória
oral, para registro das manifestações artístico-culturais
em contos populares e no cancioneiro regional, em diversos segmentos
sociais; o Proler/Bem-Querer voltado para o incentivo a leitura
no Projeto Escola Laboratório da UESB, o Núcleo Letras
de Vida: escritas de si incentiva a escrita e publicação
de livros de autodidatas, e o Proler/Carcerário mediante
o estimulo a leitura e a escrita autobiográfica em presídios.
O Proler/UESB: campus de Vitória da Conquista é o
comitê pioneiro no Brasil do Proler/FBN tendo completado 12
anos de atividades ininterruptas.
O objetivo do Proler tem sido a formação de mediadores
da leitura através do treinamento contínuo de professores,
comunidade em geral, cujas ações devem contribuir
para novas leituras da sociedade, ampliação de práticas
leitoras que no dia a dia possam escrever novas histórias
de vida voltadas para a construção de uma sociedade
mais crítica, solidária e libertária.
Para promover um maior intercâmbio e troca de experiências
o Proler/UESB viabiliza a realização de Encontros
de Leitura realizados com periodicidade anual, por meio de palestras,
mesas redondas, comunicações, exposição,
painéis, oficinas, apresentações artístico-culturais
encontro com escritores, lançamento de livros e exibição
de filmes.
Especialistas de todo o país, oriundos de universidades,
núcleos de estudos, centros de pesquisa com competência
reconhecida são convidados para discutir sobre leitura, arte,
ciência, e literatura. As colaborações de profissionais
de áreas diversas do conhecimento enriquecem o Proler estampando
a pluralidade de saberes.
O Proler/UESB, de acordo com as metas e ações propostas
encontra-se particularmente afinado com as atividades de ensino
e pesquisa. O encontro de leitura interfere, pedagogicamente, nas
práticas dos professores da rede pública da região
e torna-se necessária a organização de estudos
que viabilizem levantamento das práticas leitoras decorrentes
dos treinamentos oferecidos pelo programa de leitura.
O Proler/UESB está articulado com a pesquisa Letras de Vida:
conversas prisionais que trabalha com as fontes do Proler/Carcerário.
Os textos autobiográficos dos prisioneiros serão apresentados
no Encontro de Leitura.
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