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Fitopatologia
 
 
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terça-feira , 2 de setembro de 2014
 
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SEÇÕES UNIDADES

  

 

INTRODUÇÃO

PRINCIPAIS DOENÇAS NA CULTURA DO MILHO

Fernando Tavares Femandes e Elizabeth de Oliveira

INTRODUÇÃO

Na última década, a produção de milho no Brasil cresceu significativamente, alcançando cerca de 36 milhões de toneladas. Esse crescimento ocorreu em função de vários fatores, sendo o principal           o aumento da produtividade, devido à introdução           de cultivares mais produtivas, associada a determinadas práticas           culturais. Outro fator que contribuiu para o aumento da produção           foi o crescimento da área cultivada com plantios de segunda época           (safrinha) para 1,5 milhão de hectares, dentro de um total de           13 milhões de hectares ocupados pela cultura do milho. Com relação           às áreas produtoras de milho no Brasil, observa-se que           ocorreu um deslocamento da cultura para novas regiões do Centro-oeste.

Acompanhando o crescimento           da produção, ocorreu grande aumento na incidência           e severidade de doenças na cultura do milho. Aparentemente, esse           aumento na incidência e severidade das doenças pode ser           explicado por vários dos fatores que contribuíram para           o crescimento da produção e também pelo deslocamento           da cultura para novas regiões.

Nos últimos           anos, têm sido introduzidas muitas cultivares comerciais de milho           mais produtivas, porém com diferentes níveis de resistência           às doenças. Além disso, algumas práticas           culturais, como o plantio direto, que tem aumentado significativamente           e que contribui para o acúmulo de inóculo de patógenos           nos restos de cultura, podem também favorecer as doenças.

Pesquisadores da Embrapa           Milho e Sorgo. Caixa Postal 151. CEP 35701-970 Sete Lagoas, MG

 

A intensificação           do cultivo em áreas irrigadas, com mais de uma safra por ano,           principalmente quando são realizados cultivos sucessivos de milho,           permite a perpetuação e o acúmulo de inóculo           de patógenos, bem como a sobrevivência de insetos vetores,           e assim aumenta grandemente a incidência e a severidade de muitas           doenças. 0 manejo inadequado da irrigação, permitindo           excessos de água nas lavouras de milho, também contribui           para o aumento da severidade de muitas doenças, principalmente           aquelas causadas por bactérias.

Os plantios de safrinha           expõem a cultura do milho a condições climáticas           distintas daquelas que predominam na safra normal. Essas diferentes           condições climáticas podem ser favoráveis           à ocorrência de determinadas doenças e podem, em           alguns casos, interferir no desenvolvimento das plantas, aumentando           sua susceptibilidade às doenças. Além disso, o           uso da safrinha faz com que haja milho no campo por um período           de tempo mais prolongado, o que pode aumentar o potencial de inóculo           de vários patógenos, resultando em maior severidade de           doenças na safra normal. Os plantios de safrinha podem ainda           coincidir com picos populacionais de insetos vetores de vírus           e Mollicutes, ficando sujeitos a altas incidências de viroses           e enfezamentos. 0 deslocamento da área cultivada com milho também           expõe essa cultura a diferentes condições climáticas.

Entretanto, apesar           de as doenças na cultura do milho constituírem atualmente           um fator de grande preocupação nos vários segmentos           da cadeia produtiva, existem várias alternativas que podem ser           utilizadas para seu controle, permitindo evitar perdas consideráveis           na produção.

DOENÇAS FOLIARES

MANCHA POR Phaeosphaeria

 

INTRODUÇÃO

A incidência           e a severidade dessa doença no Brasil têm aumentado significativamente           a partir dos anos 90, podendo ser encontrada hoje em praticamente todas           as regiões onde o milho é cultivado. Em cultivares susceptíveis,           a mancha por Phaeosphaeria pode reduzir a produção           de grãos em cerca de 60%.

 

SINTOMAS

Os sintomas da doença caracterizam-se pela presença, nas folhas, de lesões necróticas, de cor palha, em número variável, circulares a elípticas, com diâmetro variando aproximadamente de 0,3 a 1 cm. No início,           essas lesões são aquosas (tipo anasarca) de cor verde-claro.           Em geral, os sintomas aparecem primeiro nas folhas inferiores, progredindo           rapidamente em direção ao ápice da planta, e são           mais severos após o pendoamento. Em condições favoráveis,           essa doença pode causar seca prematura das folhas e redução           no ciclo da planta. O tamanho e o peso dos grãos podem ser drasticamente           reduzidos.

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LESÕES NA FOLHA

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GENÓTIPOS RESISTENTES E SUSCEPTÍVEIS

ETIOLOGIA

A doença é           causada pelo fungo Phaeosphaeria maydis (sin. Sphaerulinia           maydis = Leptosphaeria zeae maydis). O gênero Phaeosphaeria           está classificado em Ascomycotina Loculoascomycetes - Pleosporales           - Pleosporaceae. Os ascosporos de Phaeosphaeria maydis são           amarelo-esverdeados, fusiformes ou cilíndricos, multicelulares           e freqüentemente apresentam uma célula mais larga que as           demais. A forma imperfeita desse fungo é denominada Phyllosticta           sp., que está classificada em Deuteromycotina - Coelomycetes           - Sphaeropsidales - Sphaeropsidaceae, e apresenta conídios hialinos,           unicelulares, tipicamente uni ou bigutulados.

{erro: imagem}ASCOSPOROS DE P. maydis

CONTROLE

Embora a utilização           de cultivares resistentes seja o método mais eficiente para o           controle da mancha por Phaeosphaeria, atualmente, a maioria das           cultivares comerciais de milho tem se mostrado susceptível a           esse patógeno. A partir de 1990, quando essa doença passou           a destacar-se pelos prejuízos causados à produção,           várias Instituições de Pesquisa e Empresas Produtoras           de Sementes intensificaram suas pesquisas para obtenção           de cultivares resistentes. Fontes de resistência a essa doença           já foram identificadas, tornando possível a obtenção           futura de cultivares resistentes.

Uma prática           cultural que tem-se mostrado efetiva para o controle da mancha por Phaeosphaeria,           em algumas regiões, é a realização dos plantios           mais cedo, geralmente nos meses de setembro e outubro, evitando-se,           assim, os plantios tardios, nos quais a doença incide com maior           severidade.

Considerando-se a possibilidade           de sobrevivência do patógeno nos restos de cultura, o plantio           direto é uma prática que pode aumentar o potencial de           inóculo ao longo do tempo, tornando as lavouras de milho nesse           sistema de cultivo mais sujeitas à ocorrência da doença           em alta severidade. Quando a doença ocorrer em alta severidade,           os restos de cultura devem ser incorporados ao solo para decomposição,           antes do próximo plantio.

O controle químico           da doença através de pulverizações é           possível, considerando-se que já foi demonstrada a sensibilidade           do fungo a vários fungicidas "In vitro"e "In vivo".           Dentre outros, o fungicida Mancozeb mostrou-se mais efetivo no controle           da doença. Contudo, não há ainda fungicidas registrados           no Ministério da Agricultura para o controle de Phaeosphaeria           maydis.

FERRUGEM POLYSORA

INTRODUÇÃO

Desde o início           da década de 80, a ferrugem polysora tem sido um problema sério           na cultura de milho nas regiões Sudoeste de Goiás, Triângulo           Mineiro e, mais recentemente, no Noroeste de São Paulo, no Leste           e no Norte do Paraná e no Mato Grosso do Sul. Sob condições           favoráveis e em cultivares susceptíveis, essa ferrugem           pode ocorrer severamente nas folhas, caule, palha das espigas e bainha,           causando a seca prematura das plantas e, conseqüentemente, redução           acentuada no tamanho das espigas e dos grãos.

 

SINTOMAS

A ferrugem polysora           pode ser observada em qualquer estádio de desenvolvimento das           plantas de milho, inicialmente nas folhas baixeiras, na forma de pústulas.

As pústulas           formadas são predominantemente circulares, de cor marrom-clara           em plantas jovens, e tornam-se marrom-escuras à medida em que           a planta se aproxima da fase de maturação. Essas pústulas           encontram-se densamente distribuídas em ambas as faces das folhas           e podem ser normalmente observadas ainda cobertas pela epiderme. Aquelas           que já romperam a epiderme apresentam aspecto pulverulento.

Embora, em condições           de campo, a ferrugem polysora (Puccinia polysora) possa ser freqüentemente           confundida com a ferrugem comum (Puccinia sorghi), é possível           distinguir as duas com base nas características de suas pústulas.           Em laboratório, ao microscópio, as duas ferrugens são           facilmente diferenciadas pela morfologia de seus uredosporos.{erro: imagem}

ETIOLOGIA

O agente causal dessa           doença é o fungo Puccinia polysora (Basidiomycotina           - Teliomycetes - Uredinales Pucciniaceae). Os uredosporos de P. polysora           são caracteristicamente ovais a irregulares, binucleados, de           cor amarelada. Os teliosporos apresentam extremidades arredondadas,           são bicelulares, com septo constricto e de cor marrom-clara.           Estão ligados a pedicelos persistentes, cujo comprimento é           aproximadamente igual a 1/4 do comprimento do teliosporo. Várias           raças desse patógeno já foram identificadas.{erro: imagem}

 

Uredosporos

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Teliosporos

 

OCORRÊNCIA

A severidade da ferrugem           polysora é favorecida por umidade relativa alta e temperaturas           em torno de 27ºC.

Até o momento,           não são conhecidos hospedeiros alternativos desse patógeno.           Sua disseminação ocorre principalmente através           do vento. As fontes primárias e secundárias de inóculo           para o milho são constituídas pelos uredosporos produzidos           no próprio milho. Os teliosporos são raros e normalmente           não germinam, sendo de pouca importância no ciclo da doença.

CONTROLE

Para locais e épocas           em que predominam condições climáticas favoráveis,           permitindo sempre a ocorrência severa da doença, o método           de controle mais eficiente é o uso de cultivares resistentes.           Em locais em que as condições climáticas favoráveis           ocorrem apenas em determinadas épocas, é possível           escapar da doença realizando-se o cultivo nos meses em que essas           condições são desfavoráveis.

FERRUGEM BRANCA OU           TROPICAL

INTRODUÇÃO

É uma das mais           novas doenças na cultura do milho no Brasil, tendo sido relatada           em 1985. A partir do início da década de 90, a ferrugem           branca tem se destacado devido à severidade de sua ocorrência           em vários municípios do Sudoeste de Goiás.

SINTOMAS

A ferrugem branca pode           ser facilmente identificada em condições de campo, pela           coloração creme de suas pústulas. Essas pústulas           cremes ocorrem tipicamente em grupos, na face superior das folhas. Com           o desenvolvimento da doença, os grupos de pústulas tornam-se           circundados por um halo escuro, freqüentemente avermelhado.{erro: imagem}

ETIOLOGIA

O agente etiológico           é o fungo Physopella zeae (Basidiomycotina - Teliomycetes           - Uredinales Coleosporiaceae). Apresenta uredosporos hialinos . Os teliosporos           são cilíndricos e sésseis, marrom-claros, unicelulados,           ocorrendo em cadeias de dois ou mais teliosporos. Pelo menos duas raças           de Physopelia zeae são conhecidas.{erro: imagem}

 

Uredosporos

 

CONTROLE

O método mais           eficiente para o controle da ferrugem branca é a utilização           de cultivares resistentes. Contudo, apesar de essa ferrugem constituir           hoje uma ameaça à cultura do milho, ainda é pouco           estudada com relação à determinação           de mecanismos de resistência, variabilidade do patógeno,           obtenção de cultivares resistentes, possíveis hospedeiros           alternativos, efeito de práticas culturais na severidade da doença           e possibilidade de controle químico.

FERRUGEM COMUM

INTRODUÇÃO

É a ferrugem           mais antiga e a mais estudada na cultura de milho no Brasil e pode ser           encontrada em todas as regiões onde o milho é cultivado.           Assim como as outras ferrugens, sob condições favoráveis,           pode causar seca prematura da planta, comprometendo a produção.

SINTOMAS

Essa ferrugem forma           pústulas predominantemente alongadas, de cor marrom-clara em           plantas jovens e que tornam-se marrom-escuras à medida em que           a planta se aproxima da fase de maturação . Essas pústulas           podem ser encontradas em ambas as faces das folhas e, devido ao rompimento           da epiderme, apresentam caracteristicamente uma fenda.{erro: imagem}

ETIOLOGIA

A ferrugem comum é           causada pelo fungo Puccinia sorghi (Basidiomycotina - Teliomycetes           - Uredinales - Pucciniaceae). Esse patógeno           apresenta uredosporos caracteristicamente arredondados, binucleados,           de cor marrom-ferruginosa. Os teliosporos são de cor marrom-escura,           bicelulados, com leve constrição no septo. São           ligados a pedicelos, cujo comprimento é uma a duas vezes o comprimento           do teliosporo.

Várias raças           desse patógeno já foram identificadas.

Ocorrência e           disseminação da doença

Puccinia sorghi           apresenta cicio completo, tendo como hospedeiro alternativo o trevo           (Oxalis sp.).

É uma doença           favorecida por temperaturas entre 16 e 23 ºC e umidade relativa           alta. A fonte primária de inóculo para o milho são           os uredosporos formados no próprio milho ou os aeciosporos produzidos           no hospedeiro alternativo (trevo), cuja disseminação se           dá principalmente pelo vento. 0 trevo é infectado pelo           micélio proveniente da germinação dos basidiosporos           e esses basidiosporos são formados após a germinação           dos teliosporos, no solo.

CONTROLE

Por ser um parasita           obrigatório e apresentar ciclo completo, as principais medidas           de controle são a utilização de cultivares resistentes           e a eliminação das plantas de trevo hospedeiras.

MANCHA POR Helminthosporium           turcicum e Helminthosporium maydis

Inclui-se entre as           doenças mais antigas e importante na cultura do milho no Brasil,           causando perdas em produção particularmente em condições           de alta umidade relativa temperaturas amenas.

SINTOMAS

Os sintomas típicos           da mancha por Helminthosporium turcicum são a formação           de lesões foliares necróticas coloração           palha e bordas bem definidas, alongadas e grandes (em média com           cerca de 5 a 8 cm em comprimento), largas, irregularmente distribuídas           na superfície foliar, e que, casos severos, coalescem. Essas           lesões podem tornar-se escuras devido à frutificação           do fungo. Em cultivares que possuem o gen Ht1 para resistência           a H. turcicum geral as lesões são alongadas e cloróticas,           circundadas por um halo amarelado .

Algumas vezes as lesões           necróticas de H. turcicum são confundidas com aquelas           causadas por Diplodia macrospora, contudo, podem ser facilmente           diferenciadas, observando-se que as lesões de D. macrospora           apresentam sempre um ponto de infecção caracterizado por           um pequeno círculo no centro da lesão, claramente visível           quando é observada contra a luz.{erro: imagem}

H.           turcicum

O tamanho e a forma           das lesões causadas por H. maydis variam com a susceptibilidade           da cultivar. Nas folhas, as lesões são de cor palha, geralmente           limitadas pelas nervuras, retangulares, de 2,5 cm x 0,5 cm, em média,           e aparecem primeiro nas folhas baixeiras. Nas bainhas e palhas das espigas,           elas aparecem circundadas por um halo avermelhado e, no interior das           palhas e nos grãos, as lesões são de cor preta.{erro: imagem}

H.         maydis

 

Ocorrência e           disseminação da doença

Essa doença           é favorecida por temperaturas entre 20 e 32 ºC e pela presença           de orvalho na superfície das folhas. Os conídios de H.           maydis são disseminados pelo vento e por respingos de chuva.           Em genótipos, susceptíveis, sob condições           climáticas favoráveis, a doença rapidamente atinge           níveis epidêmicos na lavoura.

O patógeno sobrevive           nos restos de cultura, na forma de micélio ou de clamidosporos           e por isso pode constituir problema em áreas onde se utiliza           o plantio direto. 0 único hospedeiro conhecido é o milho.

CONTROLE

A utilização           de cultivares resistentes constitui um dos mais eficientes e econômicos           meios de controle da mancha por H. turcicum. No caso desse patógeno,           existem dois tipos principais de resistência: um afetando o número           das lesões, em que os genótipos resistentes apresentam,           em campo, menor número de lesões na planta, sendo essas,           contudo, mais numerosas nas folhas baixeiras. O outro tipo é           expressado por lesões alongadas e cloróticas, circundadas           por um halo amarelado, nas quais a esporulação do fungo           é inibida e ocorrem em plantas que possuem o gene Ht1 para resistência.

A mancha por H.           maydis pode ser eficientemente controlada pela utilização           de cultivares resistentes. A herança da resistência a esse           patógeno pode ser citoplasmática ou genética. A           resistência à raça T é atribuída a           fatores genéticos e citoplasmáticos, sendo o componente           citoplasmático o mais importante. Por outro lado, a herança           genética é determinante da resistência à           raça 0.

Como H. maydis           sobrevive nos restos de cultura, as práticas de aração           e gradagem e a rotação de cultura podem reduzir o potencial           de inóculo no solo.

MíLDIO DO           SORGO EM MILHO

Essa doença           foi relatada primeiramente em sorgo, com o nome de "míldio           do sorgo", e posteriormente encontrada em milho, sendo, então,           denominada "míldio do sorgo em milho".

Sua ocorrência           no Brasil foi observada, pela primeira vez, no início da década           de 70 e tem sido problema na cultura de milho, principalmente nos Estados           do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O míldio           do sorgo causa esterilidade em milho, quando as plantas são infectadas           nos primeiros estádios de desenvolvimento, acarretando perda           total na produção.

 

SINTOMAS

Plantas de milho com           míldio apresentam tipicamente deformações no pendão           (pendão louco ou "crazy top"), em que as estruturas           florais tomam o aspecto de pequenas folhas, ou apresentam folhas estreitas           e eretas, sem a presença de pendão. Em ambos os casos,           não há formação de espigas. Normalmente,           formam-se estrias esbranquiçadas, contínuas, ao longo           das folhas. Pela manhã, é possível observar, na           face inferior das folhas, ao longo das estrias, uma camada branca formada           pelos esporângios do fungo Peronosclerospora sorghi. Em           plantas jovens, o sintoma da doença caracteriza-se pelo aparecimento           na folha, a partir da base, de grande área verde-claro, que nitidamente           contrasta com o verde normal da parte apical da folha.{erro: imagem}

SINTOMA FOLIAR{erro: imagem}

LESÃO LOCALIZADA{erro: imagem}

 

SINTOMA FOLIAR{erro: imagem}

 

SINTOMA DE PENDÃO LOUCO

Ocorrência e           disseminação da doença

Durante a noite, sob           condições de temperaturas entre 21 e 23 ºC e na presença           de orvalho, ocorre abundante produção de esporângios           pelo fungo. Esses esporângios eficientemente disseminados pelo           vento, nas primeiras horas da manhã. Ainda sob as condições           de presença de orvalho de temperaturas entre 21 e 23 ºC,           os esporângios germinam infectam rapidamente as plantas de milho,           causando lesões localizadas, nas quais ocorre nova produção           de esporângios. Após a infecção, se a temperatura           ambiente se mantiver abaixo de 22 ºC, a severidade dessa doença           pode atingir níveis epidêmicos.

Ao final do ciclo,           são produzidos os oosporos, que podem permanecer viáveis           nos restos de cultura e no solo, por vários anos. Assim, o plantio           de milho após severa ocorrência de míldio pode resultar           em reincidência severa dessa doença Ao longo do tempo,           o plantio direto pode causar o acúmulo de inóculo na área.           Nessa área, os cultivos de milho estarão sempre sujeitos           à incidência severa do míldio, quando

condições ambientais forem favoráveis ao seu desenvolvimento.

Esse patógeno           pode ser veiculado pelas sementes, na forma de oosporos presentes na           fração impura ou aderidos superfície destas, ou,           ainda, infectando-as na forma micélio.

Peronosclerospora           sorghi possui como hospedeiros milho e o sorgo, com suas diferentes           espécies.

CONTROLE

A utilização           de cultivares resistentes é o método mais eficiente de           controle do míldio do sorgo em milho.A eliminação           de plantas de sorgo que apresentam sintomas da doença e crescem           espontaneamente reduz o potencial de inóculo do patógeno           na área. A aração, a gradagem e rotação           de cultura são práticas que reduzem a quantidade de restos           de cultura na área e, conseqüentemente, a quantidade de           inóculo do patógeno. O tratamento fungicida de sementes           de milho com Metalaxil controla efetivamente esse fungo, quando presente           nas sementes ou no solo. Contudo, esse fungicida não está           registrado no Ministério da Agricultura para tratamento de sementes           de milho. Alteração na época de plantio, evitando-se           períodos com temperaturas favoráveis ao desenvolvimento           do patógeno e da doença, tem-se mostrado eficiente no           controle do míldio do sorgo em milho.

DOENÇAS BACTERIANAS

QUEIMA POR Pseudomonas           alboprecipitans

Os sintomas dessa doença           se caracterizam pela presença de lesões necróticas,           tipicamente alongadas estreitas, que algumas vezes coalescem formando           grandes áreas necróticas na superfície foliar.           Essas lesões são de coloração palha na região           central marrom-avermelhada nos bordos e, no início de sua formação,           são encharcadas (anasarca). Algumas vezes essa bactéria           causa também podridões aquosas , na base da espiga.{erro: imagem}

1.9. PODRIDÃO           DO CARTUCHO POR Erwinia chrysantemi

Os sintomas típicos           dessa doença se caracterizam pela murcha e seca das folhas do           cartucho da planta de milho decorrentes de uma podridão aquosa           na base desse cartucho. As folhas do cartucho desprendem-se facilmente           e exalam um odor desagradável. Na bainha das outras folha pode-se           observar a presença de lesões encharcadas. Pode ocorrer           o apodrecimento dos entrenós inferiores a cartucho e murcha do           restante da planta.{erro: imagem}

CONTROLE

Em geral, as bactérias           necessitam de água livre e alta temperaturas para sua multiplicação           e disseminação. Assim, alta umidade proporcionada pelo           excesso de chuvas o excesso de água de irrigação,           associada a alta temperaturas, favorece a ocorrência das doenças           causada por bactérias. A turgidez da folha do milho favorece           ocorrência da queima das folhas causada pela bactéria Pseudomonas           alboprecipitans, e a água acumulada n cartucho favorece a           ocorrência da podridão do cartucho causada por Erwinia           chrysanthemi. Outro fator que pode favorecer a incidência           da podridão por Erwinia são ferimentos no cartucho           causados por insetos.

O controle dessas doenças           na cultura de milho, em plantios irrigados, pode ser efetivamente conseguido           através do manejo adequado da irrigação, evitando-se           a aplicação de água em excesso.

PODRIDÕES           DO COLMO E DAS RAíZES

 

As podridões           do colmo, quando ocorrem em plantas final do cicio, causam perdas na           produção, devido tombamento dessas plantas, o que dificulta           a colhe mecânica e expõe as espigas à ação           de roedores e apodrecimento pelo contato com o solo. Quando ocorrem           em plantas antes do final do cicio, danificando tecidos ainda em atividade,           reduzem a absorção de água e nutrientes e pode           causar redução na produção dos grãos,           além do tombamento das plantas.

 

PODRIDÃO POR           Diplodia maydis

É causada pelo           fungo Diplodía maydis ( Sin.: Diplodia, zeae),           o mesmo agente etiológico da podridão branca da espiga.

 

Em plantas infectadas,           o tecido dos entrenós adquire, internamente, uma coloração           marrom e se desintegra, permanecendo apenas os vasos lenhosos cobertos           por numerosos pontos negros, que são os picnídios do fungo.           A podridão inicia-se nas raízes e no primeiro entrenó           acima do solo e progride em direção à parte superior           da planta. As condições favoráveis a essa podridão           são temperaturas entre 28 e 30 ºC e alta umidade. Esse patógeno           sobrevive nos restos de cultura e em sementes, na forma de picnídios           ou de micélio dormente, e seu único hospedeiro é           o milho. Como o patógeno sobrevive nos restos de cultura, o plantio           de milho após a incidência severa da podridão do           colmo por Diplodia pode resultar em reincidência severa           dessa doença. Ao longo do tempo, o plantio direto pode causar           o aumento do potencial de inóculo de Diplodia maydis na           área. Nessa área, os cultivos de milho estarão           sempre sujeitos à incidência de podridão do colmo           quando as condições ambientais forem favoráveis           ao desenvolvimento do patógeno e da doença.

 

PODRIDÃO POR Fusarium

Essa podridão           é causada por Fusarium moniliforme, Fusarium moniliforme           var. subglutinans, Giberella fujIkuroi, que também           causam a podridão rosada da espiga.

Quando as plantas de           milho são infectadas por Fusarium, os tecidos internos           dos entrenós e das raízes adquirem coloração           avermelhada, que progride de forma uniforme e contínua, da base           em direção à parte superior da planta. Fusarium           é tipicamente de solo e freqüentemente pode ser encontrado           associado às sementes. Em geral, a podridão de colmo causada           por Fusarium ocorre associada ao ataque de nematóides           ou de pragas subterrâneas que debilitam as plantas e causam ferimentos           nas raízes, facilitando a penetração do fungo.

 

PODRIDÃO POR           Pythium

Essa podridão           é causada por Pythium aphanidermatum e é do tipo           aquosa, assemelhando-se a uma bacteriose. Difere dessa por ficar restrita           ao primeiro entrenó acima do solo, ao contrário das bacterioses,           que atingem vários entrenós . As plantas com podridão           geralmente tombam, porém permanecem verdes por algum tempo, visto           que os vasos lenhosos permanecem intactos. Esse fungo sobrevive no solo,           apresenta elevado número de espécies vegetais hospedeiras           e é capaz de infectar plantas de milho jovens e vigorosas antes           do florescimento. A podridão por Pythium é favorecida           pelo excesso de água no solo. Essa condição pode           ocorrer em áreas com solos argilosos ou mal drenados, em áreas           irrigadas em excesso e quando ocorrem períodos prolongados de           chuva.{erro: imagem}

 

PODRIDÃO POR Fusarium

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PODRIDÃO POR Pythium

 

 

DOENÇAS VIRÓTICAS

 

MOSAICO

MOSAICO COMUM DO MILHO

Essa virose tem sido           encontrada em alta incidência várias regiões produtoras           de milho no Brasil. Quando oco isoladamente em plantas de milho, pode           causar redução ordem de 50% na produção;           quando ocorre associada outras viroses, seus efeitos podem ser ainda           mais drásticos.

Os sintomas foliares           dessa virose caracterizam-se pela presença de manchas verde-claro,           que contrastam com manchas verde normal em padrão de mosaico.           E geral, esses sintomas são muito nítidos em plantas jovens           e tendem a desaparecer à medida em que plantas atingem as fases           de florescimento e maturação. Essa virose pode causar           acentuada redução no crescimento das plantas e no tamanho           das espigas e dos grãos, sendo esses efeitos variáveis           principalmente em função da época de infecção,           da cultivar de milho e da estirpe do vírus em questão.{erro: imagem}{erro: imagem}

 

MOSAICO COMUM DO MILHO

 

Ocorrência           e disseminação da doença

Na natureza, mais de           20 espécies de afídeos, destacando-se entre essas as espécies           de pulgões, são insetos vetores dos vírus que causam           o mosaico comum do milho. Esses vírus são transmissíveis           mecanicamente, podendo ser disseminados também através           do uso de instrumentos cortantes, do contacto entre raizes portadoras           de imentos e, ainda, através de outros insetos que, após           alimentar--se em plantas infectadas, rapidamente alimentam-se de plantas           sadias.

Os insetos vetores           adquirem os vírus em poucos segundos ou minutos, quando se alimentam           em uma planta infectada. Quando se alimentam em plantas sadias, também           em poucos segundos ou minutos inoculam os vírus. Essa transmissão           é do tipo não persistente e o período de tempo           em que os afídeos retêm e transmitem os vírus após           aquisição pode variar de poucos minutos a várias           horas. Aparentemente, há pouca especificidade na transmissão           desses vírus, sendo conhecidas espécies de afídeos           vetores em três subfamílias diferentes. Contudo, as espécies           Ropalosiphum maydis , Schízaphis graminum Myzus persicae           são vetores muito eficientes.

Mais de 250 espécies           de gramíneas, entre espécies cultivadas e selvagens, perenes           e anuais, são hospedeiras dos vírus do mosaico comum do           milho. Tem sido demonstra que diferentes estirpes desses vírus           podem infectar diferencialmente a cana-de-açúcar, o milho,           o sorgo, milheto, o trigo, a cevada, o centeio , o arroz e numeros outras           gramíneas cultivadas e selvagens.

A presença de           fontes de inóculo, proporcionada por espécies infectadas,           nas proximidades de plantios de milho pode ocasionar surtos da doença.           Na ausência de culturas susceptíveis no campo, espécies           de gramíneas pererenes selvagens podem servir como reservatório           dos vírus.

CONTROLE

A utilização           de cultivares resistentes e a eliminação gramíneas           selvagens infectadas, que constituem fonte inóculo na área           destinada ao plantio, são as medidas mais efetivas para o controle           dessa virose. Tem sido demonstrado que a resistência do milho           aos vírus do mosaico comum é tipo monogênica e dominante,           contudo, no Brasil, resistência das cultivares comerciais de milho           à virose mosaico comum não tem sido extensivamente avaliada.

Embora os pulgões         sejam sensíveis a vários inseticicidas sistêmicos         ou de contato, alguns estudos têm mostrado que a aplicação         desses inseticidas não tem sido um método efetivo no controle         do mosaico comum do milho.

 

 

 




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