Acessibilidade e difusão do conhecimento são desafios para a produção acadêmica universitária. Dito isso, está sendo realizado na Uesb o 2º Encontro Baiano de Editoras Universitárias, que tem como proposta debater temas da área editorial voltados para livros técnicos científicos, com foco na produção acadêmica.
Para Manuela Cajaíba, coordenadora da Edições Uesb, o encontro também é uma oportunidade de avaliar o trabalho que vem sendo desenvolvido na Universidade para a difusão do conhecimento e de pensar formas de adaptar as pesquisas para a comunidade externa. “A gente busca aquele olhar crítico do nosso trabalho e também desenvolver novas habilidades num processo editorial que contemple termos um livro de qualidade, porque pesquisa de qualidade nós já temos, mas um livro de qualidade que seja compreendido pela comunidade externa também deve ser pensado”, pontuou Manuela.
A coordenadora reforçou como essas discussões impactam a comunidade externa. “A gente precisa adaptar essas nossas pesquisas, extravasar os muros da universidade com elas. O nosso conteúdo é fazer essa difusão do conhecimento, mas de uma forma que ela seja compreensível para toda a comunidade”, defendeu.
Um dos principais desafios apontados pela palestrante da abertura, Susane Barros, diretora da Editora da Universidade Federal da Bahia (EdUfba), é a importância de dialogar com os pesquisadores sobre os gêneros da produção acadêmica. De acordo com a diretora, as exigências para escrever uma tese não são as mesmas para a escrita de um livro. “É importante discutir as estratégias de como fazer isso de uma forma leve para as pessoas conseguirem ter acesso ao conteúdo. A ideia é pensar que é possível fazer essa transformação de uma forma simples, mas sabendo como manejar esses inscritos”, explicou Susana.
Novas Tecnologias – Sobre a produção acadêmica no contexto da Inteligência Artificial (IA), Susane destacou que, apesar de existir um receio sobre o impacto da tecnologia na capacidade das pessoas pensarem por si próprias, esse é um desafio tranquilo de ser superado. “Vamos conseguir nos adaptar, assim como foi com o surgimento da internet. Por todo receio que exista em lidarmos com essa tecnologia, naturalmente isso já começa a se integrar nos processos. A questão chave é a honestidade ao mostrar com transparência de que forma o recurso foi utilizado no tratamento dos dados”, comentou.
O Encontro é realizado pela Edições Uesb e segue até o dia 29 de agosto. A programação completa pode ser acessada aqui.