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Ao longo de 45 anos, a Uesb tem sido palco de sonhos, conquistas e transformações. Como uma ponte entre passado e futuro, a Instituição segue firme em sua missão de formar cidadãos e profissionais preparados para os desafios de um mundo em constante mudança.
“Nosso desafio é acompanhar os anseios da sociedade. A universidade pública existe para isso”, afirma Marcos Henrique Fernandes, vice-reitor da Uesb. “Precisamos ser cada vez mais inclusivos e diversificados, absorvendo jovens que historicamente foram excluídos”, destaca.
Inclusão como essência – A inclusão está no centro do planejamento da Uesb. Para o vice-reitor, esse processo é estrutural e pedagógico. “Ampliar a Permanência Estudantil é decisivo para nossos objetivos. Paralelamente, ainda precisamos superar déficits históricos de infraestrutura”, afirma.
Essa perspectiva é compartilhada por Geniel Santos, coordenador do Núcleo de Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência (Naipd), no campus de Vitória da Conquista. Segundo ele, “a inclusão pressupõe que o espaço que não acolhe a todos é deficiente. A Universidade evoluiu com pisos táteis, elevadores, rampas e plataformas, mas sobretudo com uma mudança atitudinal significativa”.
Com esses avanços, a Uesb consolidou-se como referência em acolhimento e diversidade. Nos últimos anos, a Instituição ampliou o acesso de pessoas trans, travestis, quilombolas, indígenas e estudantes com deficiência, reafirmando que inclusão não é um detalhe, mas parte essencial de sua identidade.

Inovação e tecnologia – Se inclusão é compromisso, a inovação é horizonte. Para a professora Claudia Ribeiro, coordenadora do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Software (CPDS), a tecnologia será decisiva para os próximos 45 anos da Uesb. “A tecnologia impactará diretamente no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão. Precisamos construir os pilares desde já, visando esse futuro que já começou”, defende.
Claudia destaca que ferramentas como a inteligência artificial e a realidade virtual mista já estão transformando a forma de ensinar e pesquisar. “A Uesb deve integrar ensino, pesquisa, extensão e inovação com impacto social, conectando ciência e tecnologia às demandas da população”, reforça a professora.
Atuando como um verdadeiro hub de inovação, o CPDS apoia projetos multidisciplinares e fortalece o ecossistema de ciência e tecnologia da Bahia, consolidando a Universidade como referência em desenvolvimento e transformação social.
Alinhado a esse olhar para o futuro, o professor Claudio Nunes, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação, observa que a formação de professores precisa dialogar com os desafios contemporâneos. “Deve contemplar o uso ético e pedagógico da inteligência artificial, sem delegar à máquina funções essenciais à ação humana. A universidade precisa equilibrar cultura acadêmico-científica com a dinâmica social atual”, aponta.

Mais do que profissionais técnicos, a Uesb prepara cidadãos críticos, curiosos e inquietos. Essa formação integral é destacada por João Leal Neto, egresso do curso de Educação Física e hoje empreendedor. “Vivenciar tudo o que puder, ser curioso e inquieto: essa é a base para criar profissionais preparados para o futuro”, enfatiza.
Segundo ele, a vivência acadêmica vai muito além da sala de aula, desenvolvendo habilidades de liderança, gestão e relacionamento humano. “Na Uesb, você aprende a se expressar, a interagir, a se adaptar a diferentes situações. Tudo isso é essencial para formar profissionais completos e inovadores”, reforça.
O tripé ensino, pesquisa e extensão continua como a base da Uesb, mas agora com uma integração cada vez maior entre suas dimensões. Para João, essa experiência foi decisiva: “A vivência com pesquisa científica durante a graduação despertou curiosidade e capacidade de investigação, que são pilares importantes para o empreendedorismo e a inovação”.

O amanhã já começou – A Uesb avança para o futuro com ambição e cuidado. “Essa história de 45 anos será sempre referenciada na nossa região, mas o planejamento passa por avanços orçamentários, novas formas de ensino e permanente atenção às demandas da sociedade”, destaca o vice-reitor da Uesb.
Na mesma direção, Geniel Santos reforça os atuais desafios da infraestrutura. “O mais desafiador é adaptar o espaço físico planejado na década de 1980 para a acessibilidade universal, mas a Instituição tem buscado caminhos para garantir acesso, permanência e sucesso acadêmico”, afirma.
Mais do que números ou obras, o verdadeiro legado da Uesb está na capacidade de transformar vidas e de se reinventar sem abrir mão do compromisso com a educação pública de qualidade. Ao longo de 45 anos, a Universidade consolidou-se como referência para a Bahia, abrindo portas, construindo pontes e iluminando trajetórias.
Nesse percurso, tornou-se um farol que orienta gerações, inspira mudanças e permanece atenta ao novo, sem perder de vista as raízes que a ligam ao seu público. Porque a Uesb não apenas acompanha o tempo, ela guia para o futuro.
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