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O pacto é um lançamento do Ministério da Educação e do Ministério das Mulheres (Foto: MEC)
No último dia 25 de março, foi realizado o evento “Educação pelo Fim da Violência”, pelo Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Ministério das Mulheres. A atividade marcou o lançamento de um conjunto de ações voltadas à mobilização das instituições de ensino no combate à violência contra meninas e mulheres em todo o país, e a Uesb esteve presente com o objetivo de acompanhar as discussões sobre o papel das Instituições de Ensino Superior no enfrentamento da violência de gênero.
A pró-reitora de Ações Afirmativas, Permanência e Assistência Estudantil da Uesb, professora Adriana Amorim, foi a representante da Universidade nessa mobilização. De acordo com ela, a participação da Uesb nesse movimento nacional reforça o compromisso da Instituição com a construção de ambientes acadêmicos mais seguros e igualitários. Além disso, ressaltou que o tema dialoga diretamente com as licenciaturas e com a responsabilidade social da universidade na formação de educadores.
“As universidades têm papel estratégico na implementação das políticas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres. O protocolo e a educação contra a violência vai além de leis e protocolos, passa também pela cultura da valorização da vidas das mulheres. É importante, também, o envolvimento dos meninos e homens nesse debate”, afirmou a pró-reitora.

Eliege Pepler, coordenadora geral do Programa Mulheres Mil, no Instituto Federal do Paraná; Roberta Rodrigues, assistente social do Instituto Federal do Pará; e a professora Adriana Amorim, pró-reitora da Uesb
Sobre o pacto – Durante a ação, foi apresentado um pacote de medidas que integram o pacto nacional para o enfrentamento do feminicídio, firmado entre os três poderes da República. Em entrevista, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, pontuou a importância da inserção desse debate no plano pedagógico dos cursos de graduação. “O trabalho entre ministérios e organizações é uma construção que reflete a realidade e os desafios em todas as instituições do país. Essa ação conjunta fortalece o compromisso federativo que amplia as condições para que o protocolo seja implementado de forma efetiva em todas as regiões do Brasil”, afirmou a ministra.
Entre as iniciativas, estão a inclusão de conteúdos sobre prevenção à violência contra mulheres nos currículos da Educação Básica, a ampliação de programas de formação e a criação de protocolos institucionais de acolhimento e prevenção nas universidades. A proposta busca fortalecer uma rede nacional de proteção e educação que envolva desde escolas até instituições de pós-graduação.
A partir das diretrizes apresentadas no evento, a Uesb irá ampliar suas discussões internas e articular ações institucionais voltadas à implementação das propostas do pacto nacional, a partir dos novos documentos firmados. Além disso, a pró-reitora sinaliza para uma atuação integrada em espaços de articulação como a Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) e o Fórum Nacional de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis (Fonaprace/Forpraes), com o objetivo de efetivar políticas de prevenção, acolhimento e enfrentamento à violência contra as mulheres no ambiente universitário.