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Com objetivo de estabelecer normas baseadas na Política Institucional de Cuidados e Combate aos Maus-Tratos aos Animais Comunitários, a Uesb instaurou a Comissão Permanente para Manejo Ético de Animais Comunitários (CP-Meac). A iniciativa representa um importante avanço na construção de uma política institucional voltada ao cuidado, à proteção e ao manejo responsável dos animais comunitários que vivem nos três campi da Universidade.
Criada pela Portaria 422/2026, a Comissão reúne representantes da Reitoria, das Prefeituras de campi, da Pró-Reitoria de Administração (Proad) e de diversos departamentos acadêmicos. A composição multidisciplinar permitirá que as ações institucionais voltadas à proteção dos animais sejam pautadas em critérios técnicos, científicos e éticos.
Para o professor Márcio Pedreira, pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi) e representante da Reitoria na Comissão, a ideia surgiu da “necessidade de institucionalizar e padronizar o cuidado com os animais que já convivem nos espaços da Universidade, garantindo uma política contínua, técnica e institucional para o manejo desses animais”.
Segundo a professora Cláudia Coelho, integrante do grupo, a Comissão representa o reconhecimento do esforço e cuidado voluntário de muitos estudantes, docentes e colaboradores da Uesb com os animais. “Em muitos momentos, essas pessoas assumiram, com recursos próprios, responsabilidades relacionadas à alimentação, aos cuidados e ao atendimento desses animais, diante da inexistência de uma política institucional para essa temática. A Comissão é o primeiro passo para mudar essa realidade”, defende.

Sobre o trabalho da Comissão – A Comissão irá atuar baseando-se na ciência e na proteção, pois o manejo ético envolve questões relacionadas ao bem-estar animal, à saúde pública, à convivência nos espaços universitários, à sustentabilidade socioambiental e à responsabilidade institucional. Neste sentido, será realizado, inicialmente, um diagnóstico nos três campi com objetivo de reconhecer as demandas acerca da alimentação, atendimento médico-veterinário, controle populacional e segurança da comunidade universitária.
Além disso, a Comissão deverá ampliar o diálogo ativo com as autoridades locais, órgãos públicos, organizações da sociedade civil e instituições de ensino solicitando soluções participativas, uma vez que a busca pelo respeito à vida animal está interligado à saúde pública e à proteção do meio ambiente.
“Do ponto de vista ambiental e de saúde pública, o manejo ético previne a transmissão de zoonoses e mantém o equilíbrio ecológico dos campi. Do ponto de vista social, a Universidade cumpre seu papel ao demonstrar respeito e empatia por seres vulneráveis”, afirma Márcio.
Desta maneira, também é importante levar em consideração o papel educativo que a Comissão possui e o espaço que ela ocupa dentro do cenário universitário. “Pretendemos promover campanhas educativas, atividades de sensibilização e ações de ensino, pesquisa e extensão voltadas à guarda responsável, ao bem-estar animal, à prevenção dos maus-tratos e ao combate ao abandono”, explica Cláudia.
A expectativa é que o trabalho mútuo possa consolidar uma política permanente na Uesb, agregando cuidado, proteção animal, educação, gestão universitária e participação da comunidade acadêmica se tornando referência para outras instituições de ensino.