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A Uesb instituiu, por meio da Resolução Consu 15/2026, a Política Institucional de Segurança da Informação e Proteção de Dados, estabelecendo também as diretrizes para implementação do Programa de Governança Colaborativa de Informações da Pós-Graduação (GoPG), desenvolvido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A iniciativa organiza responsabilidades e procedimentos relacionados à produção, ao armazenamento, à proteção e ao compartilhamento das informações utilizadas pela Universidade.
A normativa alcança toda a comunidade universitária e estabelece parâmetros para acesso aos sistemas, utilização de credenciais, armazenamento de documentos, cópias de segurança, compartilhamento de dados e resposta a incidentes. Também prevê ações de formação e conscientização, reconhecendo que a segurança das informações depende tanto da infraestrutura tecnológica quanto dos cuidados adotados por quem utiliza os sistemas institucionais.
Para o reitor da Uesb, professor Robério Rodrigues, a medida acompanha o crescimento e as mudanças vivenciadas pela Instituição. “À medida que a Uesb cresce, aumenta também a quantidade de informações que produzimos e a responsabilidade que temos sobre elas. Precisamos assegurar que esses dados sejam confiáveis, estejam protegidos e possam ser utilizados para melhorar nossos processos acadêmicos e administrativos. Isso exige tecnologia, procedimentos claros e uma compreensão compartilhada de que cuidar da informação é responsabilidade de todos”, afirma.
A Política cria ainda o Comitê de Segurança da Informação e Proteção de Dados, formado por representantes de diferentes áreas da Universidade, que terá entre suas atribuições acompanhar a implantação das medidas, a gestão de riscos, os procedimentos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e as ações de prevenção e resposta a incidentes.
Segundo o diretor da Unidade de Informática (Uinfor), professor Robson Maniçoba, a Política amplia a compreensão sobre segurança da informação, que não se limita à proteção dos sistemas contra ataques. “Estamos tratando também da forma como a Universidade classifica, protege, utiliza e compartilha suas informações, inclusive os dados pessoais, em consonância com a LGPD. Do ponto de vista tecnológico, isso envolve controle de acesso, autenticação, cópias de segurança, proteção das redes e resposta a incidentes, mas envolve também procedimentos e responsabilidades que precisam estar bem definidos”, explica.
Para o diretor, essa organização será particularmente importante na implantação do GoPG. “A integração com a Capes exige que os dados da pós-graduação possam transitar entre os sistemas de forma segura, padronizada e rastreável. A Política cria as condições institucionais para que essa integração aconteça, ao mesmo tempo em que institui um Comitê responsável por acompanhar sua implementação e aperfeiçoar continuamente os procedimentos de segurança e proteção de dados da Universidade”, completa.

Outro ponto importante é a preparação da Uesb para adesão ao GoPG. O Programa estabelece uma nova dinâmica de organização e compartilhamento das informações da pós-graduação, permitindo a interoperabilidade entre os sistemas das universidades e aqueles utilizados pela Capes. Na Uesb, esse processo será coordenado pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), em articulação com a área de Tecnologia da Informação e com o Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais.
Os sistemas acadêmicos e repositórios institucionais serão considerados fontes prioritárias das informações sobre estudantes, docentes, disciplinas, matrículas, orientações e produção intelectual. Quando houver inconsistências, a correção deverá ocorrer, sempre que aplicável, na própria fonte em que o dado foi registrado, reduzindo divergências e retrabalho.
A implantação ocorrerá de forma progressiva, com prioridade para os sistemas relacionados à pós-graduação stricto sensu, à integração com a Capes, ao tratamento de dados pessoais e aos serviços institucionais considerados essenciais.
Com a nova normativa, a Uesb organiza uma área que se tornou indispensável ao funcionamento da Universidade e, ao mesmo tempo, cria as condições necessárias para avançar na adesão ao GoPG, qualificando os dados que subsidiam o acompanhamento e a avaliação dos Programas de Pós-Graduação.