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Diálogo, reflexão e construção coletiva sobre os caminhos da pós-graduação stricto sensu na Uesb foram as propostas para o Workshop de Planejamento Estratégico da Pós-Graduação, realizado nos dias 28 e 29 de setembro, nos campi de Jequié e Vitória da Conquista. Promovido pela Pró-Reitoria de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi), a atividade reuniu coordenadores e vice-coordenadores dos Programas de Pós-Graduação dos três campi da Universidade.
Ao longo dos dois dias, a programação abordou desafios, potencialidades, metas e estratégias para o desenvolvimento dos programas diante das perspectivas do novo ciclo de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O momento representou uma oportunidade de avançar na consolidação da pós-graduação, colocando em evidência a necessidade de ampliar o impacto social da produção científica.
Segundo o pró-reitor da Proppi, professor Márcio Pedreira, o crescimento dos programas exige agora um olhar estratégico sobre a pesquisa produzida pela Universidade e sua relação com a sociedade. “Nós temos que deixar de produzir em termos quantitativos para trabalhar o produto qualitativo. Um desses pontos é ‘que qualidade é essa que estamos falando?’. Então, nós pensamos, inicialmente, que essa qualidade deve entregar um produto que seja útil para a melhorar a comunidade, o ambiente que nós atuamos a partir da pós-graduação”, explica.

Planejamento estratégico – Durante o evento, a palestrante Carolina Raposo, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), abordou aspectos relacionados à importância do planejamento estratégico e à autoavaliação. Para ela, o primeiro passo é o programa compreender sua própria realidade, identificando missão, visão, valores, forças, fragilidades, oportunidades e ameaças. A partir desse diagnóstico, torna-se possível estabelecer objetivos e planos de ação, a curto e longo prazo.
A palestrante também reforçou sobre a importância da construção coletiva. “Eu acho que o mais importante de tudo é a coparticipação, é a coletividade. Sabemos que tem os coordenadores dos programas e gestores, mas toda a comunidade deve participar representando todos os segmentos”, pontua Carolina.
A importância do planejamento também foi ressaltada pelo coordenador do Programa de Pós-Graduação em Educação Física, do campus de Jequié, professor Hector Munaro. Segundo ele, o suporte institucional, as orientações e as consultorias são importantes para que os programas possam se preparar para os processos de avaliação. O docente também apontou desafios relacionados à infraestrutura, à divulgação dos programas e ao acesso dos estudantes à pós-graduação e aos avanços nos últimos anos. “A gente melhorou muito nos últimos anos devido ao incentivo da pós-graduação e do aumento do número de bolsas, porém nosso gargalo ainda é infraestrutura e acesso à pós-graduação”, comenta o coordenador.

Coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental, campus de Itapetinga, a professora Elisa Susilene Santos destacou que o encontro permitiu compartilhar dificuldades e possibilidades e compreender a pós-graduação de forma integrada. Entre os desafios, ela citou a “necessidade de fortalecer a comunicação e a participação coletiva, além de ampliar a inserção dos programas na sociedade e alinhar práticas que contribuam para a melhoria da qualidade dos cursos”.
Encaminhamentos – A realização do Workshop retoma um movimento de planejamento estratégico que já vem sendo desenvolvido pela Uesb e busca transformá-lo em uma prática permanente. O reitor da Universidade, professor Robério Rodrigues, destacou que, nos últimos oito anos, a pós-graduação da Universidade cresceu e se transformou, mas chamou atenção para o intervalo entre o primeiro e o segundo Seminário de Planejamento.
Segundo o gestor, assim como a Uesb institucionalizou a autoavaliação dos programas em 2020, o próximo passo é institucionalizar também o planejamento estratégico, articulando avaliação, planejamento, monitoramento e tomada de decisão. “Este segundo Seminário é importante justamente porque retoma esse processo e cria as condições para que possamos transformar diagnósticos em prioridades, metas e estratégias construídas coletivamente para o futuro da pós-graduação da Uesb”, afirmou.