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A proposta de Reforma Administrativa da Uesb busca adequar a estrutura organizacional da Instituição às transformações vivenciadas ao longo das últimas décadas e às novas demandas da Educação Superior. Para isso, a Universidade realizou três audiências públicas, de 3 a 5 de novembro, dialogando com a comunidade acadêmica de Vitória da Conquista, Itapetinga e Jequié, respectivamente, sobre os principais pontos para a mudança.
A iniciativa da Reforma parte do reconhecimento de que a Universidade ampliou sua atuação no ensino, na pesquisa, na extensão e na pós-graduação, mas ainda mantém uma estrutura administrativa que não acompanhou esse crescimento. Para o reitor da Uesb, professor Robério Rodrigues, a atualização é necessária para que a Universidade tenha condições de cumprir plenamente sua missão institucional. “A estrutura existente não dá conta de entregar a missão que a Universidade tem a responsabilidade de entregar”, avalia.

A série de audiências teve início no campus de Vitória da Conquista
Entre as principais mudanças propostas, está a transformação de assessorias já existentes em pró-reitorias, a exemplo da Assessoria de Planejamento e Avaliação, que dará lugar à Pró-Reitoria de Planejamento, e da Assessoria de Gestão de Pessoas, que será convertida em Pró-Reitoria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas. A proposta também prevê a criação de estruturas específicas para fortalecer áreas como cultura, sustentabilidade socioambiental e desenvolvimento territorial, além de ampliar a atuação institucional nas políticas de assistência estudantil, equidade e enfrentamento às violências. A reorganização considera que essas pautas ganharam dimensão e complexidade na Universidade e precisam de estruturas próprias para planejar, coordenar e executar ações de forma permanente.
Outro ponto importante da Reforma é a descentralização administrativa, com a criação das Pró-Reitorias de Campus em Itapetinga e Jequié. A medida pretende aproximar as decisões da realidade de cada unidade, conferindo maior autonomia às gestões locais e mais agilidade no atendimento às demandas da comunidade acadêmica. Segundo o assessor de Planejamento, Desenvolvimento e Avaliação da Uesb, professor Elinaldo Leal, a estrutura atual ainda é limitada diante das novas políticas educacionais e das responsabilidades assumidas pelas universidades. “A tomada de decisão vai se dar de forma mais ágil, uma vez que vai ser delegado para a pessoa que vai exercer a função de pró-reitor de campus as competências para essas tomadas de decisão”, explica. A expectativa é que a reorganização também favoreça uma gestão mais eficiente e respostas mais efetivas às necessidades de cada campus.

Em Itapetinga, o diálogo aconteceu no dia 5 de novembro
A importância da participação – A escuta ativa da comunidade acadêmica, que conhece de perto as vivências e rotinas institucionais, é um dos principais elementos para que as mudanças propostas estejam alinhadas às necessidades da Uesb. Nesse sentido, durante as audiências públicas realizadas nos três campi, estudantes, professores e servidores tiveram a oportunidade de apresentar suas percepções, demandas e contribuir com a discussão.
Para a vice-reitora, professora Francislene Cerqueira, presidente da Comissão da Reforma Administrativa, a participação dos diferentes segmentos que compõem a comunidade universitária é fundamental para orientar a construção da proposta. “A contribuição do docente, da comunidade externa, dos técnicos, dos analistas da Universidade é primordial para dar o direcionamento que a gente precisa para estruturar essa reforma administrativa”, destacou a vice-reitora.
A importância desse espaço de diálogo também foi ressaltada pelos estudantes. Em Itapetinga, Lucas Rodrigues, estudante de Ciências Biológicas, destacou que ouvir os discentes é essencial para identificar o que pode ser melhorado na Universidade, bem como favorecer a permanência estudantil. “Não existiria o trabalho dos docentes sem os discentes. Então, ouvir a gente, que é discente, para ver o que pode melhorar, vai fazer com que a gente se mantenha aqui e, até mesmo, que eles se mantenham aqui em boa qualidade”, pontuou.

O último encontro desse momento foi no campus de Jequié
Em Jequié, o professor Hayaldo Copque, diretor do Departamento de Ciências Humanas e Letras (DCHL), avaliou que a reforma representa uma oportunidade de modernizar a estrutura administrativa e fortalecer a atuação da Universidade. O professor destacou pontos, como a descentralização da gestão, com a criação das Pró-Reitorias de Campus, e a organização das políticas institucionais de forma transversal, contemplando áreas como a acessibilidade, inclusão e cultura. “A Uesb é uma grande universidade, extremamente importante na região, e precisa ter uma estrutura administrativa condizente com o que é a nossa Universidade e com o que pode ser”, reforça o professor.
A partir da construção coletiva realizada durante as audiências, a proposta final da Reforma Administrativa será encaminhada ao Conselho Universitário (Consu), com previsão de discussão em dezembro deste ano.