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A Uesb realizou nesta quinta-feira, 1º, o 2º Seminário Institucional do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). A programação reuniu, no Teatro Glauber Rocha e no foyer da Biblioteca do campus de Vitória da Conquista, estudantes, professores e demais integrantes do programa dos três campi. Durante o turno da tarde, os alunos deram sequência às atividades com a apresentação dos projetos.
Os desafios e as perspectivas da formação de professores no contexto atual foram temas centrais desta edição. A palestra de abertura foi apresentada pela professora Marcia Serra, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretora da Formação de Professores da Educação Básica da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que trouxe a discussão sobre os caminhos da formação docente diante das transformações e demandas atuais no cenário educacional.
Além da discussão sobre os desafios da sala de aula, o Seminário buscou socializar práticas pedagógicas e resultados das atividades realizadas através do Programa nos campi de Itapetinga, Jequié e Vitória da Conquista da Uesb. Para a coordenadora geral do Pibid, professora Ana Cristina Duarte, o Seminário é importante, pois além de promover a apresentação e avaliação dos trabalhos que são desenvolvidos em parceria com as escolas, há também a integração entre os participante dos três campi.
“O evento faz a articulação entre todos os projetos do Pibid que acontecem ao longo desses anos. Além do mais, é um momento de troca de experiência entre os alunos porque eles vão apresentar os trabalhos que foram desenvolvidos durante esse período nas escolas em parceria com os supervisores”, afirma Ana Cristina.

Sobre o Pibid – A Uesb destaca-se como uma das instituições que mais forma professores para atuar na educação da Bahia. Nesse cenário, o Pibid consolida-se como um espaço de transformação acadêmica e aproximação com a realidade do Ensino Básico, permitindo que os licenciandos vivenciem o cotidiano escolar ainda durante a graduação.
O Programa busca aproximar os alunos da realidade da escola, contribuindo para a sua formação e construindo maior segurança no exercício da docência ao colocá-los em contato com esses espaços cada vez mais cedo. Além disso, valorizar e dar visibilidade às experiências desenvolvidas pelos estudantes nas escolas públicas é essencial para demonstrar que a Universidade não está isolada nem distante da sociedade.
Essa integração constante entre o ambiente universitário e as escolas da comunidade é também destacada pela gestão da Universidade. “O Pibid tem um papel muito relevante, pois aproxima a Universidade da Educação Básica, reduzindo as distâncias entre formação inicial de professores com a prática da escola. O percurso formativo do estudante ocorre, simultaneamente, entre a teoria, as reflexões teóricas da Universidade e a vivência com a realidade das escolas. A reflexão e a ação é fundamental na formação do nosso estudante”, afirma a professora Sandra Pereira, pró-reitora de Graduação.

Essa relação dialética entre teoria e prática reflete-se diretamente nas percepções e no amadurecimento dos próprios alunos ao entrarem em contato com a sala de aula. Para Daniel Oliveira, estudante de licenciatura em Geografia, a experiência prática mostrou a relevância da relação entre a organização didática e o cotidiano escolar.
“Percebi que não adianta querer fazer aulas mirabolantes. O tradicional bem feito, com compromisso, qualidade, ensino e organização já traz um resultado bom. É necessário pensar numa didática mais relacionada com a realidade cotidiana dos alunos, porque atividades muito elaboradas, que demandam muita energia, às vezes por conta da própria dinâmica da escola, podem não ter a resposta que a gente espera”, conta Daniel.
Complementando essa vivência, Aline Santos, do curso de Pedagogia do campus de Itapetinga, reforça que, embora a teoria seja indissociável da prática, o encontro real com os estudantes transforma a perspectiva do futuro docente. “A perspectiva muda muito. Ao olhar no olho de cada ser humano, é possível enxergar, em cada um, uma história, um contexto e uma realidade diferente. Acredito que não há ensino se não tiver diálogo, se não tiver contato com aquele estudante”, finaliza a discente.