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O conhecimento não é uma construção solitária, ele nasce da troca de experiências e da partilha de informações. Expandir horizontes faz parte desse processo, e a internacionalização tem sido uma estratégia cada vez mais presente na Uesb, trazendo resultados positivos e experiências enriquecedoras para a comunidade acadêmica
A Assessoria de Relações Internacionais (Arint) é o órgão responsável por liderar essas ações. Segundo Jackson Reis, assessor da pasta, a própria Assessoria é fruto de mais de 20 anos de iniciativas de programas de pós-graduação e apoio a estudantes em editais de intercâmbio.
Em 2014, essas ações ganharam estrutura com a criação da Assessoria de Intercâmbio Internacional (ASI), com a missão de “promover a articulação, a elaboração e o acompanhamento de projetos e convênios de cooperação científica, técnica e cultural, com instituições estrangeiras e brasileiras”, explica Jackson.
Hoje, a missão da Arint é clara: “Ampliar, fortalecer e consolidar redes de cooperação internacional, tornando a Uesb reconhecida internacionalmente como uma universidade promotora de transformações sociais”, completa o assessor da pasta.

Clinzen Cletche (da Guiné-Bissau) e Maimeri (de Moçambique) vieram para Uesb fazer pós-graduação
Conexões que mudam vidas – Essa internacionalização já está transformando trajetórias. Um exemplo é a moçambicana Maimeri de Morais, que chegou à Uesb em 2024, para cursar o Mestrado em Linguística, no campus de Vitória da Conquista. Selecionada pelo Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB), Maimeri lembra o acolhimento caloroso recebido. “Foi muito lindo, algo que nunca tinha vivenciado antes e que me marcou profundamente. Foi um gesto lindo, que mostrou o quanto a Universidade é acolhedora”, relata. A experiência foi tão significativa que ela trouxe os filhos para o Brasil e planeja continuar os seus estudos no doutorado.
Outro exemplo é o guineense Clinzen Cletche, mestrando em Química no campus de Jequié. Ele destaca a qualidade do ensino e a estrutura da Uesb como fatores decisivos para sua escolha. “A Universidade oferece programas qualificados e uma estrutura que favorece a interação e a construção do conhecimento, o que fortaleceu ainda mais minha decisão”, afirma.

Vitor Carlo (primeiro da esquerda para direita) foi um dos estudantes da Uesb que ampliou sua formação fora do Brasil
A paquistanesa Sumayah Abbas cursa atualmente o Doutorado em Engenharia e Ciência de Alimentos, no campus de Itapetinga. Para ela, a experiência é um equilíbrio entre desafios e aprendizados, principalmente devido às diferenças culturais e ao idioma. “Morar aqui está me ensinando a me adaptar, ser paciente e valorizar perspectivas diferentes”, diz.
Mas o acolhimento da comunidade acadêmica foi fundamental: “Senti que professores, colegas e a equipe da Arint estavam sempre dispostos a me ajudar. Essas boas-vindas calorosas me deram coragem nos primeiros dias e foram muito importantes para minha adaptação”, completa Sumayah.
Essas oportunidades também existem para estudantes brasileiros, como Vitor Carlo, jornalista formado na Uesb, que participou de uma Missão Internacional em Moçambique, no Instituto Superior de Artes e Cultura (ISArC). “Essas novas pontes agregaram ao meu currículo e abriram portas para oportunidades profissionais que surgiram depois”, defende ele.

A Uesb pelo mundo – Todas essas experiências são possíveis graças aos acordos internacionais firmados pela Uesb com instituições estrangeiras. Atualmente, a Universidade mantém parcerias com quatro associações internacionais e 36 convênios com 29 instituições.
As associações também desempenham papel fundamental nessa jornada, trazendo muitos estudantes para a Uesb. No momento, a Universidade recebe 56 estudantes estrangeiros, provenientes de 16 países diferentes. A maioria vem de países africanos, como Moçambique, Nigéria e Haiti, mas a América Latina também está representada, com estudantes da Colômbia e de Cuba.

Mobilidade internacional para Argentina, realizada em 2025
O futuro – Esses passos representam apenas o início de uma história que ainda tem muito a ser escrita. Nos próximos capítulos, estão previstos novos editais de mobilidade acadêmica, organizados pela Arint, agora incluindo também o corpo docente, além da oferta de bolsas para programas de mestrado-sanduíche.
O incentivo aos cursos de idiomas, que já são oferecidos atualmente, também será ampliado. “Nossa meta é dobrar o número de monitores de línguas nos próximos dois anos, para que haja mais pessoas na Universidade com imersão em idiomas”, anuncia Jackson.
Para a Uesb, o conhecimento não conhece fronteiras. Ao conectar pessoas, culturas e saberes, a Universidade se reafirma como um espaço de transformação, formando cidadãos preparados para atuar no mundo e guiando caminhos para um futuro mais inclusivo, inovador e solidário.
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