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O interior da Bahia se tornou um verdadeiro celeiro de professores que atuam da Educação Básica ao Ensino Superior. Essa realidade tem muito a ver com a Uesb, que, há 45 anos, transformou o acesso ao conhecimento em um projeto de vida: levar o Ensino Superior para além da capital e formar profissionais comprometidos.
A trajetória da Universidade começou na década de 1960, quando Vitória da Conquista e Jequié receberam as primeiras Faculdades de Filosofia, Ciências e Letras, voltadas para a formação docente. Mais tarde, Itapetinga também foi contemplada, consolidando um modelo multicampi. Em 1987, o reconhecimento oficial como universidade confirmou a missão que já vinha sendo cumprida: preparar professores para o interior.
Hoje, a Uesb oferece 21 cursos de licenciatura, distribuídos entre Ciências Exatas, Humanas, da Saúde, Agrárias e Artes, além de cursos de bacharelado com forte integração à educação. A Instituição também conta com Programas de Pós-Graduação stricto sensu e lato sensu em Educação, incluindo mestrados profissionais voltados à formação docente, pesquisa e inovação pedagógica. Tudo isso consolida seu compromisso com a melhoria contínua da educação no interior da Bahia.
“O egresso tem uma base formativa sólida, que articula ensino, pesquisa e extensão, e desenvolve ações educativas que contribuem com o ensino-aprendizagem e com a qualidade da Educação Básica”, destaca o pró-reitor de Graduação, Reginaldo Pereira.

Histórias que ensinam – Essa missão atravessa décadas e diferentes gerações. Para a professora aposentada Ana Angélica Barbosa, que atuou no Departamento de Ciências Biológicas, entre 1982 e 2017, a Universidade sempre se destacou pela extensão e pela preocupação em aproximar a teoria e a prática.
“Antes a gente só tinha Biologia no campus de Jequié. Depois, Vitória da Conquista também implantou o curso. Hoje, muitos dos nossos alunos estão em programas de mestrado e doutorado, atuando em universidades na Bahia e fora dela”, lembra.
Fabiana Moura também fortaleceu sua trajetória na pós-graduação. No Programa de Educação Científica e Formação de Professores, encontrou um espaço de ampliação acadêmica e reflexão crítica. “Ressignifiquei minha experiência docente e meu modo de perceber a ciência, o mundo e as relações de poder atravessadas pelos marcadores sociais, sobretudo a cor
da pele”, destaca.

Para ela, a Universidade está profundamente entrelaçada em sua própria trajetória acadêmica e pessoal. “A Uesb sempre foi e continua sendo mais do que um espaço de formação; é uma comunidade de aprendizado que me formou como professora e ainda me ensina muito. O conhecimento técnico te dá ferramentas, mas só a formação política te humaniza”, evidencia.
O impacto da formação docente também marcou Lúcia Gracia Trindade, atual professora da Uesb e da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Durante a licenciatura em Pedagogia, no campus de Itapetinga, Lúcia pôde vivenciar monitorias, atuar no Programa Universidade Para Todos, em projetos de pesquisa e, também, participar de eventos científicos.
“Foi sendo uma universitária envolvida que passei a desejar aquele espaço como local de atuação profissional”, diz. O ponto de virada aconteceu durante o estágio no Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão Socioambiental (Cepesa), quando decidiu seguir o mestrado e a carreira docente. “Foi ainda na graduação e como estagiária que tive minha primeira publicação em periódico científico”, completa Lúcia.
Para ela, ser professora vai além do domínio de técnicas e conteúdos, é preciso integrar ensino, pesquisa e extensão, valorizando dimensões sociais, éticas, afetivas, cognitivas e filosóficas. A valorização da profissão é essencial para atrair novas gerações de docentes comprometidos com a transformação social e educação de qualidade.

O amor pela licenciatura também dialoga com a trajetória da historiadora Rose Aguiar. Seu encantamento pela História desde o Ensino Fundamental a levou, em 2011, à licenciatura em História no campus de Vitória da Conquista. Incentivada pelo Departamento de História, Rose decidiu continuar os estudos, realizando mestrado no Programa de Pós-Graduação em Linguística da Uesb.
“Ser mestre parecia inalcançável. E me tornar doutora? Já estava além do que eu imaginava, mas foi o que a Uesb me proporcionou”, disse ela. Hoje, Rose atua como professora efetiva do Estado da Bahia, ministrando Língua Portuguesa e compartilhando seu aprendizado com estudantes da Chapada Diamantina.
Histórias como as de Ana, Fabiana, Lúcia e Rose mostram que a Uesb não apenas forma professores: inspira futuros. Em milhares de salas de aula, em diversos espaços educacionais, pulsa a missão de uma instituição que, há 45 anos, transforma o ato de ensinar em uma forma de mudar vidas, promovendo conhecimento, humanização e compromisso social.
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