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Com foco no fomente da pesquisa científica em seus três campi, a Uesb ampliou o número de bolsas financiadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb). A novidade contempla um aumento de 15 bolsas para o Programa de Iniciação Científica, 12 bolsas para o Mestrado, oito bolsas para o Doutorado, totalizando um acréscimo de 35 novas bolsas em relação ao ano anterior.
O reitor da Uesb, professor Robério Rodrigues, explica que essas bolsas “são fundamentais para que estudantes possam dedicar-se à pesquisa e à pós-graduação com melhores condições de permanência e desenvolvimento acadêmico”. Segundo o gestor, o suporte financeiro contribui para o fortalecimento dos programas de pós-graduação e da produção científica na Universidade, permitindo a formação de profissionais altamente qualificados.
Para o professor Márcio Pereira, pró-reitor de Pesquisa, Pós-Graduação e Inovação (Proppi) da Uesb, a distribuição das bolsas de Iniciação Científica seguiu a ordem de classificação do Edital 081/2026, enquanto as bolsas de Mestrado e Doutorado foram distribuídas de acordo com as necessidades dos Programas de Pós-Graduação e de seus alunos, tendo como prioridade os estudantes sem bolsa e sem vínculo empregatício. “Essa estratégia permitiu uma alocação mais equilibrada dos recursos, buscando reduzir as desigualdades entre os programas”, aponta.
Márcio também destaca que essas bolsas abrem as portas para que mais estudantes ampliem suas atividades de pesquisa. Além disso, as bolsas de Iniciação Científica proporcionam aos alunos da graduação a oportunidade de ingressar na pesquisa científica e fortalecer sua formação, “proporcionando vivências interdisciplinares, o desenvolvimento do pensamento científico e uma maior integração entre ensino e a pesquisa”, elenca.

Articulação estadual – As novas bolsas vieram de um processo de articulação conjunta da Rede Baiana de Pró-Reitorias de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação (Reproppi). “A mobilização surgiu da percepção compartilhada entre os pró-reitores de que o crescimento da pós-graduação e da pesquisa na Bahia precisava ser acompanhado por um reforço das políticas de fomento”, explica o reitor, presidente da Reproppi e pró-reitor da área na época da negociação da pauta.
Esse trabalho conjunto demonstra “que não se trata de uma demanda isolada, mas de uma necessidade estratégica para todo o sistema baiano de ciência, tecnologia e inovação”, afirma Robério. Assim, a medida fortaleceu o diálogo institucional e “deu maior legitimidade à reivindicação, beneficiando universidades de diferentes portes e regiões do estado”, finaliza.