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O envelhecimento é uma realidade para todas as pessoas e promover um processo saudável nessa etapa da vida tem se tornado uma pauta cada vez mais presente nas discussões sociais e científicas. Dentre os diversos cuidados com o corpo físico, é fundamental dedicar atenção também à saúde mental dos idosos, especialmente no Brasil, onde 13% da população entre os 60 e 64 anos de idade sofre com a depressão, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Nesse contexto, torna-se necessária a busca por estratégias que contribuam para a promoção do bem-estar e da saúde mental dos idosos, e que não estejam restritas, necessariamente, ao uso de medicamentos. Pensando nisso, Hanna Pinheiro Vieira Sales, estudante de Enfermagem da Uesb, encontrou na música uma importante aliança nesse processo de combate à depressão em idosos.
Melhorias identificadas – Em seu estudo, Hanna chama a atenção para a necessidade de diferenciar aspectos naturais do envelhecimento que podem ser confundidos com sintomas depressivos. A partir das suas análises, a pesquisadora comprovou que a música pode ter uma relação direta na promoção do bem-estar.
Melhoria na autoestima, redução dos sintomas depressivos e maior sociabilização são efeitos positivos proporcionados pela inclusão da música e das intervenções musicoterapêuticas nos cuidados com a terceira idade. Além da prevenção, a música também se mostrou benéfica para idosos que já enfrentam alguma batalha, como tratamentos oncológicos ou a demência.
Indo além da saúde mental e beneficiando também o lado físico, o recurso musical tem sido utilizado como estratégia de enfrentamento do estresse e da dor, especialmente em pacientes em tratamento contra algum tipo de câncer. Outro ponto relevante é a inserção de atividades coletivas que envolvem música e movimento, como grupos musicais e a capoterapia (prática inspirada na capoeira), que estimulam o exercício físico, desenvolvimento de habilidades e senso de pertencimento.

Com foco no envelhecimento ativo, Hanna Pinheiro destaca a música como aliada do bem-estar
Os resultados da pesquisa foram obtidos pelo Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) da Hanna, intitulado “Música na promoção do bem-estar e prevenção de sintomas” e com orientação da professora Alba Benemérita. O estudo propõe uma revisão de obras científicas já publicadas sobre o tema, com a metodologia dividida em seis etapas.
Para Hanna, o uso da música deve ser algo presente nos cuidados à terceira idade. “Um dos maiores benefícios é fomentar o envelhecimento ativo, que é um dos principais focos da política de atenção à pessoa idosa”, afirma. Assim, mais do que uma alternativa complementar, a música se revela, cada vez mais, como um recurso sensível, acessível e profundamente humano no cuidado com a pessoa idosa.
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