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Pedro Lucas de Andrade foi premiado no 22º Encontro de Zoologia do Nordeste
O pós-graduando Pedro Lucas de Andrade, do Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA) da Uesb, campus de Itapetinga, foi premiado no 22º Encontro de Zoologia do Nordeste, realizado em Maceió (AL). O estudante venceu a categoria “Parasitologia”, com o trabalho “Avaliação do efeito deterrente do extrato hidroalcoólico de uma espécie do gênero Croton (Euphorbiaceae) sobre fêmeas do Aedes aegypti (Linnaeus, 1762) (Diptera, Culicidae)”, que contou, ainda, com a orientação da professora Simone Gualberto.
A pesquisa foi desenvolvida como Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), durante a formação no bacharelado em Ciências Biológicas, concluída em 2025. O estudo foi realizado no Laboratório de Pesquisa em Inseticidas Naturais (Lapin), campus de Itapetinga, sob orientação da professora Débora Cardoso, e contou com a colaboração de Jéssica Menezes, Ana Luíza Oliveira, Ana Carolina Barreto, José Vital Castro Neto e Rafaela Santos, integrantes do laboratório.
Para Pedro Lucas, a premiação representa uma conquista para o laboratório e reforça o compromisso com a pesquisa científica desenvolvida em instituições públicas. “Ela demonstra que um laboratório de uma universidade do interior da Bahia é capaz de desenvolver pesquisas que se equiparam às de grandes instituições, mesmo sem dispor de todas as tecnologias”, destaca.
O pesquisador também ressalta a importância do reconhecimento para sua trajetória acadêmica e para o compromisso social da ciência. “Essa conquista me dá a certeza de que estou seguindo o caminho certo como pesquisador e biólogo. Como filho de instituições públicas, busco, de alguma forma, devolver à população tudo aquilo que foi investido em minha formação acadêmica com recursos públicos”, frisa.

Integrantes do Laboratório de Pesquisa em Inseticidas Naturais da Uesb
Sobre a pesquisa – O estudo, ainda em seus estágios iniciais, investiga o potencial de formulações obtidas a partir do extrato hidroalcoólico de uma espécie do gênero Croton para o controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da zika e da chikungunya. Os resultados mostraram um efeito “repelente” na postura dos ovos. Nos testes, as fêmeas do mosquito evitaram depositar a maioria dos ovos nos recipientes com maiores concentrações do extrato, preferindo a água limpa (deionizada).
Segundo Pedro Lucas, a escolha da planta está relacionada à experiência do grupo de pesquisa com outras espécies do gênero Croton. “Tanto em nossos estudos quanto na literatura científica, já foram identificadas espécies com efeitos repelentes e inseticidas contra o mosquito”, comenta.
Atualmente, o pesquisador desenvolve outro estudo na pós-graduação, voltada para óleos essenciais produzidos na Chapada Diamantina. Sobre a continuidade do trabalho premiado, ele explica que já foram realizadas análises dos compostos presentes na planta, além de avaliações dos efeitos larvicidas e pupicidas do material estudado. Embora essa linha de investigação esteja temporariamente interrompida, a equipe pretende realizar novos testes para compreender melhor os efeitos do extrato hidroalcoólico sobre o mosquito.